Ensino cristão pode (pasmem!) virar “crime” no Reino Unido!!!

Um importante teólogo anglicano alertou que o ensino cristão tradicional, como acreditar que Jesus é o filho de Deus, pode tornar-se crime no Reino Unido. O jornal Telegraph pulicou uma entrevista com o pastor Mike Ovey, que também é advogado, atual diretor de Oak Hill Theological College, em Londres. Ele denuncia que a proposta do primeiro-ministro britânico David Cameron, que deveria minimizar o extremismo religioso pode ser “um desastre” para o ensino religioso no país. “Como advogado acho que é um desastre. Como crente e professor cristão acho que é um desastre”, asseverou Ovey.  A proposta que deveria defender o que vem sendo chamado de “valores britânicos”, como a democracia, a tolerância e o Estado de direito, poderá reprimir qualquer ponto de vista que se oponha a esses valores. Ovey lembra que no Reino Unido um grande número de casos recentes comprova que a sociedade tem se voltado contra pregadores cristãos. Vários foram presos após pessoas se queixarem às autoridades de sua mensagem, considerando-a “homofóbica” ou “discurso de ódio”. Para o pastor, depois da homofobia, o próximo passo é lutarem contra o aborto, assunto que tem cada vez mais levantado debates entre os ingleses. Em breve poderá chegar ao cerne da fé cristã, uma vez que afirmar que Jesus é o filho de Deus apresenta-se como uma ofensa aos muçulmanos, grupo religioso que mais cresce no Reino Unido. Cameron, que pertence ao Partido Conservador, conseguiu uma surpreendente vitória nas eleições gerais de maio, dando-lhes um poder maior desde então. O primeiro-ministro britânico disse em várias ocasiões que é cristão. Contudo, na mensagem de Páscoa este ano, limitou-se a dizer que o cristianismo é “a base de uma boa sociedade.” Uma vez que a Igreja Anglicana é a igreja nacional do Reino Unido, não raro políticas afetam as decisões religiosas. Fonte: GP

Crítica ao artigo “O Deus Falível do Molinismo”, de J. T. Anderson (ou “A Coerência dos Mundos Verdadeiramente Possíveis”)

Por Artur Eduardo Há alguns dias, o colega pr. e prof. Gaspar de Souza traduziu e postou em seu blog um breve artigo do dr. James Anderson, que nos é apresentado como ministro ordenado na Associate Reformed Presbyterian Church. Dr. Anderson é professor no Reformed Theological Seminary. Especialista em Teologia Filosófica, Epistemologia da Religião e Apologética Cristã. Sua tese de doutorado, na Universidade de Edinburgh, explorou a natureza paradoxal de certas doutrinas cristãs e suas implicações para a racionalidade da fé cristã. O artigo original (em inglês) pode ser encontrado aqui. O objetivo deste nosso post é criticar (analisar) os argumentos do dr. Anderson e observar se os mesmos são válidos, pois, apesar de o título do artigo (O Deus Falível do Molinismo) obviamente fazer um alusão específica ao “Molinismo”, a gênese e boa parte do desenvolvimento do pensamento que é criticado pelo dr. Anderson surge bem antes do movimento reconhecido por aquele nome. “Molinismo” recebeu esta nome graças ao padre jesuíta do século XVI, Luís de Molina (1535-1600), que procurou conciliar as ideias de liberdade de agência, ou liberdade libertária do ser humano e a providência divina. Segundo o jesuíta a vontade humana nas ações livres não é só um instrumento de Deus, causa principal, mas causa autêntica dos efeitos realizados, sendo o concurso divino simultâneo e não precedente em relação ao exercício da própria ação. O molinismo argumenta que Deus atinge seu objetivo através das vidas das criaturas genuinamente livres por intermédio de sua onisciência. O modelo proposto apresenta o conhecimento infinito de Deus em uma séria de três momentos lógicos (considerados nessa ordem não-cronológica, mas lógica): “Conhecimento natural”, “Conhecimento médio” e o “Conhecimento livre”. O artigo do dr. Anderson baseia-se numa conversa que ouviu, no rádio, entre os preletores William L. Craig e Paul Helm. Ele afirma ter ouvido o dr. Craig rearfirmar a preordenação divina de todas as coisas, inclusive dos atos livres dos homens. Não ouvi a colocação exata do dr. Craig, mas creio que sua colocação foi mais lógica do que meramente epistemológica. A lógica na qual se baseia o dr. Craig, até onde sei de seu posicionamento acerca do assunto, o dá subsídios para uma ordenação das ações (soberanas) de Deus e as agências temporais humanas em consonância, ou em simultaneidade umas com as outras, do que precedente e consequentes, respectivamente. A questão aqui é destacar a ideia de que esta “ordem”, conforme o pensamento reformado defendido pelo dr. James assevera, traz mais complicações do que respostas, tais como: como pode ter Deus preordenado todas as coisas e, a partir daí, relacionado as mesmas, estando Ele fora do tempo? Este encadeamento que enfatiza a onisciência de Deus quase em função do que Ele determina, não só parece colocar o carro na frente dos bois – pois não soa lógica ou racionalmente bem, de jeito nenhum -, como vai de encontro à premissa básica acerca dos atributos de Deus, e.g., a de que ele é ilimitado e, portanto, decide todas as coisas em um eterno “já”, um eterno presente: esta é a única forma de entendermos uma onisciência que decide criar e estabelecer todos os critérios possíveis para que suas criações livres, à sua semelhança – ainda que distorcidas pelo pecado (mas, mesmo assim ainda sua imagem e semelhança) -, sigam um plano que Ele de fato “preordenou”. A confluência de todas as ações livres com a vontade do próprio Deus só poderiam convergir em um mundo possível em que Deus soubesse da posição exata de cada coisa, para que assim procedesse. Esta infinitude de nexos causais foi estabelecida neste mundo possível, o que é perfeitamente coerente quando se imagina um “ser sobre o qual nada de maior pode ser concebido”, como diria Anselmo, ou, em outras palavras, um ser perfeito. Mas, a questão do presente post é uma crítica à análise feita pelo dr. James Anderson. Antes de continuarmos, porém, destaco aqui que não creio em um livre-arbítrio pleno, posto que fomos totalmente corrompidos, isto é, em todas as áreas. Mas, não creio que somos corrompidos totalmente e, semanticamente, a diferença é enorme. A “total corrupção” do Homem assevera que, a despeito da Queda e da irreversível mancha causada pelo pecado, aquele não deixou de ser a imagem e a semelhança de Deus, ou seja, ainda encerra em seu ser tais características. A corrupção (ou depravação) total, pelo contrário, assevera que não há o menor espaço da iluminação primordial do Homem, sendo este “morto” em um sentido deveras abrangente. Se assim fosse, a própria “base”, sobre a qual se constrói a fé salvífica, por ato de Deus, conforme Efésios 2:8-9, não poderia existir, já teria se “decomposto”, se “deteriorado”, cabendo ao ser humano nada mais do que a mera existência viva, mas sequer cognoscente. Isso! O ser humano, num estado de corrupção total, não teria espaço para nada a não ser corrupção, sendo impedido de usar a própria razão que, cremos, foi-lhe dada como sinal da semelhança com Deus. O Homem não produziria nada de bom, a não ser uma mera existência animalesca, o que, obviamente, não condiz com a realidade. Não se entenda aqui que utilizo a realidade para interpretar a Bíblia, mas é a própria Bíblia que se nos assegura, quando fala do Homem e de sua capacidade intrínseca de construir, de produzir, de crescer, de desenvolver-se no saber. E a realidade adequa-se perfeitamente àquilo que está presente nas Escrituras. Seguindo o artigo, em meados do mesmo, o dr. Anderson vale-se de premissas lógicas para construir o argumento da posição que acusa e de sua própria posição. Portanto, para destacar o pensamento de um livre-arbítrio libertário, ele argumenta:

Molinistas, então, estão comprometidos com o seguinte: (1) Se S escolhe livremente A em C, então é possível para S não escolher A em C. Ou, colocando a questão em termos de mundos possíveis: (1’) Se S escolhe livremente A em C, então existe ao menos um mundo possível no qual S não escolhe A. Observe que nessa demonstração, C aqui deveria ser entendido como, de fato, a história inteira do universo até o momento da escolha de S. O ponto é que a escolha de S não é determinada (ou, pelo menos causadamente determinada) por qualquer evento anterior ou estados do universo (incluindo o caráter de S, experiências passadas, memórias, crenças, desejos etc).

Onde, S = Pessoa. A = Escolha. C = Circunstância. A grande questão que é levantada pelo dr. Anderson é que, se há mundos possíveis, como assegurar que em quaisquer deles a vontade de Deus seja efetivada? Talvez o leitor não acostumado com a modalidade não esteja percebendo a questão – embora o dr. Anderson não tenha chamado à atenção para isso no seu post -, mas diz respeito com o próprio conceito de necessidade de Deus (Deus como “Ser necessário”). Sendo assim, ele expõe:

Em terceiro lugar, o Molinista afirma que Deus tem conhecimento médio, isto é, conhecimento dos contrafactuais da liberdade (por falta de um nome melhor). Deus, então, sabe, antes de sua decisão de criar um mundo particular, verdades condicionais subjuntivas como a que se segue:  (2) Se S estivesse em C, S livremente escolheria A. Este é o conhecimento, afirma o Molinista, que permite a Deus preordenar os eventos. Desde que Deus conhece o que cada possível criatura escolheria livremente em cada possível circunstância, consequentemente ele pode planejar. Ele pode saber de antemão como as coisas iriam se ele fosse para criar determinadas pessoas e arranjá-las para fazerem suas escolhas em circunstâncias particulares.

Então, ele conclui:

Deus é infalível na visão Molinista? Eu suspeito que muitos seriam inclinados a responder sim. Face a essa situação, esperaríamos Deus ser infalível. “Deus falível” dificilmente soa bem! Mais significantemente, a Bíblia ensina explicitamente que os planos de Deus não podem falhar. Os propósitos de Deus sempre serão cumpridos. (….) Todavia, deveria estar claro a partir o exposto acima que, de acordo com a posição Molinista existem mundos possíveis nos quais os planos de Deus falham. Porque o Molinista está comprometido em afirmar que, embora Deus conheça que S escolheria A em C, e ele não atualiza C porque ele planeja para S escolher A, não deixa de ser possível para S não escolher A em C (Craig claramente afirma este ponto várias vezes em sua conversa com Helm). Em outras palavras, existem mundos possíveis nos quais Deus atualiza C de modo que S escolherá A, mas S não escolhe A. Existem mundos possíveis nos quais o decreto eterno de Deus não acontecerá, porque agentes livre-libertários farão outra coisa do que ele tinha planejado. A conclusão é esta: com base na posição Molinista existem alguns mundos possíveis nos quais Deus é falível. De fato, existem muitos, mas muitos de tais mundos. Qualquer mundo em que o plano de Deus falhe é um mundo no qual Deus é falível. Parece-me que esta conclusão é construída sobre o sistema molinista. Então, o que um Molinista poderia dizer em sua resposta? Uma resposta seria a de dizer que Deus não é necessariamente infalível: ele não é infalível em todo mundo possível, mas ele é infalível neste mundo (pelo menos). Deus é contingentemente infalível.

Bem, há uma série de problemas aqui, da construção do argumento à conclusão do dr. Anderson: 1º) A confusão entre “mundos reais” e “mundos possíveis” e seus revisionismos. O Dicionário de Filosofia de Abbagnano nos diz: “Os mundos possíveis não têm existência real: são construções ideais, logicamente completas e consistentes, infinitas em número, que Deus contempla em seu intelecto e entre as quais decide fazer existir mais perfeita” (ABBAGNANO, Nicolas. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 802). Abbagnano também fala da evolução da ideia de mundos possíveis, até um “realismo extremo” de David Lewis. É óbvio que o conceito de “mundos possíveis” tratado aqui é o que tem origem clássica (grega), passando pela atualização do filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz (1645-1716), até à segunda metade do século XX, quando foi retomado o conceito, principalmente por filósofos da tradição analítica, como Saul Kripke. O problema, aqui, com o argumento do dr. James é simples: ele não percebe que comete uma petição de princípio ao dizer que “Deus planeja para S escolher A, em C, mas Se não escolhe A” (em determinado “mundo possível”), fazendo de Deus um ser não necessariamente infalível (ou, como ele diz, contingentemente infalível), para, depois, concluir que Deus é falível. Ora, mas a questão é essa: todos os atos que “Deus planeja” são atos que ele planejaria em quaisquer mundos possíveis, pois Deus não planejaria um mundo em que nada do que Ele quisesse desse certo!! É claro que isto atrela-se à ontologia divina, à natureza do Ser de Deus, mas é justamente por isso que devemos entender quais mundos hipotéticos são de fato “possíveis”. Você imaginaria um mundo em que todos, em todo o tempo, sempre vivessem blasfemando contra Deus? Estritamente falando, esse mundo é “possível”- em sentido lógico -, mas se entendermos assim, tenho que crer que há a possibilidade de Deus fazer um mundo em que todos blasfemem sempre… simplesmente porque quis fazer. Isto não é um “mundo possível” porque simplesmente falamos sobre ele!!!! Posso pensar em um “mundo possível” onde haja um círculo-quadrado. Não é porque eu falo sobre esse “mundo possível” que de fato o torne um “mundo possível”. O absurdo, no caso de Deus criando um mundo como nós falamos (de blasfêmias constantes) é que a realidade de Deus (ilimitada) não se imporia, ou seja, abriria espaço para ser o que não é, o que é simplesmente impossível para Deus. Se Deus existe, a realidade da existência não pode deixar de ser o que é, pois ela existe pelo simples fato de que Deus existe. Você já deve estar pensando, se estiver lendo atentamente, que, de igual modo, não é possível que haja um mundo possível em que não haja uma realidade que lhe seja inerente, ou seja, um mundo composto de nada. Ontologicamente, para Deus não faz sentido distinguirmos entre sua existência e santidade, pois não há atualização em Deus, sendo Deus tão existente quanto santo. Nós, pelo contrário, tornamo-nos existentes e tornamo-nos santos, mas a realidade que abraça todas as possíveis realidades, a de Deus, é o que é. Um mundo composto de “nada” é tão impossível quanto um mundo em que Deus só fizesse o que é mau.

Ao contrário do que muitos pensam, uma caixa sem qualquer partícula dentro não é uma “caixa com nada”, como este modelo de uma caixa de vidro. Só o fato de podermos ver do outro lado mostra-nos que, de fato, há algo na caixa (luz) que permite que veja através dela. Isto definitivamente não é nada!!

Dizer que Deus faça algo que negue sua própria existência (divina), como qualquer de seus atributos, é descaracterizá-lo como Deus. O problema é ontológico e epistemológico aqui: um mundo em que Deus tivesse seu plano “frustrado” é um mundo em que Ele não teria Onisciência, ou Onipotência, por exemplo. Em suma, Ele não seria ilimitado. É claro que o dr. Anderson quer atrelar a existência à mera necessidade da determinação divina, ou, em outras palavras (e mesmo que não se admita), é dizer que só há um caminho possível para as ações de quaisquer indivíduos e as mesmas foram preordenadas por Deus. Se isso não for FATALISMO IRRESTRITO, não sei mais o que é! O problema com o fatalismo irrestrito é a paradoxalidade que lhe é inerente: como se dão quaisquer juízos a atos que, de fato, foram preordenados por Deus? Responder esta pergunta com malabarismos semânticos não resolve a situação em absoluto. É impossível haver uma ideia completa de justiça ilimitada de Deus, quando se sabe que as ações cometidas (todas elas.. e não esta ou aquela específica) são preordenações divinas… todas baseadas em seu “decreto”. Ora, se Deus é infalível, todas as suas vontades serão satisfeitas em quaisquer mundos possíveis, pois Deus é um “Ser necessário” (existe necessariamente, em quaisquer mundos possíveis). Ora, se Deus existe necessariamente, há a possibilidade de existir qualquer mundo diferente deste e, mesmo assim, Deus continuar soberano e infalível? A resposta é um sonoro “SIM”, pois um mundo em que a diferença seja de um átomo para o nosso e a vontade de Deus prevaleça é um mundo possível. O dr. James chamou à atenção, é verdade, para os mundos em que “Deus planejasse S escolhendo A e S, na verdade, escolhesse não-A”. Mas, como vimos, ser Deus quem é significa que tudo o que faz é em consonância com quem Ele é e vice-versa, tudo o que Deus é, é em consonância com o que Ele faz. Esta simultaneidade é característica da ilimitação e, sendo Deus quem é e fazendo o que faz, só é possível que qualquer coisa exista (inclusive “mundos”) se e somente se for a partir de quem Deus é e do que faz. Logo, é impossível existir um mundo, mesmo no pensamento de Deus, em que Deus planeje algo que não venha a ser, do mesmo modo que é impossível haver um mundo em que um círculo seja um quadrado ou o “nada exista”. Se Deus “imaginou” o “nada existindo”, também imaginou um mundo “perfeito imperfeito” (ou seja, feito por sua vontade perfeita, mas que não atenda à sua vontade perfeita), o que é um contrassenso lógico intransponível. Ainda em sua argumentação, o dr. James Anderson ataca o conceito do “Deus contingente infalível”, o qual ele hipoteticamente trouxe como “o pensamento do molinista”. Assim, ele segue batendo em um “boneco de palha” e sua argumentação se estrutura como se aquele conceito, de fato, fosse o conceito defendido por William Lane Craig e outros que pensam similarmente. Vejamos:

Se eu estou certo sobre isso, então o Molinista não deveria dizer que Deus é infalível. Pois, se Deus não é infalível em todo mundo possível, então ele não infalível em qualquer mundo possível, incluindo o mundo atual. (Eu observo, para registro, que este argumento pressupõe alguns princípios modais amplamente-controlados que eu não estou a defender aqui, precisamente porque eles são amplamente controlados!). Em Segundo lugar, esses mundos com  falhas-divinas apresentam um problema para o Molinista que está comprometido com o ser perfeito da teologia(que é maioria, penso). Se Deus é apenas contingentemente infalível, segue-se que Deus não possui máxima grandeza: pois um ser que é necessariamente infalível é maior que um ser que é contingentemente infalível. Um ser que é infalível em todos os mundos possíveis é maior que um ser que é infalível em apenas alguns mundos possíveis. (É digno de nota que Alvin Plantinga, que introduziu a noção de grandeza máxima em sua defesa do Argumento Ontológico, é um dos mais proeminentes advogados do Molinismo).

Não sei do fato de Plantinga, William L. Craig ou qualquer que pense aos moldes de Agostinho (principalmente no seu “O Livre-Arbítrio”) admitirem Deus como “contingentemente infalível”. Nestes supostos “mundos possíveis”, nos quais “Deus falha”, como citado pelo dr. Anderons, percebe-se que, a partir de uma filosofia cristã mais adequada e coerente com os conceitos extraídos da Escritura sobre Deus, os quais podemos organizar como seus atributos, aqueles mundos não são possíveis, mas armadilhas da linguagem, conforme o que expomos (um mundo onde o “nada exista”). A realidade possível – e aqui faço questão de, a exemplo dos clássicos, falar hipoteticamente a partir da ´mente de Deus´ – somente é possível em níveis que sejam comandados pela perfeição do ser que Deus é. QUAISQUER concessões a isso denotam um Deus menor do que Deus é, sendo, portanto, impossível. Com isso, contudo, não quero dizer que “só há uma única atitude para cada ser humano e, tudo, em estrito alinhamento à vontade divina”, posto que, pensando assim, alguns defendem não só a ideia de Deus como autor do mal, mas de todos os males humanos, pois todos os atos, por mais hediondos e escabrosos que possam ser cometidos pelo ser humano, “farão” parte de um grande plano de divino e é Deus quem conduz todos os atos “nos bastidores”, quase como aquele “Gênio maligno” cartesiano. Em absoluto! Deus é o ser em quem não pode haver NADA mal, pois “TODA a boa dádiva e TODO o dom perfeito procede dELe” (Tg. 1:17). Deus conduz ações específicas na História? Sem dúvida alguma!! Agora, TODAS se dão em função daquilo que lhe é claro, conhecido a partir do projeto perfeito que foi a Criação, mesmo diante de inúmeras outras possibilidades de Criação que, incontestavelmente, eram possíveis. Instigar uma determinada ação, propiciar os meios para que os homens façam determinada ações, até “autorizar um espírito de mentira para que um rei seja enganado” (mas não sem ANTES saber da trama e TER UMA ESCOLHA – cf. 1 Rs. 22) é algo que compete à Providência divina e nada mais coerente do que afirmar que “a mão do Senhor conduz a História”. Sem dúvida alguma! Mas, nos contextos onde Deus soberanamente coloca o homem, ele, o homem precisa saber o que fazer diante destes contextos. Deus colocou Adão no Éden, para administrá-lo. Deus trouxe os animais até Adão… mas foi Adão quem batizou os animais (Gn. 2:19). Ora, as responsabilidades das coisas no mundo devem ser coerente com sua natureza. Se é da alçada humana decidir sobre algo, é porque isto é de sua natureza. Não entendo como, na prática, reformados como o dr. Anderson aceitam a óbvia ligação entre a natureza humana (imagem e semelhança de Deus) e suas escolhas mas, em teoria, afirmam, em suma,  que tal ligação é impossível!

Por fim, o dr. Anderson afirma:

Outro modo de ver o problema é perguntar se os mundos não-factíveis realmente são possíveis. Suponha que, de todos os mundos factíveis que ele considerou, Deus opte pelo mundo X.  Não parece coerente imaginar Deus pensando: “Eu vou atualizar X um pouco (fracamente) – este é o meu decreto – mas eu sei que há uma possibilidade real de que vou terminar com outro mundo, por causa da possibilidade real que agentes livres-libertários agirão de outro modo que eu tenho planejado”. Mas, se isso não é coerente, em que sentido esses mundos são mundos realmente possíveis?

Esta suposição fantástica do autor é um excelente indicador de como muitos veem “os decretos” divinos: indistintamente dos decretos ou determinações de um regente humano! Mas, se é assim, o problema é claro: Deus não é um regente humano! Não há aquela deliberação de Deus consigo mesmo, como há conosco, pelo simples fato de que, se houvesse o mais mínimo movimento no pensamento divino, fazendo-o mudar ou até mesmo estender o pensamento sobre algum ponto, configurar-se-ia potencialidade e em Deus não há movimento (dá-lhe, Tomás!). Não há esse “Eu vou…. mas…. pensando bem….. é melhor….”, nada disso. Deus não é um “Motor Imóvel” aristotélico, mas não tem potencialidade. Isto SÓ é possível quando entendemos o conceito de ilimitação, o qual não perscrutamos, mas vislumbramos. Todo e qualquer pensamento possível, incluindo todos os atos mediante todas as situações em quaisquer mundos verdadeiramente possíveis já foram pensados por Deus!! ISTO é a genuína Onisciência!!!! É este pensamento que diferencia o Deus aqui descrito de um Deus que analisa decretos e, mesmo contra sua soberana natureza santa, idealiza, “move”, orquestra e conduz até os atos pecaminosos, para que o seu “decreto” se cumpra. O rastro de dor e sofrimento em nome do “decreto” divino, por mais nobre que tenha sido intencionado, eclipsa-lhe qualquer mérito!! É algo tão incongruente com a natureza divina revelada na Palavra que fica difícil pensar em “amor”, “entrega”, “abnegação” etc. diante de um quadro que mais parece um “faz de contas” cósmico, conosco, como marionetes auto-iludidas. É claro que, com isso, não “liberto” o Homem totalmente, pois sei de sua inclinação pecaminosa inerente. Mas, isso não quer dizer que o Homem não desenvolva coisas boas, ecos dele ser quem é, isto é, “a imagem e a semelhança” de Deus. É claro que tal imagem só refletirá a plenitude daquele que a projeta EM CRISTO JESUS, ou seja, com Cristo como padrão Divino-humano para nós, humanos, os quais um dia, ressurretos ou transformados – mais ainda assim, homens -, partilharemos também da “co-natureza divina” (2 Pe. 1:4), seja qual for esta bela, transcendental e misteriosa ideia petrina hermética que nos é revelada.

2014 foi o pior ano de perseguição aos cristãos na China, com 150% de aumento!!

Policiais fazem treinos dissuasórios na estação de trem de Yiwu, no estado de Zhejiang

Para os cristãos chineses, 2014 foi o ano mais difícil comparado aos anos anteriores. A perseguição aos cristãos, praticantes de outros grupos religiosos e defensores dos direitos humanos aumentou mais de 150% no ano passado, de acordo com relatório divulgado pela organização China Aid, nesta terça-feira (28).

Segundo informações, 17.884 pessoas foram perseguidas por suas crenças religiosas. As autoridades detiveram cerca de 3 mil dissidentes e condenou 1.274 pessoas, em comparação com apenas 12 em 2013.

O presidente da China Xi Jinping, do Partido Comunista Chinês (PCC), é o líder mais autoritário desde Mao Zedong. Jinping instituiu uma ampla campanha para suprimir qualquer forma de dissidência, ou seja, qualquer ato de discordância da política oficial. Os cristãos são cada vez mais alvo dessa repressão, bem como os budistas tibetanos, uigures muçulmanos e praticantes da religião Falun Gong, segundo China Aid.

O relatório estima que existam cerca de 70 milhões de cristãos na China, divididos entre igrejas domésticas subterrâneas e igrejas sancionadas pelo Estado. Se espera que o número de seguidores de Jesus aumente. Um professor da Universidade de Purdue estima que a China poderá se tornar a maior nação cristã no mundo até 2030.

O PCC considera a crescente popularidade do cristianismo uma ameaça à sua posição dominante, e tem usado medidas agressivas para intimidar os membros. “A campanha de perseguição do governo chinês incluiu a demolição forçada de igrejas e cruzes, a detenção e prisão de pastores e membros da igreja sob acusações criminais, forçando igrejas a falir, confiscando propriedades da igreja, e manipulando a mídia estatal para rotular igrejas domésticas como ‘organizações de culto’”, disse o relatório.

O PCC também tentou subverter o movimento cristão através de um processo de promoção do “cristianismo com características chinesas”. Os líderes da Igreja são enviados para “locais de educação patriótica”, para incutirem lealdade ao Partido.

“A ‘chinalização’ do cristianismo equivale a ‘descristianização’ da Igreja na China, e erradicar a natureza universal do cristianismo sob a aparência de um ‘cristianismo com características chinesas’ em nome de priorizar os interesses do Partido Comunista, usurpa a doutrina de que ‘Cristo é o cabeça da Igreja’”, disse o relatório.

Advogados de direitos humanos na China têm tido sucesso em defesa aos cristãos. Mais de 100 cristãos foram libertados e estão aguardando julgamento com sua ajuda.

Fonte: CPAD News

O ressurgimento da Filosofia…. por quê??

O melhor motivo para o ressurgimento da filosofia é que a menos que um homem tenha uma filosofia, certas coisas horríveis acontecerão a ele. Ele será prático; ele será progressista; ele cultivará a eficiência; ele acreditará na evolução; ele realizará o trabalho dele mais próximo e imediato; ele se devotará a feitos, não a palavras. Assim, atingido por rajadas e mais rajadas de estupidez cega e destino aleatório, ele caminhará trôpego para uma morte miserável, sem nenhum conforto, exceto uma série de slogans; tais como esses que cataloguei acima. Essas coisas são simples substitutos dos pensamentos. Em alguns casos, eles são pedaços esparsos do pensamento de alguém. Isso significa que um homem que se recusa a ter sua própria filosofia não terá nem mesmo a vantagem de uma fera, a de ser deixado à mercê de seus próprios instintos. Ele terá apenas os esgotados fragmentos de alguma filosofia alheia; o que as feras não precisam herdar; daí sua felicidade.

Os homens sempre têm uma de duas coisas: ou uma completa e consciente filosofia ou uma inconsciente aceitação de fragmentos dispersos de alguma incompleta, devastada e, freqüentemente, desacreditada filosofia. Esses fragmentos dispersos são as frases que eu citei: eficiência, evolução etc. A idéia de ser “prático”, em si mesma, é tudo que resta de um Pragmatismo que não se sustenta. É impossível ser prático sem uma Pragma. E o que aconteceria se você abordasse o próximo homem prático que encontrasse e dissesse ao pobre pateta: “Onde está sua Pragma?” Fazer o trabalho mais próximo e imediato é um nonsense óbvio; mesmo assim, isso é repetido em muitos almanaques. Em noventa por cento dos casos, isso significaria fazer o trabalho a que você menos se adequasse, tal como limpar janelas ou esmurrar um policial.  “Feitos em vez de palavras” é, em si mesmo, um excelente exemplo de “Palavras em vez de pensamentos”. Jogar uma pedra no lago é um feito e mandar um preso para a forca é uma palavra. Mas, há palavras verdadeiramente fúteis; quase inteiramente delas consiste esse tipo de jornalismo científico popular e filosófico.
Alguns têm medo de que a filosofia os entediará ou os confundirá; a razão é que eles não pensam apenas numa série de longas palavras, mas também num novelo de complicadas noções. Essas pessoas deixam de perceber toda a natureza da atual situação. Esses são os males que já existem; principalmente pelo desejo de uma filosofia. Os políticos e os jornais estão sempre usando longas palavras. Não se constitui em uma completa consolação o fato de eles as usarem erradamente. As relações políticas e sociais já são desesperadamente complicadas. Elas são muito mais complicadas do que qualquer página de metafísica medieval; a única diferença é que os medievalistas podiam desembaraçar o novelo e entender as complicações; os modernos não podem. As principais coisas práticas atuais, como corrupção financeira e política, são enormemente complicadas. Nos contentamos em tolerá-las porque nos contentamos em não entendê-las, em vez de compreendê-las. O mundo dos negócios precisa de metafísica – para simplificá-lo.
Eu sei que essas palavras serão recebidas com escárnio, e com a reafirmação mal-humorada de que não é momento para nonsense e paradoxo; e que o que é realmente desejável é um homem prático para ir em frente e limpar toda a bagunça. E um homem prático, sem dúvida, aparecerá, um de uma sucessão interminável de homens práticos; e ele, sem dúvida, irá em frente, e talvez “limpará” alguns milhões para si próprio e deixará uma bagunça maior ainda; tal como os homens práticos anteriores fizeram. A razão é perfeitamente simples. Esse tipo de pessoa excessivamente rude e sem consciência sempre aumenta a confusão; porque ela está à mercê de diferentes motivos ao mesmo tempo; e ele não os distingue. Um homem tem, já totalmente entrelaçado em sua mente, (1) um desejo entusiástico e humano por dinheiro, (2) um desejo pedante e superficial de estar progredindo, ou indo pelo caminho de todo mundo, (3) um desconforto por ser considerado muito velho para se relacionar com os jovens, (4) uma certa quantidade de um vago, mas genuíno, patriotismo ou espírito público, (5) uma incompreensão do erro cometido pelo Sr. H. G. Wells, na forma de um livro sobre a Evolução. Quando um homem tem todas essas coisas dentro de sua cabeça e nem sequer tenta resolvê-las, ele é chamado, pelo consenso e aclamação geral, um homem prático. Mas do homem prático não se pode esperar algum aprimoramento em relação à impraticável confusão; pois, ele não pode sequer organizar a confusão de sua própria mente, o que dizer de sua altamente complexa comunidade e civilização. Por alguma estranha razão, é comum dizer que esse tipo de homem prático “sabe o que faz”. É claro que isso é exatamente o que ele não sabe. Ele pode, em alguns casos felizes, conhecer o que ele quer, como um cachorro ou um bebê de dois anos; mas mesmo assim, ele não sabe o porquê de seu desejo. E é o porquê e ocomo que deve ser considerado quando estamos elucidando a razão de uma cultura ou tradição ter se tornado tão confusa. O que precisamos, como os antigos entenderam, não é um político que é um negociante, mas um rei que é um filósofo.
Peço desculpas pela palavra “rei”, que não é estritamente necessária no contexto; mas eu sugiro que seria uma das funções do filósofo ponderar sobre tais palavras e determinar se elas têm ou não importância. A República Romana e todos os seus cidadãos tinham um horror enorme da palavra “rei”. Como conseqüência eles inventaram e nos impuseram a palavra “imperador”. Os grandes republicanos que fundaram a América também tinham horror da palavra “rei”; que depois reapareceu com a especial qualificação de um Rei do Ferro, um Rei do Petróleo, um Rei do Porco, ou outros monarcas similares, feitos de materiais semelhantes. O negócio de um filósofo não é necessariamente condenar a inovação ou negar a distinção. Mas é sua tarefa perguntar-se exatamente o que é que ele ou os outros desgostam na palavra “rei”. Se o que ele desgosta é um homem usando um casaco cheio de manchas, feito de pele de um animal chamado arminho, ou um homem que tinha um anel de metal colocado sobre sua cabeça por um clérigo, ele terá de decidir. Se o que ele desgosta é que tal casaco ou tal poder seja passado de pai para filho, ele perguntará se isso ocorre nas condições comerciais correntes. Mas, de qualquer forma, ele terá o hábito de testar a coisa pela reflexão; por meio da idéia de que gosta ou desgosta; e não meramente pelo som da sílaba ou a aparência das letras da palavra.
Filosofia é meramente pensamento que foi cuidadosamente considerado. É, freqüentemente, muito enfadonho. Mas, o homem não tem alternativa, exceto entre ser influenciado pelo pensamento refletido ou ser influenciado pelo pensamento irrefletido. O último é o que comumente chamamos, hoje, de cultura e erudição. Mas o homem é sempre influenciado por pensamento de algum tipo, seu próprio ou de alguém; de alguém que ele confia ou de alguém de quem ele nunca ouviu falar, pensamento de primeira, segunda ou terceira mão; pensamento de lendas esquecidas ou de rumores não confirmados; mas sempre algo com a sombra de um sistema de valores e uma razão para preferência. Um homem testa qualquer coisa por meio de alguma coisa. A questão aqui é se ele alguma vez testa o teste.
Tomarei um exemplo, entre milhares que poderia escolher. Qual é a atitude de um homem comum ao ser informado sobre um evento extraordinário: um milagre? Quero dizer um tipo de coisa que é informalmente chamado de sobrenatural, mas que deveria ser chamado propriamente de preternatural. Pois, a palavra sobrenatural aplica-se somente ao que é mais elevado que o homem; e muitos milagres modernos são como se viessem de um lugar consideravelmente inferior. De qualquer forma, o que os homens modernos dizem quando se confrontam com algo que, aparentemente, não pode ser explicado naturalmente? Bem, a maioria dos homens modernos diz asneira. Quando uma tal coisa é mencionada, em romances e em histórias de jornais ou revistas, o primeiro comentário que se ouve é, “Mas, meu caro amigo, este é o século XX!” Vale a pena ter um pequeno treino em filosofia, se não por outras razões, pelo menos para não parecer tão surpreendentemente idiota. A afirmação tem, no todo, muito menos sentido ou significado do que, “Mas, meu caro amigo, estamos numa tarde de terça-feira.” Se milagres não podem acontecer, eles não acontecem nem no século XX, nem no século XII. Mas se eles podem acontecer, ninguém pode provar que em algum momento determinado eles não possam acontecer. O melhor que pode ser dito para um cético é que ele não pode explicar o que ele quer dizer, e portanto, o que quer que ele queira dizer, ele não pode explicar o que diz. Mas se ele somente quer dizer que se poderia acreditar em milagres no século XII, mas que não se pode acreditar neles no século XX, então, ele está errado novamente, tanto em teoria quanto em fatos. Ele está errado em teoria, porque um inteligente reconhecimento de possibilidades não depende de datas mas de filosofia. Um ateu poderia ter desacreditado em milagre no primeiro século e um místico poderia continuar a acreditar em milagres no século XXI. E ele está errado em fatos, porque há fortes indícios que haverá muito misticismo e um grande número de milagres no século XXI; e há, certamente, um crescente número deles no século XX.
Exemplo de uma reunião para práticas espíritas, comum entre as classes médias e ricas no famoso – porém, pouco estudado – renascimento do neopaganismo na Europa e nos EUA, em fins do século XIX e primeira metade do século XX.
Mas, eu tomei aquela primeira resposta superficial porque há um significado no mero fato de que ela apareça em primeiro lugar; e sua própria superficialidade revela algo do subconsciente. É uma resposta quase automática; e palavras ditas automaticamente são de alguma importância em psicologia. Não sejamos tão severos com o valoroso cavalheiro que informa seu caro interlocutor que este é o século XX. Nas profundezas misteriosas de seu ser, mesmo aquela enorme asneira significa realmente alguma coisa. A questão é que ele não pode explicar o que ele quer dizer; e este é o argumento para uma melhor educação em filosofia. O que ele realmente quer dizer é algo como, “Há uma teoria a respeito desse misterioso universo para a qual mais e mais pessoas ficaram inclinadas durante a segunda metade do século XVIII e a primeira metade do XIX; e até este ponto pelo menos, essa teoria cresceu com um crescente número de invenções da ciência às quais devemos nossa presente organização – ou desorganização – social. Essa teoria afirma que causa e efeito têm, desde o início, operado numa seqüência ininterrupta como um destino fixo; e que não há nenhuma vontade por atrás ou no interior desse destino; de tal forma que ele deve trabalhar na ausência de tal vontade, como uma máquina deve funcionar sem a presença de um homem. Havia mais pessoas no século XIX que acreditavam nessa particular teoria do universo do que havia no século IX. Eu mesmo acredito nela; e portanto eu, obviamente, não posso acreditar em milagres.” Isso faz completo sentido; mas também faz a contra-afirmação; “Eu não acredito nela; e portanto eu, obviamente, acredito em milagres.”
A vantagem de um hábito filosófico elementar é que ele permite a um homem, por exemplo, entender uma afirmação como esta, “O fato de poder ou não poder haver exceções a um processo depende da natureza do processo”. A desvantagem de não ter esse hábito é que um homem se tornará impaciente mesmo com um truísmo tão simples; e chama-lo-á lixo metafísico. Ele, então, disparará a seguinte afirmação: “Não se podem ter tais coisas no século XX”; o que é realmente um lixo. Mesmo assim, a última afirmação pode ser explicada a ele em termos suficientemente simples. Se um homem vê as águas de um rio caminhando rio abaixo, ano após ano, ele terá razão em considerar, podemos dizer em apostar, que isso acontecerá até que ele morra. Mas, ele não terá razão em dizer que as águas do rio não podem caminhar rio acima, até que ele saiba porque elas correm rio abaixo. Dizer que isso acontece por causa da gravidade responde a questão física mas não a filosófica. Somente se repete que há uma repetição; não se toca na questão mais profunda sobre se essa repetição pode ser alterada por algo proveniente do exterior. E isso depende da existência de algo no exterior. Por exemplo, suponha que um homem tenha visto o rio apenas num sonho. Ele poderia ter sonhado noventa e nove sonhos, sempre se repetindo e sempre com as águas fluindo rio abaixo. Mas, isso não evitaria que o centésimo sonho pudesse mostrar o rio subindo a montanha; porque o sonho é um sonho, e há algo exterior a ele. Mera repetição não prova realidade ou inevitabilidade. Devemos conhecer a natureza da coisa e a causa da repetição. Se a natureza da coisa é uma Criação, e a causa da coisa um Criador, em outras palavras, se a própria repetição é somente a repetição de algo desejado por uma pessoa, então, não é impossível para essa mesma pessoa desejar uma coisa diferente. Se um homem é um idiota para acreditar num Criador, então ele será um idiota para acreditar num milagre; mas não ao contrário. Ao contrário, ele é simplesmente um filósofo que é consistente com sua filosofia.
Um homem moderno é livre para escolher qualquer uma das filosofias. Mas, a verdadeira questão do homem moderno é que ele não conhece nem mesmo sua própria filosofia, mas somente sua própria fraseologia. Ele pode somente responder à próxima mensagem produzida pelo espiritualista, ou à próxima cura atestada por doutores em Lourdes, com a repetição do que são, geralmente, nada mais que frases; ou são, na melhor das hipóteses, preconceitos.
Assim, quando um brilhante homem como o Sr. H. G. Wells diz que tais idéias sobrenaturais se tornaram impossíveis para “pessoas inteligentes”, ele não está (neste caso) falando como uma pessoa inteligente. Em outras palavras, ele não está falando como um filósofo; porque ele não está nem mesmo dizendo o que ele quer dizer. O que ele quer dizer não é “impossível para homens inteligentes”, mas, “impossível para monistas inteligentes”, ou, “impossível para deterministas inteligentes”. Mas, não é uma negação da inteligência afirmar qualquer concepção lógica e coerente de um mundo tão misterioso. Não é uma negação da inteligência pensar que toda experiência é um sonho. Não é pouco inteligente pensá-la como uma ilusão, como alguns budistas fazem; muito menos pensá-la com um desejo criativo, como fazem os cristãos. Estamos sempre ouvindo que os homens não devem manter as divisões tão pronunciadas de suas religiões. Como um passo imediato em direção ao progresso, é mais urgente que eles sejam mais claros e mais pronunciadamente divididos em suas diferentes filosofias.

Diferenças irreconciliáveis entre o Cristianismo e o Islamismo

No início da década de 80, três irmãos – todos muçulmanos ativos e devotos, filhos de um líder da fé islâmica – entregaram a vida ao Senhor Jesus Cristo. Em relação à sua conversão, eles escreveriam, mais tarde: “Nós não mudamos de religião. O sangue de Jesus nos salvou […]. O que ocorreu foi o gracioso ato divino da redenção”.

O pai os repudiou. “Poderia ter sido pior” – escreveram eles – “De acordo com a hadith 9.57, nós três deveríamos ter sido mortos”. Eles só voltaram a ver o pai dezessete anos depois, em 1999, quatro dias antes da morte dele. E ele morreu muçulmano.

Hoje em dia, Ergun e Emir Caner são professores cristãos de história eclesiástica e teologia, e autores de um livro extraordinário, intitulado Unveiling Islam (Revelando o Islã, Kregel Publications). O livro está repleto de informações históricas sobre Maomé e a fé islâmica, e esclarece de forma brilhante as diferenças irreconciliáveis entre o cristianismo e o islamismo.

Maomé versus Jesus

Aos quarenta anos, Maomé começou a ter convulsões, e afirmava que foi através delas que recebeu a revelação de Deus (Alá), por meio do anjo Gabriel. Porém, ele tinha um “medo mortal” da fonte dessa revelação e achava estar possuído por demônios. Foi sua esposa que o convenceu do contrário.

Os Caner escrevem: “As dúvidas de Maomé são perturbadoras. Será que um autêntico profeta de Deus duvidaria da fonte de sua revelação? […] Certamente nenhum dos genuínos profetas da Bíblia atribuiu a revelação de Deus aos demônios”.

Maomé incumbiu todo muçulmano de empreender a guerra santa, a jihad. Em 627, na cidade de Medina, ele ordenou que 800 judeus fossem enterrados numa trincheira com as cabeças para fora, sem a menor possibilidade de reação, e depois decapitados, “um procedimento que levou um dia inteiro e prosseguiu pela noite adentro […]. Jesus, por sua vez, não ordenou as cruzadas assassinas” – declararam os Caner. “Maomé era desumano na batalha […]. Porém, a única vida que Jesus Cristo entregou voluntariamente foi a Sua própria. Seu caráter demonstra compaixão contínua e incontestável. Maomé, por outro lado, era imprevisível e hostil aos que se recusavam a segui-lo”.

“vós que credes, combatei os descrentes que estão próximos de vós. E que sintam dureza em vós! E sabei que Deus está com os piedosos” (sura 9.123).

Os Caner continuam:

Ele matava seus críticos por expressarem seu pensamento, ordenou o espancamento de uma mulher para obter informações e manteve relações sexuais com uma criança de nove anos. Além disso, era um general sanguinário e atacava caravanas apenas para conseguir dinheiro para a expansão de seu movimento. Ele chegou até a quebrar as regras de guerra, comandando um ataque durante um mês sagrado.

Maomé “raramente conseguia uma conversão que não fosse através de coação”. Além disso, confiava em suas próprias boas obras para chegar ao céu, e ordenou aos muçulmanos: “…matai os idólatras onde quer que os encontreis” (sura 9.5). Foi ele que fez constar do Corão a ordenança para a execução, crucificação, mutilação ou exílio de qualquer um que fizesse “guerra a Deus (Alá) e a seu Mensageiro…” (sura 5.33).

Ao contrário do cristianismo, o islamismo não tem o conceito de um relacionamento pessoal com Deus, e a ênfase que Jesus dava ao amor é completamente estranha ao islã: “O amor não entra na equação, pois a religião muçulmana está fundamentada no senso de dever e no desejo de receber a recompensa” – afirmam os Caner. Enquanto a Bíblia ensina “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5.44), os muçulmanos são ensinados a odiar os inimigos de Alá (como faz o próprio Alá), e o Corão promete o paraíso a todos os que morrerem lutando pelo islã.

Lutar até a morte

O Corão ensina seus seguidores a lutar até que o islamismo domine o mundo:

“Que combatam pela causa de Deus (Alá) os que trocam esta vida terrena pela vida futura! Pois quem combater pela causa de Deus, quer sucumba quer vença, conceder-lhe-emos grandes recompensas” (sura 4.74).

“Os crentes combatem na senda de Deus (Alá); os descrentes combatem na senda do ídolo Tagut. Combatei, pois, os aliados do demônio. A astúcia do demônio é ineficaz” (sura 4.76).

“Mas quando os meses sagrados tiverem transcorrido, matai os idólatras onde quer que os encontreis, e capturai-os e cercai-os e usai de emboscadas contra eles” (sura 9.5)

“Combatei-os: Deus (Alá) os castigará por vossas mãos e os humilhará e vos dará a vitória sobre eles…” (sura 9.14).

“Dos adeptos do Livro, combatei os que não crêem em Deus nem no último dia e nem proíbem o que Deus (Alá) e seu Mensageiro proibiram e não seguem a verdadeira religião – até que paguem, humilhados, o tributo” (9.29).

“Mas o Mensageiro e os que creram lutaram com seus bens e sua vida. A abundância e a vitória lhes pertencerão” (sura 9.88).

“vós que credes, combatei os descrentes que estão próximos de vós. E que sintam dureza em vós! E sabei que Deus está com os piedosos” (sura 9.123).

“Quando, no campo da batalha, enfrentardes os que descrêem, golpeai-os no pescoço. Depois, quando os tiverdes prostrado, apertai os grilhões. Depois, outorgai-lhes a liberdade ou exigi deles um resgate, até que a guerra descarregue seus fardos. Se Deus (Alá) quisesse, Ele mesmo os teria derrotado. Mas Ele assim determinou para vos provar uns pelos outros. E não deixará perder-se o mérito dos que morrem por sua causa” (sura 47.4).

“Deus ama os que combatem por Ele em fileiras semellhantes a uma parede bem construída” (sura 61.4).

“Foi Ele que enviou o Seu Mensageiro com a orientação e com a religião verídica para que a fizesse prevalecer sobre todas as outras religiões, ainda que isso desgoste os idólatras” (sura 61.9).

Realmente, estão bem claras as diferenças irreconciliáveis entre o cristianismo e o islã! (Israel My Glory – Elwood McQuaid – http://www.beth-shalom.com.br).

Fonte: Beth-Shalom

Europa coloca suas igrejas vazias à venda

gospel
Em diversos países da Europa é possível encontrar igrejas sendo vendidas ou ver os espaços sendo ocupados por empresas. Desocupar os grandes templos foi a única decisão que as igrejas – católicas ou protestantes – puderam tomar diante da queda do número de fiéis.

Sem ter membros para frequentar as reuniões e sem arrecadar dinheiro para manter esses espaços, “passar o ponto” foi a única escolha que restou.

A Igreja de St. Joseph, na Holanda, por exemplo, se transformou no Arnhem Skate Hall. Ali dezenas de skatistas realizam manobras radicais em um espaço onde antes cerca de 1.000 fiéis se juntavam para rezar.

Quem ainda preserva a fé se emociona ao ver que as igrejas estão sendo ocupadas para outras funcionalidades. “Se a igreja for abandonada, veremos uma grande mudança em nosso país”, diz Lilian Grootswagers, moradora de Arnhem que tentou salvar uma igreja que foi fechada.

Quando o templo é alugado e empresa ou entidade que loca não consegue custear o espaço ele acaba sendo demolido e vendido para a construção de outros pontos (comerciais ou residenciais), mas demolir pontos históricos tem desagradado até mesmo os moradores seculares (população cada vez maior) na Europa.

A Holanda é um dos países onde o fechamento de igrejas é mais constante, a estimativa é que nos próximos dez anos 1.600 igrejas católicas devem ser fechadas e 700 protestam deixarão de existir em quatro anos.

“Os números são tão grandes que toda a sociedade será confrontada por eles. Todo mundo será confrontado com grandes construções vazias na vizinhança”, diz Lilian que fundou a ONG “Futuro do Patrimônio Religioso”.

Algumas igrejas que já foram fechadas na Holanda se tornaram empreendimentos como supermercado, floricultura, livraria, academia de ginástica e até loja de roupas femininas.

Europa sem cristianismo

O cristianismo perdeu forças na Europa, enquanto que o judaísmo ortodoxo continua estável. Segundo o Instituto Pew Research Center a imigração tem feito com que o número de muçulmanos aumente na região chegando a atingir 6% da população em 2010.
Além da Holanda igrejas na Inglaterra também estão fechando, uma delas funciona hoje como Circomedia, uma escola de treinamento de circo. O espaço hoje usado para criar malabaristas e palhaços já foi chamado de Igreja de St. Paul localizada em Bristol.

Na Escócia, mais precisamente em Edimburgo, uma igreja luterana se transformou em um bar, mas não trata-se de um pub comum naquela região, mas sim um bar temático sobre o Frankenstein.

Fonte: GP

Consciência Cristã (na Paraíba) promoverá Encontro Internacional de Cientistas

O 17º Encontro para uma Consciência Cristã será marcado pela estreia de novos eventos paralelos, e um deles é 1º Encontro Internacional de Cientistas Cristãos. Este evento paralelo acontecerá entre os dias 14 e 17 de fevereiro, todas as tardes, na Igreja Presbiteriana Central de Campina Grande (PB). Para esse evento, já foi confirmada a presença de Josh McDowell, apologista norte-americano, além de Marcos Eberlin, Adauto Lourenço e Ricardo Marques.

Josh McDowell é um apologista, evangelista e escritor cristão evangélico norte-americano. Com mais de 70 livros publicados, algumas das suas obras mais conhecidas são Mais que um Carpinteiro, Evidência que Exige um Veredito e A Testemunha. Bem conhecido como um orador articulado, Josh já ministrou para mais de 25 milhões de pessoas, dando mais de 26 mil palestras em 125 países.

Fora Josh McDowell, outros três palestrantes estão confirmados para o evento, a exemplo de Adauto Lourenço. Ele que é autor de vários livros, entre eles “Gênesis 1 e 2″ e “Como tudo começou” da Editora Fiel, Adauto Lourenço é formado em Física pela Bob Jones University, nos Estados Unidos, e possui Mestrado pela Clemson University, USA. É conferencista internacional, está envolvido ativamente com o Criacionismo Científico, e faz palestras em Igrejas, Conferências, Escolas e Universidades no Brasil, Portugal, Estados Unidos e África.

Marcos Eberlin também palestrará durante 1º Encontro Internacional de Cientistas Cristãos . Ele é Doutor em Química pela UNICAMP. Ele fez seu pós-doutorado no Laboratório Aston de Espectrometria de Massas da Universidade de Purdue, USA. Atualmente, é professor titular da UNICAMP, onde coordena o Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas. Eberlin também é membro da Academia Brasileira de Ciências e comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico. Ganhador de vários prêmios importantes, como Zeferino Vaz de Reconhecimento Acadêmico e Scopus – Capes de excelência em publicações e formação de pessoal, o químico preside a Sociedade Internacional de Espectrometria de Massas, além de ser editor associado do periódico Advances da Royal Society of Chemistry.

Marcos Eberlin já publicou cerca de 450 artigos científicos com mais de 6000 citações em áreas diversas da Química e Bioquímica, e Ciências dos Alimentos, Farmacêutica e dos Materiais.

Por último, Ricardo Marques, biólogo, mestre em Ciência pela UFC. Paleontólogo, cadastrado no Directory of Palaeontologists of the World. Zoólogo, astrobiólogo pela University of Edinburg, biólogo forense, membro da International Crime Scene Investigators Association. Perito ambiental, consultor Classe 5.0 (registro técnico-federal/IBAMA). Psicanalista clínico e neuropsicólogo, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) e da International Mind, Brain and Education Society (IMBES). Educador, pesquisador, professor universitário e conferencista.

Autor de várias publicações, inclusive artigos e livros científicos e materiais didáticos e paradidáticos. Analista de inteligência, membro da Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva (ABRAIC). Um dos fundadores e coordenador do Núcleo Cristão de Informação – NCI.

As palestras discutirão temas controversos da ciência, dentro de uma perspectiva acadêmica e cristã. O objetivo é demonstrar que a ciência não é fonte de conhecimentos absolutos, já que ela muda a todo momento, mas que, se ela for abordada de forma honesta, não entrará em contradição com o que é ensinado nas Escrituras.

Para assistir a todas as palestras da Consciência Cristã, que acontecerá no Complexo do Parque do Povo, em Campina Grande, o participante deverá fazer gratuitamente a sua inscrição. Esta inscrição pode ser realizada online no site do evento (www.conscienciacrista.org.br).

Fonte: Gospel Prime