EUA denunciam que Rússia violou tratado de mísseis nucleares de médio alcance

Os Estados Unidos chegaram à conclusão que a Rússia violou o tratado de 1987 que proíbe o desenvolvimento e desdobramento de mísseis nucleares de alcance médio baseados em terra, o que constitui o mais sério descumprimento de uma obrigação de desarmamento por parte desse país.

Segundo revelou nesta segunda-feira o jornal “The New York Times”, que cita como fontes altos funcionários americanos, o presidente Barack Obama enviou hoje uma carta a seu colega russo, Vladimir Putin, para transmitir-lhe o protesto.

O Departamento de Estado deve publicar amanhã seu relatório anual sobre o cumprimento dos tratados internacionais de desarmamento no qual figurará a constatação que a Rússia descumpriu o chamado Intermediate-Range Nuclear Forces Treaty (INF, na sigla em inglês).

A revelação representa um elemento a mais de tensão nas relações entre Estados Unidos e Rússia, confrontados há meses pelo asilo concedido por Moscou ao ex-funcionário terceirizado da Agência Nacional de Segurança (NSA), Edward Snowden, e pelo apoio russo aos separatistas da Ucrânia.

Segundo as fontes citadas pelo jornal, a Administração de Barack Obama chegou à conclusão no final de 2011 que a Rússia não estava cumprindo o tratado de desarmamento, considerado um dos acordos históricos com os quais se pôs fim à Guerra Fria, e que Moscou tinha testado mísseis de cruzeiro já em 2008.

Em maio de 2013 altos funcionários do Departamento de Estado notificaram os russos das suspeitas, mas só nos últimos meses a Administração Obama teve a certeza que os testes constituíam uma violação séria das obrigações sob o tratado.

“Os EUA determinaram que a Federação Russa viola suas obrigações sob o Tratado INF de não possuir, produzir ou realizar testes com mísseis de cruzeiro lançados da terra (GLCM), com uma capacidade de alcance de entre 500 e 5.500 quilômetros, ou de possuir ou produzir lançadores de ditos mísseis”, afirma o relatório obtido pelo “NYT”.

Na carta dirigida a Putin, o presidente americano expressa seu interesse em realizar um diálogo de alto nível com os responsáveis russos para preservar o tratado de 1987 e discutir as medidas que a Rússia deve tomar para cumprir os termos do acordo.

O Tratado INF foi assinado em Washington, em dezembro de 1987, pelo então presidente americano Ronald Reagan e o presidente soviético Mikhail Gorbachev, e é considerado a pedra angular dos acordos de desarmamento entre as duas superpotências.

Fonte: Uol

Cartazes de “campanha contra a AIDS” na Suíça revelam a decadência moral e intelectual do Ocidente

Cartaz de campanha de prevenção contra a Aids lançada na Suíça provocou polêmica (Foto:  AFP Photo/Swiss Federal Office of Public Health) 
O Escritório Federal de Saúde Pública da Suíça lançou, nesta segunda-feira (28), uma nova campanha de prevenção contra Aids que provocou reações de escândalo no país, de acordo com a agência France Presse. As reações foram em relação a cartazes que mostram casais em posições explícitas.

A campanha “Love Life – Sem arrependimentos” anunciou, em maio, uma chamada para pessoas comuns que quisessem posar para a fotógrafa Diana Scheunemann. Houve 300 candidatos. Foram selecionados cinco casais com idades entre 20 e 52 anos, que estrelaram a campanha.Veja outros cartazes.

Segundo a imprensa local, alguns setores da sociedade criticaram a campanha, caracterizando-a como “pornográfica” e demostraram preocupação sobre a exposição dos cartazes a crianças.

O objetivo da ação, de acordo com o Escritório Federal de Saúde Pública da Suíça, foi criar uma campanha participativa para incentivar a população a adotar uma vida sexual prazerosa e responsável.

Cartazes mostram pessoas comuns que responderam a um chamado do Escritório Federal de Saúde Pública da Suíça para posarem para campanha (Foto: AFP Photo/Swiss Federal Office of Public Health)
Cartazes mostram pessoas comuns que responderam a um chamado do Escritório Federal de Saúde Pública da Suíça para posarem para campanha (Foto: AFP Photo/Swiss Federal Office of Public Health)

Fonte: G1:

NOTA: Essa “propaganda” que, segundo o órgão governamental suíço, é “preventiva contra a AIDS”, é daquelas coisas que nos fazem ver o quanto países europeu, que se vangloriam de estarem tão “à frente” de outros países, como os sulamericanos, estão entorpecidos moral e intelectualmente. Você acredita mesmo, prezado leitor, que uma propaganda como essa irá “prevenir a AIDS”??? Você acredita MESMO nisso? É brincadeira!….  É por coisas como essa que penso que está realmente na hora deste planeta ser dos macacos daquele filme.

China vai retirar cruzes de todas as igrejas

Governo da China vai retirar cruzes de todas as igrejas
China vai retirar cruzes de todas as igrejasA batalha começou quando o governo chinês retirou uma cruz de metal no topo de uma igreja cristã na pequena aldeia de Wuxi, cerca de 480 quilômetros ao sul de Xangai. No dia seguinte, um membro da igreja usou sua própria máquina para soldar uma nova em seu lugar. Ele foi detido e interrogado por 10 horas, acusado de operar uma solda sem licença.

Uma semana depois, funcionários contratados voltaram a remover a cruz. Pouco tempo depois, os membros da igreja colocaram outra no lugar, embora fosse um pouco menor.

Como retaliação, a igreja teve a água e a energia elétrica cortada. Funcionários tentaram instalar câmeras de vigilância no templo. Começaram a interrogar vários dos membros da igreja sobre o local onde trabalhavam e que escola seus filhos estudavam. Na China essa é uma forma comum de avisar que as famílias estão sendo vigiadas de perto.

Mas a congregação não está desistindo. “Eu não vou deixá-los tirar a cruz, mesmo que isso signifique que irão me matar”, declarou Fan Liang’an, 73, cujo avô ajudou a construir a igreja em 1924.

Em toda a província de Zhejiang, as autoridades já retiraram cruzes em mais de 130 igrejas. Em alguns casos, o governo derrubou os templos, classificados como “irregulares”, embora muitos tenham toda a documentação necessária para operar. As autoridades negam que eles estão perseguindo os cristãos, e alegam que milhares de outros prédios no país foram demolidos por irregularidades nas construções, embora elas nunca sejam especificadas.

Mas os líderes da igreja da província afirmam que existe uma clara campanha para reprimir o cristianismo, que tem crescido ali de maneira especialmente rápida nos últimos anos. Desde que o presidente Xi Jinping assumiu o cargo, no início de 2013, Pequim tem colocando mais restrições à imprensa, aos advogados de direitos humanos e ativistas políticos (categoria que inserem muitos pastores).

A provável razão dessa perseguição ter começado na província de Zhejiang é seu alto índice de templos, são cerca de quatro mil. Sua principal cidade, Wenzhou, com 8 milhões de habitantes, possui tantas igrejas que é chamado de “a Jerusalém da China”. Mais de um décimo de seus moradores são evangélicos. Segundo Cao Nanlai, antropólogo que estudou e escreveu um livro sobre o cristianismo na região, trata-se da maior proporção de qualquer grande cidade chinesa.

Durante muito tempo o governo até incentivou as igrejas da região a aumentarem seus templos, como uma maneira de chamar a atenção e investimento de cristãos chineses no exterior. Grandes templos foram erguidos e um deles tem uma cruz de 63 metros de altura.

Mas desde o ano passado, as autoridades começaram a pedir as igrejas para não iluminar suas cruzes à noite. Os pastores locais afirmam que foram alertados por funcionários do governo que o objetivo é eliminar todas as cruzes do país. As autoridades deixam em paz os templos que aceitaram a remoção, mas tem ameaçado aqueles que resistem.

Yang Fenggang, professor de sociologia da Purdue University é especialista em assuntos religiosos na China acredita que trata-se de uma “prova de força” do Partido Comunista. “As autoridades pretendem humilhar os cristãos derrubando o seu símbolo mais sagrado”, afirmou.

“A cruz é a glória dos cristãos”, explica Cai Tingxu, que deixou sua loja de cosméticos em Xangai para proteger a igreja de cidade natal na província de Zhejiang. “Jesus foi pregado na cruz por nós. Meu coração doeu ao saber que o governo quer retirar a cruz”. Ele é uma das centenas de pessoas que se revezam em frente ao templo tentando evitar que a cruz seja removida e a igreja destruída.

“A cruz é a nossa vida, e não há espaço para concessões”, disse o pastor Xie Zuokua. Ele e os membros de sua igreja também querem impedir que seu templo seja afetado pela resolução do governo.

As estimativas sobre o número de cristãos na China variam muito, pois o governo comunista alega que o país é ateu e não contabiliza oficialmente a afiliação religiosa. Segundo dados de 2010, seriam 23 milhões de cristãos (evangélicos e católicos). Esses são apenas os membros registrados das igrejas sancionadas pelo estado, que são acompanhados de perto pelo governo.

O Centro de Pesquisas Pew estima que havia 58 milhões de evangélicos e 9 milhões de católicos na China em 2011. Eles são membros das chamadas igrejas subterrâneas, que não possuem templo e se reúnem em segredo nas casas ou ao ar livre. Missionários que trabalham no país acreditam que esse número seria de, no mínimo, 100 milhões.

Fonte: GP

FBI libera documentos que reforçam a teoria de que Hitler simulou seu suicídio e fugiu para a América do Sul

Cientistas captam sinal de rádio vindo do espaço

Um sinal com duração de fração de segundos. Um radiotelescópio em Arecibo, Porto Rico, captou uma frequência misteriosa vinda do espaço. Segundo os pesquisadores, o sinal é emitido milhares de vezes ao dia. Essa frequência de rádio é a primeira a ser captada por outro instrumento além do radiotelescópio Parkes, na Austrália, de acordo com as informações do site History Channel.

Como não existiam resultados similares até o momento, os cientistas acreditavam que os sinais eram de fontes terrestres ou de locais próximos à Terra. “Nosso resultado é importante porque elimina qualquer dúvida de que essas ondas de rádio não sejam de origem cósmica”, disse Victoria Kaspi, professora de astrofísica da Universidade McGill, sediada no Canadá.

Agora, os pesquisadores querem determinar a origem dessas emissões de rádio. Elas podem ser originadas da evaporação de buracos negros, da fusão de estrelas de nêutrons ou de explosões de magnetars – estrelas de nêutrons com campos magnéticos fortes. É difícil detectar a origem desse sinal mesmo que aconteçam mais de 10 mil vezes ao dia, pois eles duram frações de segundo. Você acredita em extraterrestres?

Fonte: Yahoo!

“O Deus deles muda a trajetória de nossos mísseis em pleno ar”. Não acredita em milagres? Os terroristas do Hamas acreditam!

Circula nas redes sociais uma imagem do jornal Jewish Telegraph com uma entrevista surpreendente. A manchete diz “O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”. Entre as centenas de compartilhamentos, muitos comentários mostram que existe ceticismo, afirmando que se trata de uma montagem e que o jornal sequer existe.

O Gospel Prime investigou e apresenta a tradução dessa matéria do jornal Jewish Telegraph, que embora de pequena circulação, existe sim. Trata-se de um periódico judeu produzido no Reino Unido. Alguns sites americanos e israelenses reproduziram a matéria, o que deu uma dimensão maior ao caso. A frase destacada na manchete teria vindo de um terrorista, mas ele não é identificado.

jornal jewish telegraph O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes, lamenta terrorista

Veja abaixo a primeira parte da matéria.

“O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”.

Por Barbara Ordman (nascida em Manchester, mas que vive em Ma’ale Adumim, na Cisjordânia)

Em outubro de 1956, o primeiro-ministro David Ben Gurion foi entrevistado pela rede CBS. Ele declarou: “Em Israel, para ser realista, você precisa acreditar em milagres.” Mas o Talmud Yerushalmi diz que, de modo algum devemos depender de milagres. Ensina ainda que não devemos fugir de nossas responsabilidades e apenas esperar por intervenção milagrosa do Sobrenatural.

Um dos terroristas de Gaza foi questionado por que não conseguiam usar seus foguetes de forma mais eficaz. “Nós apontamos para os alvos, mas o Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”

Amém! E quando o nosso Deus não está ocupado fazendo isso, nos deu o poder de criarmos alta tecnologia, para que nossa avançada tecnologicamente criasse o sistema de defesa Domo de Ferro, que ajuda a proteger nosso povo e nossas cidades.”

A jornalista que escreveu o artigo passa a narrar como ela escapou de um ataque de foguetes vindos de Gaza num abrigo construído no subsolo da casa onde ela mora com a família.

Chama a atenção o fato de o site das forças armadas de Israel trazer a afirmação que os ataques por terra do Hamas estão sendo impedidos através de uma “sucessão de milagres” e que “graças aos céus” um grande atentado terrorista perto do Kibbutz Sufa não pode acontecer por causa da “graça dos céus”.

Fonte: GP

A destruição da inteligência

Aprender, imitar e introjetar o vocabulário, os tiques e trejeitos mentais e verbais da escola de pensamento dominante na sua faculdade é, para o jovem estudante, um desafio colossal e o cartão de ingresso na comunidade dos seus maiores, os tão admirados professores. A aquisição dessa linguagem é tão dificultosa, apelando aos recursos mais sutis da memória, da imaginação, da habilidade cênica e da autopersuasão, que seria tolo concebê-la como uma simples conquista intelectual. Ela é, na verdade, um rito de passagem, uma transformação psicológica, a criação de um novo “personagem”, apoiado no qual o estudante se despirá dos últimos resíduos da sentimentalidade doméstica e ingressará no mundo adulto da participação social ativa. É quase impossível que essa identificação profunda com o personagem aprendido não seja interpretada subjetivamente como uma concordância intelectual, ao ponto de que, no instante mesmo em que repete fielmente o discurso decorado, ou no máximo faz variações em torno dele, o neófito jure estar “pensando com a própria cabeça” e “exercendo o pensamento crítico”. A imitação é, com certeza, o começo de todo aprendizado, mas ela só funciona porque você imita uma coisa, depois outra, depois uma infinidade delas, e com a soma dos truques imitados compõe no fim a sua própria maneira de sentir, pensar e dizer.

No aprendizado da arte literária isso é mais do que patente. O simples esforço de assimilar auditivamente a maneira, o tom, o ritmo, o estilo de um grande escritor já é uma imitação mental, uma reprodução interior daquilo que você está lendo. A imitação torna-se ainda mais visível quando você decora e declama poemas, discursos, sermões ou capítulos de uma narrativa. Porém nas suas primeiras investidas na arte da escrita é impossível que você não copie, adaptando-os às suas necessidades expressivas, os giros de linguagem que aprendeu em Machado de Assis, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Balzac, Stendhal e não sei mais quantos. Esse exercício, se você é um escritor sério, continua pela vida a fora. Quando conheci Herberto Sales – que Otto Maria Carpeaux julgava o escritor dotado de mais consciência artística já nascido neste país –, ele estava sentado no saguão do Hotel Glória com um volume de Proust e um caderninho onde anotava cada solução expressiva encontrada pelo romancista, para usá-la a seu modo quando precisasse. Já era um homem de setenta e tantos anos, e ainda estava praticando as lições do velho Antoine Albalat.[1] É assim, por acumulação e diversificação dos recursos aprendidos, que se forma, pari passu com a evolução natural da personalidade, o estilo pessoal que singulariza um escritor entre todos. T. S. Eliot ensinava que um escritor só é verdadeiramente grande quando nos seus escritos transparece, como em filigrana, toda a história da arte literária.

Em outros tipos de aprendizado, a imitação é ainda mais decisiva. Nas artes marciais e na ginástica, quantas vezes você não tem de repetir o gesto do seu instrutor até aprender a produzi-lo por si próprio! Na música, quantas performances magistrais o pianista não aprende de cor até produzir a sua própria! Nas ciências e na tecnologia, o manejo de equipamentos complexos nunca se aprende só em manuais de instrução: o aluno tem de ver e imitar o técnico mais experiente, num processo de assimilação sutil que engloba, em doses consideráveis, a transmissão não-verbal. [2] 

Por que seria diferente na filosofia? Compreender uma filosofia não se resume nunca em ler as obras de um filósofo e julgá-las segundo uma reação imediata ou as opiniões de um professor. É impregnar-se de um modo de ver e pensar como se ele fosse o seu próprio, é olhar o mundo com os olhos do filósofo, com ampla simpatia e sem medo de contaminar-se dos seus possíveis erros. Se desde o início você já lê com olhos críticos, buscando erros e limitações, o que você está fazendo é reduzir o filósofo à escala das suas próprias impressões, em vez de ampliar-se até abranger o “universo” dele. Erros e limitações não devem ser buscados, devem surgir naturalmente à medida que você assimila novos e novos autores, novos e novos estilos de pensar, pesando cada um na balança da tradição filosófica e não da sua incultura de principiante. Não seria errado dizer que, entre outros critérios, um professor de filosofia deve ser julgado, sobretudo, pelo número e variedade dos autores, das escolas de pensamento, das vias de conhecimento que abriu em leque para que seus estudantes as percorressem.[3] 

Não é preciso mais exemplos. Em todos esses casos, a imitação é o gatilho que põe em movimento o aprendizado, e em todos esses casos ela não se congela em repetição servil porque o aprendiz passa de modelo a modelo, incorporando uma diversidade de percepções e estilos que acabarão espontaneamente se condensando numa fórmula pessoal, irredutível a qualquer dos seus componentes aprendidos. Mas o que acontece se, em vez disso, o aluno é submetido, por anos a fio, à influência monopolística de um estilo de pensamento dominante, aliás muito limitado no seu escopo e na sua esfera de interesses, e adestrado para desinteressar-se de tudo o mais sob a desculpa de que “não é referência universitária”? Se durante quatro, cinco ou seis anos você é obrigado a imitar sempre a mesma coisa, e ainda temendo que o fracasso em adaptar-se a ela marque o fim da sua carreira universitária, a imitação deixa de ser um exercício temporário e se torna o seu modo permanente de ser – um “hábito”, no sentido aristotélico.

É como um ator que, forçado a representar sempre um só personagem, não só no palco mas na vida diária, acabasse incapaz de se distinguir dele e de representar qualquer outro personagem, inclusive o seu próprio. Pirandello explorou magistralmente essa situação absurda na peça Henrique IV, onde um milionário louco, imaginando ser o rei, obriga os empregados a comportar-se como funcionários da côrte, até que eles acabam se convencendo de que são mesmo isso.

Toda imitação depende de uma abertura da alma, de uma impregnação empática, de uma suspension of disbelief em que o outro deixa de ser o outro e se torna uma parte de nós mesmos, sentindo com o nosso coração e falando com a nossa voz. Se praticamos isso com muitos modelos diversos, sem medo das contradições e perplexidades, nossa mente se enriquece ao ponto do nihil humanum a me alienum, daquela universalidade de perspectivas que nos liberta do ambiente mental imediato e nos torna juízes melhores de tudo quanto chega ao nosso conhecimento. Não é errado dizer que o julgamento honesto e objetivo depende inteiramente da variedade dos pontos de vista, contraditórios inclusive, que podemos adotar como “nossos” no trato de qualquer questão. Em contrapartida, o enrijecimento da alma num papel fixo abusa da capacidade de imitação até corrompê-la e extingui-la por completo, bloqueando toda possibilidade de abertura empática a novos personagens, a novos estilos, a novos sentimentos e modos de ver.

Habituado a tomar como referência única o conjunto de livros e autores que compõe o universo mental da esquerda militante, e a olhar com temerosa desconfiança tudo o mais, o estudante não só se fecha num provincianismo que se imagina o centro do mundo, mas perde realmente a capacidade de aprendizado, tornando-se um repetidor de tiques e chavões, caquético antes do tempo. Quem não sabe que, no meio acadêmico brasileiro, a receita uniforme, há mais de meio século, é Marx-Nietzsche-Sartre-Foucault-Lacan-Derrida, não se admitindo outros acréscimos senão os que pareçam estender de algum modo essa tradição, como Slavoj Zizek, Istvan Meszaros ou os arremedos de pensamento que levam, nos EUA, o nome de “estudos culturais”?

 

Daí a reação de horror sacrossanto, de ódio irracional, não raro de repugnância física, com que tantos estudantes das nossas universidades reagem a toda opinião ou atitude que lhes pareça antagônica ao que aprenderam de seus professores. Não que estejam realmente persuadidos, intelectualmente, daquilo que estes lhes ensinaram. Se o estivessem, reagiriam com o intelecto, não com o estômago. O que os move não é uma convicção profunda, séria, refletida: é apenas a impossibilidade psicológica de desligar-se, mesmo por um momento, do “eu” artificial aprendido, cuja construção lhes custou tanto esforço, tanto investimento emocional.

Justamente, a convicção intelectual genuína só pode nascer da experiência, do longo demorado com os aspectos contraditórios de uma questão, o que é impossível sem uma longa resignação ao estado de dúvida e perplexidade. A intensidade passional que se expressa em gritos de horror, em insultos, em afetações de superioridade ilusória, marca, na verdade, a fragilidade ou ausência completa de uma convicção intelectual. A construção em bloco de um personagem amoldado às exigências sociais e psicológicas de um ambiente ideologicamente carregado e intelectualmente pobre fecha o caminho da experiência, portanto de todo aprendizado subseqüente.

A irracionalidade da situação é ainda mais enfatizada porque o discurso desse personagem o adorna com o prestígio de um rebelde, de um espírito independente em luta contra todos os conformismos. Poucas coisas são tão grotescas quanto a coexistência pacífica, insensível, inconsciente e satisfeita de si, da afetação de inconformismo com a subserviência completa à autoridade de um corpo docente. No auge da alienação, o garoto que passou cinco anos intoxicando-se de retórica marxista-feminista-multiculturalista-gayzista nas salas de aula, que reage com quatro pedras na mão ante qualquer palavra que antagonize a opinião de seus professores esquerdistas, jura, depois de ler uns parágrafos de Bourdieu para a prova, que a universidade é o “aparato de reprodução da ideologia burguesa”. Aí já não se trata nem mesmo de “paralaxe cognitiva”, mas de um completo e definitivo divórcio entre a mente e a realidade, entre a máquina de falar e a experiência viva.

Se, conforme se observou em pesquisa recente, cinqüenta por cento dos nossos estudantes universitários são analfabetos funcionais[4] – não havendo razão plausível para supor que a quota seja menor entre seus professores mais jovens –,  isso não se deve somente a uma genérica e abstrata “má qualidade do ensino”, mas a um fechamento de perspectivas que é buscado e imposto como um objetivo desejável.

Não que a presente geração de professores que dá o tom nas universidades brasileiras tenha buscado, de maneira consciente e deliberada, a estupidificação de seus alunos. Apenas, iludidos pelo slogan que os qualificava desde os anos 60 do século XX como “a parcela mais esclarecida da população”, tomaram-se a si próprios como modelos de toda vida intelectual superior e acharam que, impondo esses modelos a seus alunos, estavam criando uma plêiade de gênios. Medindo-se na escala de uma grandeza ilusória, incapazes de enxergar acima de suas próprias cabeças, tornaram-se portadores endêmicos da síndrome de Dunning-Kruger[5] e a transmitiram às novas gerações. Os cinqüenta por cento de analfabetos funcionais que eles produziram são a imagem exata da sua síntese de incompetência e presunção.

Notas:

[1] V. Antoine Albalat, La Formation du Style par l’Assimilation des Auteurs (Paris, Alcan, 1901).

[2] V. sobre isso as considerações de Theodore M. Porter em Trust in Numbers. The Pursuit of Objectivity in Science and Public Life,  Princeton University Press, 1995, pp. 12-17.

[3] Digo isso com a consciência tranqüila de haver cumprido esse dever. Ao longo dos anos, introduzi no espaço mental brasileiro mais livros e autores essenciais  do que todos os corpos docentes de faculdades de filosofia neste país, somados aos “formadores de opinião” da mídia popular. Em vez de me agradecer, ou de pelo menos ter a sua curiosidade despertada pela súbita abertura de perspectivas, estudantes e professores, com freqüência, me acusaram de “citar autores desconhecidos” – dando por pressuposto que tudo o que é ignorado no seu ambiente imediato é desconhecido do resto do mundo e não tem a mais mínima importância.

[4] V. http://www.folhapolitica.org/2014/02/pesquisador-conclui-que-mais-da-metade.html.

[5] Efeito Dunning-Kruger: incapacidade de comparar objetivamente as próprias habilidades com as dos outros. “Quanto menos você sabe sobre um assunto, menos coisas acredita que há para saber.” V. David McRaney, You Are Not So Smart, London, Oneworld Publications, 2012, pp. 78-81.

Fonte: MsM

Querem ressuscitar o experimento de Urey-Miller. Mas, precisa?…

Neste artigo publicado recentemente na Angewandte Chemie International Edition, os autores tentam ressuscitar o experimento morto de Urey-Miller sobre a origem da vida:
A Plausible Simultaneous Synthesis of Amino Acids and Simple Peptides on the Primordial Earth†
Eric T. Parker1, Dr. Manshui Zhou1, Dr. Aaron S. Burton2, Dr. Daniel P. Glavin3,Dr. Jason P. Dworkin3, Prof. Dr. Ramanarayanan Krishnamurthy4, Prof. Dr. Facundo M. Fernández1,* andProf. Dr. Jeffrey L. Bada5,*
Article first published online: 25 JUN 2014
DOI: 10.1002/anie.201403683
Keywords:
amino acids; cyanamide; mass spectrometry; peptides; polymerization
Stanley Miller, 1999.
Source/Fonte: James Sugar
Abstract
Following his seminal work in 1953, Stanley Miller conducted an experiment in 1958 to study the polymerization of amino acids under simulated early Earth conditions. In the experiment, Miller sparked a gas mixture of CH4, NH3, and H2O, while intermittently adding the plausible prebiotic condensing reagent cyanamide. For unknown reasons, an analysis of the samples was not reported. We analyzed the archived samples for amino acids, dipeptides, and diketopiperazines by liquid chromatography, ion mobility spectrometry, and mass spectrometry. A dozen amino acids, 10 glycine-containing dipeptides, and 3 glycine-containing diketopiperazines were detected. Miller’s experiment was repeated and similar polymerization products were observed. Aqueous heating experiments indicate that Strecker synthesis intermediates play a key role in facilitating polymerization. These results highlight the potential importance of condensing reagents in generating diversity within the prebiotic chemical inventory.
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As críticas antigas de Jonathan Wells do experimento de Urey-Miller ainda se aplicam:
(1) Os pesquisadores ainda usaram os gases errados: metano, amônia, e vapor de água. Há décadas, os geoquímicos não têm considerado a probabilidade de que esses gases foram abundantes na atmosfera da Terra primitiva.
(2) Os pesquisadores ainda ignoraram a presença de oxigênio, que destrói os produtos desejados. Wells explicou que o oxigênio, provavelmente, era abundante devido à fotodissociação da água na atmosfera. O oxigênio permaneceria enquanto que o hidrogênio escaparia rapidamente para o espaço.
(3) Mesmo que traços de quantidades de amônia ou metano e outros gases redutores estivessem presentes, eles teriam sido destruídos rapidamente pela radiação ultravioleta.
(4) Nenhum aminoácido tem sido criado em experimentos de descarga de faíscas usando uma atmosfera real de nitrogênio, dióxido de carbono e vapor de água, mesmo na ausência de oxigênio.
(5) Os aminoácidos produzidos eram racêmicos (misturas de formas dextrogiras e levogiras). Fora as raras exceções, a vida usa somente a forma levogira.
Os astrobiólogos precisam explicar como que o primeiro replicador isolou uma mão daquela mistura, ou como inicialmente obteve função de formas misturadas de aminoácidos, e depois mais tarde converteu-as em formas únicas de mãos. Nenhuma dessas possibilidades é plausível para processos naturais não guiados – especialmente quando a seleção natural não estaria disponível até que a replicação exata fosse alcançada.
(6) Reações cruzadas indesejáveis com outros produtos gerariam alcatrão, destruindo os aminoácidos. Somente isolando os produtos desejados (uma forma de interferência do investigador – alguém poderia chamar de design inteligente) é que eles poderiam reivindicar sucesso parcial.
(7) Os aminoácidos tendem a se desfazer em água e não a se juntar. Sob as melhores condições com cianamida, Bada e Parker somente obtiveram dipeptídeos. Ciclos repetidos de molhar e secar teriam que ser imaginados para a polimerização, mas muitos astrobiólogos hoje em dia pensam que a vida se originou nas fontes hidrotermais profundas.
(8) Os reagentes desejados seriam extremamente diluídos nos oceanos sem plausíveis mecanismos de concentração. Mesmo assim, eles se dispersariam sem os vasos plausíveis como as membranas celulares, para mantê-los próximos.
(9) Os polipeptídeos sem vida não iriam a lugar nenhum sem um código genético para conduzi-los.
(10) Os experimentos de Urey-Miller não podem falar da origem de outras moléculas complexas necessárias para a vida: ácidos nucleicos, açúcares e lipídios. Algumas dessas moléculas complexas exigem condições muito diferentes do que as retratadas para a síntese de aminoácidos: e.g., um ambiente deserto com boro para a síntese da ribose (essencial para o RNA).
O experimento de Urey-Miller sobre a origem da vida pode ser uma teoria bonita para alguns, mas como Thomas Huxley bem salientou, muitas teorias bonitas foram mortas somente por um fato feio. Nós acabamos de lhe apresentar dez fatos feios que matam o ícone do experimento de Urey-Miller.
Este morto não vai ressuscitar!

(Baseado em material publicado por teóricos do DI).

Veja o que pensam os candidatos à Presidência sobre aborto e drogas


Veja o que pensa os candidatos à Presidência sobre aborto e drogas

O aborto foi um dos temas decisivos na campanha eleitoral de 2010, principalmente no segundo turno. Polêmico, o tema divide a opinião da sociedade e coloca os candidatos em uma posição defensiva para não perder o voto dos eleitores. Outros temas são tão polêmicos como o aborto e prometem ganhar destaque nas eleições de 2014: descriminalização da maconha e o ensino religioso obrigatório. Para saber o que pensa cada um dos candidatos à Presidência do Brasil, o UOL entrou em contato com eles e fez uma lista com o que cada um pensa sobre esses três assuntos. Vamos retransmitir o que pensa os quatro candidatos que estão nos primeiros lugares das pesquisas eleitorais e que terão mais tempo na imprensa: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Pastor Everaldo Pereira (PSC), mas você pode acessar o UOL e conferir a lista de todos os candidatos que responderam a entrevista do site.

Descriminalização do aborto

Dilma Rousseff (PT)

É contra. “Defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto”, afirmou em 2010, quando era candidata ao Planalto.

Aécio Neves (PSDB)

É contra. “Sou a favor da legislação atual, sem mudanças”, afirmou o tucano em entrevista a uma revista em junho de 2013.

Eduardo Campos (PSB)

É contra. Considera a legislação adequada e não vê razões para seja alterada a lei. “Como cristão, cidadão e pai de cinco filhos, minha vida já responde à pergunta”, disse em entrevista em uma missa em Aparecida (SP) em abril.

Pastor Everaldo Pereira (PSC)

É contra. “Defendo os princípios cristãos, defendo a vida a partir da concepção, e sou a favor de todas as leis civis e penais que defendam o direito à vida. A criminalização do assassinato de vida intrauterina é tão importante quanto a criminalização do assassinato de vida extrauterina. As exceções que hoje constam no direito brasileiro já são mais do que suficientes para regular a questão”.

Descriminalização da maconha

Dilma Rousseff (PT)

Afirmou ser contra nas eleições de 2010, quando era candidata. Na campanha atual, não se pronunciou.

Aécio Neves (PSDB)

É contra. A posição difere daquela adotada por FHC, seu padrinho político.

Eduardo Campos (PSB)

É contra. “O debate que nós precisamos neste instante fazer é focar o combate ao tráfico e, no tráfico, sobretudo, do crack, que é a droga que está arrasando, exterminando, a vida de muitas famílias Brasil afora”.

Pastor Everaldo Pereira (PSC)

Não respondeu diretamente. Disse que “devemos reforçar o combate ao tráfico e ao consumo de drogas, pois está comprovado cientificamente que essas substâncias criam dependência química, distúrbios psicológicos e até psiquiátricos. Mais do que se preocupar com a descriminalização da maconha, o desgoverno atual deveria se preocupar com o crescimento do tráfico de drogas e a explosão de cracolândias”.

Ensino religioso obrigatório

Dilma Rousseff (PT)

Não se pronunciou sobre o assunto.

Aécio Neves (PSDB)

Não se pronunciou sobre o assunto.

Eduardo Campos (PSB)

Não se pronunciou sobre o assunto.

Pastor Everaldo Pereira (PSC)

É contra. “Somos a favor da descentralização do ensino público e liberdade educacional, respeitando-se um conteúdo onde o foco, nos ensinos fundamental e médio, deva ser o ensino de língua portuguesa e matemática. Escolas que tenham interesse em oferecer ensino religioso devem ser livres para fazê-lo, sem obrigatoriedade, mas com liberdade”.

Fonte: GP

Astros musicais querem ser reconhecidos como “deuses”

Astros da música querem ser reconhecidos como deuses

Embora muitos ainda tenham dúvidas, os astros da música pop têm mostrado cada vez mais como parecem estar transformando a admiração dos fãs em um tipo de religião. É inegável que existe muitas referências espirituais em músicas de sucesso ao longo dos anos. Será a música pop a “religião do novo milênio”? Provavelmente não, mas há muitos anos que todo artista de sucesso passa a ser chamado de ídolo…

O rapper Andre Johnson adotou recentemente como nome artístico Christ Bearer [o que carrega Cristo]. Ele realizou um ritual bizarro em abril, quando cortou o próprio pênis e se jogou do segundo andar de um prédio em Hollywood. Em entrevista ao site do canal E! justificou: “Cortei meu pênis porque estava ali a raiz dos meus problemas. A solução dos meus problemas foi entender que sexo é para os mortais, e eu sou um deus. Fazer sexo me trazia problemas, mas eu estou aqui para ser um deus”.

Questionado se tinha a intenção de cometer suicídio quando pulou da janela, disparou:  “Foi a minha resposta aos demônios. Eles estavam fazendo de tudo para me pegar, mas permanecer vivo só fortaleceu meus pensamentos.” Por conta da repercussão de seu “feito”, as vendas de suas músicas aumentaram.

Engana-se quem pensa que ele é o único cantor famoso que vê a si mesmo como um deus. Nos últimos anos, o rapper Kanye West começou a falar de sua carreira como uma missão divina. Recentemente, lançou um disco onde “encarna” Jesus, assumindo o nome de Yeezus. Para quem acha loucura o rapper afirmar ser o “novo Jesus”, seus fãs criaram uma religião chamada de “Yeezianity”. Para eles, Kanye é “um ser divino enviado por Deus, para guiar a humanidade à uma nova era”.

A cantora Beyoncé, e seu esposo, o rapper Jay-Z, em diversas ocasiões tiveram seus nomes ligados ao movimento religioso Illuminati, que defende uma Nova Ordem Mundial. Os dois astros nunca vieram a público falar sobre o assunto, mas um grupo de fãs da cantora organizou uma “igreja” para adorá-la. O nome oficial é Igreja Nacional de Bey, e a seita responde pelo nome de beyism. Com sede em Atlanta, na Geórgia, seus fiéis reúnem-se aos domingos, em cultos onde são cantadas músicas de Beyoncé.  A cantora também nunca se pronunciou sobre isso.

A cantora pop inglesa Lilly Allen pegou carona na ideia de querer encarnar uma divindade. Ela mostrou isso quando lançou o vídeo da música “Sheezus”, que dá nome ao seu novo disco. Trata-se de um trocadilho com a palavra (she) e Jesus, ou seja, um “Jesus mulher”. Curiosamente, em 2011 a mesma Lilly Allen falava em como havia se convertido, largado as drogas e que frequentava uma igreja cristã na Inglaterra. Sua versão 2014 a mostra no vídeo clipe com uma imagem que lembra Satanás. Além disso, uma cruz invertida é projetada em sua testa durante alguns segundos. A letra da música pede “Se entreguem para mim, eu sou a sua líder/ Me deixe ser a Deusa”.

Quem não ganhou igreja (ainda) mas tem forte ligação com a religião é Lady Gaga. Ela já se disse ser tanto “instrumento de Deus” quanto “perseguida pelo diabo”. Em vários momentos, teve embates com cristãos por causa de suas músicas, como “Judas”, que cita passagens bíblicas e “G.U.Y”, onde fazinvocações pagãs e aparece “ressuscitando” Jesus. Além disso, ela já defendeu que cantores tem o direito de falar sobre o evangelho, não só os religiosos. Também já afirmou ter o desejo de se tornar pastora só para realizar cerimônias religiosas com temática gay.

Fonte: GP