China vira campeã de atentados aos Direitos Humanos e repressão da Internet

Policial impede fotos durante prisão de manifestantes
Policial impede fotos durante prisão de manifestantes

O presidente comunista chinês, Xi Jinping, acaba de ganhar o indesejável prêmio de maior violador dos direitos humanos, segundo se depreende de um balanço da ONG Human Rights Watch (HRW).

O argumento em favor da premiação foi que o governo chinês por ele presidido lançou desde março de 2013 “um ataque espetacular contra os direitos humanos fundamentais, com uma ferocidade inédita há anos”, escreveu o diário de Paris “Le Figaro”.

O relatório anual da HRW afirma ainda que, “sob o presidente Xi, a China deu rapidamente marcha atrás nas reformas que haviam sido efetivadas em matéria de direitos humanos e também na promessa feita pelo Partido Comunista de ‘governar o país de acordo com a lei’”.

Segundo Sophie Richardson, diretora na China do HRW, “a repressão das vozes críticas é a pior dos últimos dez anos e não parece que esteja perto de parar”.

Em 2014, o governo socialista restringiu ainda mais a pouca liberdade de que desfrutavam a mídia, os internautas, os universitários e os artistas.

Pequim não tolera a menor crítica ao Partido Comunista Chinês (PCC), o único legal no país, cuja hegemonia totalitária não pode ser posta em dúvida, nem mesmo no caso de um ato individual.

A caçada aos “desvios ideológicos” está aberta, observou “Le Figaro” de Paris. As autoridades reprimem a sociedade civil, perseguem e prendem os militantes dos direitos, advogados e dissidentes.

Policiais fazem treinos dissuasórios na estação de trem de Yiwu, no estado de Zhejiang
Policiais fazem treinos dissuasórios na estação de trem de Yiwu, no estado de Zhejiang

O Partido abriu processos ou prendeu milhares de funcionários públicos ou membros do Partido, encarcerando-os com frequência segundo o sistema de detenção extrajudicial conhecido comoshuanggui.

Xi declarou guerra a valores universais – liberdade, democracia, direitos – respeitados pela humanidade, mas considerados por ele como uma ameaça ao regime comunista. Os chineses devem se conformar a obedecer firmemente às arbitrariedades ideológicas marxistas e socialistas.

Xi e sua equipe ficarão no poder até por volta de 2023, mas desde que assumiu a presidência, observou aAFP, já prendeu ou condenou centenas de críticos.

“A China continua sendo um Estado autoritário que viola sistematicamente direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, associação, reunião e religião”, acrescentou Human Rights Watch.

Xi impulsiona uma muito publicitada campanha anticorrupção, que na prática “veio sendo conduzida por modos que minam o Estado de Direito”.

Cao Shunli, falecido na prisão em 2014, foi preso em 2013 após viajar a Genebra a fim de participar de uma sessão da ONU sobre os direitos humanos na China.

A decisão de “negar uma genuína democracia em Hong Kong” é outro dos sinais ditatoriais denunciados.

“La Nación”, de Buenos Aires, também informou que a Administração do Ciberespaço de China, órgão que controla o movimento na Internet e os meios de comunicação virtual, baixou mais normas obrigando os usuários a se identificarem ante as autoridades e proibindo a divulgação de conteúdos “que desafiem o sistema político do país”.

O mencionado organismo, controlador do ciberespaço chinês e responsável pela aplicação das novas normas, é o rosto visível da máquina repressiva do mundo virtual.

As empresas tecnológicas lembram os bloqueios anteriores de serviços online e das redes privadas virtuais que driblam os filtros policiais na Internet.

China aperta o Grande Firewall para censurar  a maior comunidade de usuários de Internet
China aperta o Grande Firewall para censurar
a maior comunidade de usuários de Internet

630 milhões de usuários da Web serão atingidos. Eles já não podem acessar serviços como o Facebook, Twitter e Instagram. Os fornecedores de acesso serão especialmente vigiados e punidos pelas atividades de seus usuários.

Lu Wei, funcionário tido como a mão direita do presidente Xi, ficou encarregado do cancelamento de contas com nomes fictícios para, segundo ele, combater aqueles que danificam seriamente os valores do socialismo, disse Xu Feng, um dos diretores da Administração do Ciberespaço da China, citado pelo site da Bloomberg.

As novas proibições se aplicam a blogs, foros de discussão e outros espaços virtuais onde os cidadãos chineses se expressam publicamente, sem o controle dos meios do Estado.

Os usuários considerados indesejáveis ficarão sem contas. Empresas nacionais como Tencent, WeChat e o popularíssimo Weibo, o Twiter chinês, padecerão o enrijecimento dos controles sobre seus clientes.

Weibo já anunciou que acatará a decisão.

Xu ameaçou que aqueles que forem pegos pelo sistema sofrerão o peso das leis, mas não especificou quais serão as penalidades.

Nove categorias de novos crimes foram definidas, mas todas são suficientemente vagas e confusas para punir qualquer um.

“O que mais o governo quer controlar?” perguntou um micro-blogueiro. “Futuramente não poderemos dizer nada que vá contra o governo”.

Parece sonho do PT…

Fonte: Pesadelo Chinês

Os três tipos de “outsiders”

Que o advento do capitalismo colocou a economia no centro e no topo da existência é algo que ninguém pode negar, e é óbvio que a esse tipo de vida só se amoldam com algum conforto interior os entusiastas do dinheiro e os conformistas mais medíocres e sonsos. Todos os outros, por mais gratos ao progresso técnico e ao conforto material, sentem que no mundo capitalista algo de muito essencial e precioso lhes foi roubado: não adianta você dispor de todos os meios se a vida não tem outra finalidade senão produzir mais meios.

Se o capitalismo obteve mais sucesso nos EUA do que em qualquer outro lugar foi apenas porque aí, desde o início, o esforço de produzir e lucrar veio associado à ética cristã da ajuda ao próximo e ao sonho heróico da conquista do território – dois objetivos de vida mais do que suficientes para animar o espírito de um povo. O capitalismo puro, reduzido ao esquematismo de uma fórmula econômica, tal como se viu nos romances de Balzac e nas análises de Karl Marx que eles inspiraram, jamais existiu nos EUA até o fim da II Guerra. O que existiu foi um capitalismo vivificado e embelezado pela religião cristã e pelo espírito de aventura. Tão logo o primeiro desses fatores começou a debilitar-se no cenário cultural e o segundo perdeu todo sentido no território já integralmente dominado, o capitalismo americano deixou de ser um ideal para se tornar uma máquina de auto-reprodução que prescinde de qualquer outra justificativa além da própria capacidade de reproduzir-se e crescer ilimitadamente. David Riesman, no clássico The Lonely Crowd (1950), assinala que, a partir desse momento, um novo tipo de personalidade-padrão passou a predominar na sociedade americana em substituição ao homem devoto da era colonial e ao self made man dos tempos heróicos: o homenzinho trêmulo e  obediente, perfeitamente ajustado ao mecanismo do qual espera proteção e segurança – oOrganization Man (1956), como o chamou William H. Whyte Jr. em outro livro clássico. Não espanta que desde então a burocracia estatal interferisse cada vez mais na economia e até na vida pessoal dos cidadãos, descaracterizando o capitalismo americano e transformando-o cada vez mais num tipo incipiente de socialismo, onde os interesses do Estado convergem com o das grandes corporações no sentido de realizar, por via burocrática, o império da organização econômica como único padrão e critério de julgamento, a que todos os valores religiosos, morais e culturais devem se submeter. Na mesma medida, uma ética coletivista passa a predominar sobre o ideal da responsabilidade individual, e a crítica cultural de esquerda ao capitalismo, forçando sob esse pretexto a redução de tudo às exigências da economia que ela mesma condena, se torna uma profecia auto-realizável.

Nos EUA, essa situação construiu-se sobre os escombros da tradição cristã e do espírito aventureiro. Nos países onde não encontrou semelhantes fatores de resistência, esse resultado se obteve de maneira muito mais rápida e direta, em muitos deles com o agravante do subdesenvolvimento, onde o misto de capitalismo incipiente, ineficiência e permanente exasperação socialista reduz a vida a uma “luta contra a pobreza”, que é a versão favelada da luta pela prosperidade.

Seja nesses países, seja no capitalismo americano esvaziado de seus valores culturais, onde quer que a economia subjugue dessa maneira as outras dimensões da vida social, o resultado é aquele tipo de existência sem sentido no qual só se sentem à vontade, de um lado, os mais materialistas, que regem o espetáculo e, de outro lado, os mais burrinhos, incapazes de aspirar a qualquer coisa mais alta que uma sobrevivência protegida.

É aí que começam a brotar, em número cada vez maior, os desajustados, os revoltados, os outsiders.

Há basicamente três tipos de outsiders. Para abreviar, vou chamá-los de “o fracassado”, “o gênio” e “o militante”.

O primeiro é o desajustado em sentido estrito, incapaz de jogar o jogo e até de assimilar as regras. Por mais que tentem ajudá-lo, fracassa nos estudos, no trabalho e na vida social, caindo logo para a loucura, o vício, o crime. Em muitos países – o Brasil, por exemplo – esse tipo representa mais de dez por cento da população.

O segundo compreende muito bem as regras e sabe usá-las, mas prefere jogar o seu próprio jogo. Buscando no interior da sua alma a raiz do espírito que vivifica e fortalece, ele pode enfrentar no início o isolamento e a rejeição, mas acaba sempre obrigando a sociedade a aceitá-lo como ele é, e não raro a render-lhe homenagem, mesmo a contragosto. Gênios, sobretudo literários, existiram antes do capitalismo, é claro, mas não eram outsiders. Passaram a sê-lo no tempo de Baudelaire e Flaubert, ou, nos EUA, uns poucos a partir da I Guerra e em massa a partir da II.

O terceiro é um misto, feito de versões diluídas e atenuadas dos outros dois. Tem a fraqueza do primeiro, sem o seu derrotismo, e a ambição do segundo, sem a sua força. Não compreende a sociedade mas não aceita que ela o esmague. Junta-se portanto a outros milhares iguais a ele, buscando no apoio do grupo as forças que o gênio encontra em si próprio. Incapaz de transformar-se, jura que vai transformar o mundo.

O número de correligionários é o fator decisivo na vida dos militantes. Quando em minoria, reúnem-se para compensar o isolamento grupal com a reiteração histérica do discurso crítico, que lhes infunde um sentimento forçado de superioridade. Quando se tornam maioria dominante, esse sentimento se transmuta em critério de normalidade, impondo-se à sociedade inteira e marginalizando como doentes ou criminosos aqueles que ainda permanecem normais no sentido antigo.

A pletora de gênios literários que floresceu no mundo desde o século XIX conferiu ao outsider um prestígio quase sacral, que dos gênios se estendeu por osmose aos loucos e aos militantes, como se a doença de uns e a auto-hipnose grupal dos outros fossem formas de genialidade.

As modalidades de existência mais capengas que existem tornaram-se modelos de perfeição humana.

* * *

Talvez o sinal mais patente de que a militância revolucionária é uma forma inferior e mórbida de existência é a absoluta impossibilidade que um escritor revolucionário tem de enxergar como seres humanos normais, sem deformações sádicas ou grotescas, os que não compartilham das suas crenças. A literatura mundial está repleta de personagens revolucionários tratados com simpatia e compreensão por escritores conservadores e reacionários como Balzac, Dostoiévski, Bernanos, Joseph Conrad ou o nosso Octávio de Faria. Um reacionário que não seja mau ou ridículo é algo que simplesmente inexiste na literatura comunista. Isso mostra, da maneira mais patente, que a visão do mundo revolucionária é uma fantasia histérica, em que a percepção direta do ser humano tal como ele aparece na vida real é sufocada sob o peso do estereótipo ideológico.

Fonte: MsM

Jean Wyllys quer legalizar o aborto no Brasil

Se depender do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) o aborto será legalizado no Brasil. O parlamentar apresentou o projeto de lei 882/15 que prevê a legalização do aborto até 12 semanas de gestação no Sistema Único de Saúde (SUS) se a mulher assim o quiser.

“Precisamos tornar essa pauta uma política pública, independente de ser contra ou a favor da interrupção voluntária da gravidez indesejada”, defendeu Jean Wyllys. O deputado chegou a gravar um vídeo buscando apoio para sua nova prioridade na Câmara Federal.

Na justificativa do PL, Wyllys ataca indiretamente os grupos pró-vida declarando que “os discursos contra a legalização do aborto estão contaminados por mentiras, falácias e hipocrisia”. O deputado mobilizou todas as suas redes sociais para defender o aborto.

Wyllys disse também que o projeto de lei foi elaborado com a participação e colaboração de “diferentes entidades, coletivos e pessoas, especialistas na matéria e militantes dos movimentos sociais”, mas não informou os nomes e instituições que apoiam o projeto.

Para o senador Magno Malta, presidente da Frente Parlamentar Em Defesa da Família e da Vida, a vida começa na concepção e por isso aborto é assassinato. Ele chamou a atenção dos evangélicos para a retomada da agenda da morte no Congresso Nacional.

“Não podemos relativizar as coisas. Aborto é assassinato. E uma forma cruel de assassinato, porque o bebê não tem chance alguma de defesa. A vida quem dá é Deus. Não são os deputados ou especialistas que podem dizer quem merece viver ou não”, criticou.

Fonte: Gospel Prime

O nome da coisa

Você já reparou que todo filme moderno de bruxas tem de colocar bruxas boas, juntamente com as más? Percebeu não? Pois veja bem. Isto é tão certo quanto as caricaturas unânimes dos clérigos (católicos) de filmes sobre a Idade Média:todos representados como soberbos, materialistas, arrogantes, com uma aparência às vezes pior do que as bestas que os heróis tentam destruir. Percebeu não? Pois então veja bem…. Concomitantemente, a despeito de passar normalmente despercebida, uma forte tendência eclodiu em nossa sociedade com a força de um tambor de maracatu: a ideia que ogrotesco na verdade é “normal”, e vice-versa. Quando você é forçado pelo peso da opinião pública a olhar um cara que coloca três chifres na testa, parte a língua e faz tatuagens nos olhos (isso, nos olhos) para “parecer com o diabo”, a admitir aquele comportamento como “algo normal”, então o “anormal” tem de ser uma coisa muito, muito estranha mesmo.

Não se assuste com estas linhas. Na verdade, sei que chovo no molhado aqui, pois, hoje em dia, ninguém mais e assusta com nada (a não ser com o preço da gasolina). Num dia desses estive em um determinado hospital do Recife. Precisei falar com uma pessoa numa ala mais reservada e, quando cheguei próximo à mesma, pude notar que todos, exceto os enfermeiros e médicos, tratavam aquele lugar como deveria ser tratado: um local de respeito ante o sofrimento alheio. As piadas e palavrões saiam tão normal e frivolamente por parte daqueles profissionais, que, há um tempo, creio ter sido impensável que pudesse haver tamanho desleixe com a agonia alheia. A pornofonia, aliás, vinha embalada com as mais altas e belas risadas, o que a gente normalmente não vê nem nos mais engraçados números com palhaços de circo. Mas, sabe o que pareceu-me pior? Pelo que pude perceber, apenas eu estava realmente incomodado. A forma como as pessoas, pacientes ou não, lidavam com aquilo era algo da mais absoluta normalidade. De fato, sinto-me a cada dia mais anormal, pois o conceito de “normal” tornou-se tão elástico, que dá até medo de você dizer, nos nossos dias, que é uma pessoa “normal”.

Anormalidade, por sua vez, é o que não falta nos mais diversos círculos sociais. Vejamos o evangelical (cortemos na carne primeiro). A saramandaia que se tornou o movimento evangelical atual é tamanha, que fica difícil você definir o que é e o que não é “evangelical”. Ao ver, segundo o sapientíssimo Olavo de Carvalho, o “falso merda” do Edir Macedo afirmar que “Deus fala com ele em sua banheira de ouro”, no “Templo de Salomão”, me pergunto se podemos alargar ainda mais as fronteiras do que chamamos de movimento evangelical. Isto porque, por outro lado, temos igrejas, nas quais os membros ainda brigam por suas posições nos bancos, para terem influência sobre 20 ou 30 pessoas, e muitos até se intrigam porque, apesar de seus anos neste modus vivendi, ainda não conseguiram perceber que o “deus” a quem dizem servir é, na verdade, nada mais do que uma expressão idealizada de si mesmos. A mão que veem e julgam lhes orientar é, de fato, a extensão de seus próprios braços. Seus cérebros estão programados para jamais perceberem tal coisa e, por mais que se lhes explique, o Cristianismo a que se reduziram é na verdade um esboço de religião mal feita: morrerão pensando que a “sua igreja” é a que Jesus fundou aqui, na terra.

Mas, não são apenas os malogrados evangelicais de hoje que tecem o pano na nossa realidade. Temos os políticos, os artistas, as autoridades e os agentes do ensino. Estes, por sinal, não conseguem explicar – porque não conseguiram ainda entender – o porquê de, no Brasil, “artistas” terem a prerrogativa de dizerem quais “nortes” devemos tomar… E em todas as áreas! Se a violência está alta, falam os artistas. Se há mais mortes no trânsito, chamem os artistas. Se o preço da gasolina sobre, protestemos com os artistas. Deve ser porque os artistas conhecem melhor os problemas sócio-econômicos e geopolíticos do que os bocós daqueles centros de ensino, que chamamos de universidades. Apesar do trocadilho, registro que penso que muitos, senão a maioria, são uns verdadeiros bocós mesmo, enclausurados em seus centros de ensino, sem quaisquer “misturas” úteis e influentes com a sociedade que lhes cerca, a qual fenece mais burra dia após dia.

Não? Então vá ser professor (universitário), pegue uma penca de provas de universitários que escrevem “menas”, “derepente”, “ósio”, “mim passe….” e “ele estar bem”…. Lide com isso diariamente, percebendo também que, ao mesmo tempo em que o “menas” torna-se onipresente, o alunado parece cada vez menos apto a esboçar um pensamento ao qual se diga “benza-te Deus”, como diz minha mãe. Trabalhe com isso vários dias por semana e, depois, venha conversar comigo. Duvido que, estando em sã consciência, você não diga: “Meu amigo, tem algo acontecendo ao nosso redor!”. E tem mesmo. Não é só a extensão espacial da coisa (em todo o Brasil e praticamente em todo o Ocidente), mas também sua temporal. Desde quando este aparente emburrecimento generalizado está acontecendo? Quando li em uma reportagem (http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/planeta-ciencia/noticia/2014/02/um-em-cada-quatro-americanos-nao-sabe-que-a-terra-gira-em-torno-do-sol-4422308.html) que um em cada quatro americanos não sabe que a Terra gira em torno do Sol, a sensação de que as minhas palavras acima expressam um sentimento verdadeiro deu lugar à certeza. E não culpe osPower Rangers, muito menos o Criacionismo, nem mesmo as novelas por isso: é um conjunto de fatores com implicações muito mais profundas e que só poderá ser compreendido se olharmos também o fator tempo.

Há tempos nem os santos têm ao certo a medida da maldade“, cantava Renato Russo em uma época que ficou marcada, aqui no Brasil, como o fim da era do rock denúncia. Foi um fim triste e indigno do legado deixado por outros artistas, os quais outrora valia a pena ouvir… não só por ouvir, mas ouvir para pensar. Hoje, a música não é feita para pensar. Assim como o cinema não é feito trazer qualquer reflexão mais séria… e os artistas, que são os que mais sabem disso, aproveitam a onda “imbecilizacional” que varre nossa sociedade para figurarem como os que têm mais competência para falar exatamente daquilo que não sabem. Se não observou isso também, prezado internauta, observe como, nas entrevistas sobre o seu próprio trabalho artístico, os artistas levam tudo na mais absoluta brincadeira, só se tornando “sérios” quando não se trata do que mais sabem fazer: trabalhar com as artes. Tudo isso acontece hoje como num caldeirão de mudanças abruptas, desesperadamente ligeiras e, por incrível que pareça, com o aparente crivo de uma sociedade que não sabe que a cada dia sabe menos.

Mas, afinal – você pode estar se peguntando e com razão, amigo(a) internauta -, o que raios tem a ver filmes de bruxas, enfermeiros pornofônicos num hospital (que pode ser qualquer um, inclusive aquele em que você eventualmente trabalhe…), evangelicais esquisitos, tatuados, transformistas perturbados e artistas aloprados? A princípio, nada. Não têm nada a ver. O que tem a ver é o tecido social que une a todos. Quando olhamos tais eventos em separado, estamos impossibilitados de ver o desenho do todo. E o todo não é bonito, amigo(a). É uma estampa feia, disforme, ilógica, mas não necessariamente abstrata. É simplesmente sem sentido. Ao visualizarmos o tecido que une todas estas estampas, percebemos que o todo é tão feio quanto as partes. Percebemos que construímos um tecido social frágil, que parece precisar reinventar modismos a todo instante para que esteja agregado, sem perceber que a cada mudança e avanço para trás que fazemos, descaraterizamo-nos quanto à nossa humanidade e damos um tapinha em nossas próprias costas, congratulando-nos por parecerermos e estarmos existindo mais como coisas do que como pessoas. As coisas (fatos, tendências e modus operandi sociais) formam uma única coisa, um todo que, ainda que gerando todo o tipo de esquizofrenias sob suas camadas, consegue transparecer ante as mesmas com algo absolutamente razoável, ético, sólido, reformador e transformador. E os que vivem justamente nestas camadas celebram sua percepção das coisas, ainda que estejam com vendas grossas em seus olhos. Louvam alegremente a liberdade de um stablishment que os aprisiona. Vivem a euforia do erro, quase como aquela que Adão deve muito provavelmente ter sentido quando, avidamente, comia do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, haja vista que a Bíblia nos diz, em Gênesis, que, ao primeiro casal (Adão e Eva), a árvore era “agradável aos olhos e desejável para dar entendimento“. Péssimo negócio fez o seu Adão. Acabou expulso com sua mulher do jardim de Deus…. e foi daí que começou toda a coisa.

Pr. e prof. Artur Eduardo

Fontes afirmam que Papa Francisco, considerado fenômeno de massas, sofre oposição da Cúria Romana

O Papa Francisco gesticula ao falar a cardeais durante início de consistório nesta quinta-feira (12) no Vaticano (Foto: Andreas Solaro/AFP)

Dois anos após a sua eleição, o primeiro Papa latino-americano, Francisco, tornou-se um fenômeno de massas por seus gestos e abertura, mas seu projeto de reformas gera resistências internas crescentes. Eleito no dia 13 de março de 2013 após a surpreendente renúncia de Bento XVI, perseguido pos escândalos e intrigas, Francisco assumiu a direção espiritual de mais de 1,2 bilhão de católicos com um estilo novo, fresco e simples, o que lhe valeu o título de uma das personalidades mais carismáticas do mundo.

Em um prazo recorde conseguiu fazer com que os católicos voltassem a apreciar a Igreja num momento de crise econômica em todo o mundo, valorizando seu compromisso com os pobres, os idosos, e disposta a dar alívio aos divorciados que voltam a se casar e aos casais gays. O líder que prometeu mudar o sistema operacional da Igreja, que considera fundamental descentralizar, dar espaço às igrejas periféricas, e que quis renovar a poderosa Cúria Romana, o governo central, acusada de acumular poder, riqueza e privilégios, não parece dispor de muito tempo para realizar as mudanças.

“Muitos esperam olhando para o relógio o fim do pontificado”, advertiu à AFP o veterano vaticanista Marco Politi, autor do livro “Francisco entre os lobos”. A vontade do Papa argentino de mudar a Igreja vai além de uma operação de maquiagem e começa a irritar diferentes setores. Por isso o ano de 2015 se apresenta chave para seu pontificado, já que deverá começar a apresentar resultados. Duas frentes figuram entre as mais difíceis e complexas: a reforma da Cúria, um projeto lançado em 2013, e a resposta aos desafios da família moderna e sua evolução, com o Sínodo que será realizado em outubro.

Convencer os chefes da Cúria e as congregações a levar uma vida simples e sóbria após décadas de luxo gerou uma guerra interna de todos contra todos, em particular pela gestão das finanças vaticanas, segundo a revista italiana L’Espresso, que publicou nesta semana um número especial. Os vazamentos recentes à imprensa sobre os supostos gastos elevados do cardeal George Pell, poderoso secretário para a Economia do Vaticano, demonstram que muitos estão dispostos a voltar aos métodos do passado para atacar seus inimigos, enquanto novas rivalidades também surgiram.

Francisco, consciente de que tem pouco tempo, conta com o apoio de uma parte dos prelados que não temem ajudá-lo, enquanto outros esperam com prudência. “Este é um pontificado no qual foi fixado um término. Isso significa que as forças que se opõem olham para o relógio e dizem: esperemos quatro ou cinco anos e tudo isso vai acabar”, explicou Politi.

Inclassificável

Francisco, que usa uma linguagem direta e espontânea e que prefere se envolver e romper moldes com declarações impróprias, costuma utilizar parábolas do Evangelho para ilustrar a Igreja que deseja, inspirada naquela das origens. Para mostrar com exemplos seu desejo de mudança, concedeu a um pequeno jornal de um bairro pobre periférico de Buenos Aires, La Cárcova News, uma entrevista exclusiva por ocasião dos dois anos de seu pontificado, algo impensável há poucos anos nos corredores do Vaticano.

Seus colaboradores afirmam que é uma pessoa autoritária, ríspida com os prelados e afável com os fiéis, razão pela qual alguns o acusam de ser um demagogo. Um resultado evidente de seu breve pontificado é que sua mensagem chegou a todo o mundo, mas, principalmente, ao seu continente, a América, onde vive a maior parte dos católicos do mundo. Francisco utilizou todo o seu prestígio para propiciar o início de negociações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos em um acordo assinado em 17 de dezembro, dia de seu aniversário de 78 anos, encerrando mais de meio século de tensões e abrindo uma nova fase para a história de toda a América. Uma região que visitará neste ano. Um giro desejado e aprovado por ele mesmo irá passar por três países emblemáticos: Equador, Bolívia e Paraguai.

Fonte: Yahoo!

“Pais não educam”, afirma professor que sobreviveu a cinco tiros de aluno “insatisfeito com nota”

Professor Carlos Christian | Foto: Arquivo pessoal

A carreira do professor de Biologia sergipano Carlos Christian Gomes, de 33 anos, foi interrompida por um episódio trágico em agosto de 2014. Insatisfeito com a nota de uma prova, um aluno, de 17 anos, disparou cinco tiros contra o professor.

“Não consigo entender como, por um motivo tão fútil, ele tentou tirar minha vida”, disse à BBC Brasil.

Christian, que também é biomédico, lecionava em uma escola da rede estadual na grande Aracaju, em Sergipe. Uma semana após o incidente, o aluno se entregou à polícia e confessou o crime. Ele foi condenado e deve cumprir pena máxima de três anos em uma unidade de correção de menores. O professor está paraplégico e recebe tratamento para superar o trauma físico e psicológico.

Apesar de ter sido vítima de agressão pela primeira vez – em dez anos como professor da rede estadual de ensino –, Christian diz que ameaças verbais a professores são comuns e afirma que a falta de participação dos pais contribui para violência nas escolas.

“Muitos pais dizem que trabalham o dia todo e deixam a responsabilidade de educar pra a gente. Mas, se os pais não educaram, não vou conseguir educar em um semestre”, disse.

“Um exemplo típico é um pai ou mãe não orientar seus filhos a estudar para as provas e fazer suas tarefas de casa. Quando chegam à escola, eles são cobrados e não aceitam essa cobrança porque, em casa, onde deveria ser educado, ele não cumpre suas obrigações.”

A violência contra os professores foi tema de uma série de reportagens da BBC Brasil em preparação para as eleições de 2014. O caso do professor foi destacado por leitores em nossas páginas de redes sociais como um símbolo do problema.

O tema ficou ausente dos debates entre candidatos aos governos estaduais e à Presidência, mas casos como o de Christian continuaram surgindo no noticiário. Na semana passada, a diretora de uma escola pública em Belo Horizonte foi agredida por um aluno de 16 anos com uma barra de ferro.

Me sinto inseguro em ficar de costas em uma sala de aula. Confiar no inesperado pra mim é desesperador. Carlos Christian Gomes, professor.

Há cerca de um mês, outra diretora, dessa vez de uma escola em São Paulo, teve de se afastar do trabalho após ter sido agredida pelo pai de um aluno, que a deixou com hematomas no braço.

Longe da sala de aula

Em dezembro, cerca de três meses depois do incidente que deixou Christian paraplégico, outro aluno entrou armado no mesmo colégio, a Escola Estadual Professora Olga Barreto, em São Cristóvão, na grande Aracaju.

De acordo com a mídia local, o aluno ameaçou um colega de morte, mas deixou a escola antes que a polícia chegasse.

“Quando o caso passou na televisão aqui em casa, eu comecei a tremer e a chorar. Nunca fui assim, nunca fui tão emotivo”, contou.

Após 78 dias no hospital – 38 deles na UTI –, ele diz que se considera bem de saúde, apesar da lesão na medula que o deixou sem movimentos do peito para baixo. Christian faz fisioterapia três vezes por semana, mas precisa de ajuda para realizar atividades básicas.

Apesar de torcer por uma recuperação rápida, no entanto, ele diz não pensar em voltar às salas de aula do Ensino Médio.

“Me sinto inseguro em ficar de costas em uma sala de aula. Confiar no inesperado pra mim é desesperador”, disse.

“Me interessei pela profissão porque sempre gostei de passar conhecimento para as pessoas. Ainda quero fazer isso, mas de outra forma. Quem sabe no curso superior”, disse Christian, que vem de uma família de professores.

Fonte: BBC

Fogo contra fogo: surge no Iraque a primeira “brigada cristã” para impedir ataques do Estado Islâmico

Tropas iraquianas cristãs marcham durante cerimônia de formatura na cidade de Fishkhabur, na quinta-feira (12) (Foto: AFP Photo/Safin Hamed)

A primeira brigada de forças regulares iraquianas compostas unicamente por combatentes cristãos foi criada oficialmente nesta quinta-feira (12), com a tarefa de retomar as cidades e localidades cristãs das mãos dos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Esta nova brigada ficará sob o comando do governo da região autônoma iraquiana do Curdistão, cujas forças de segurança, os peshmergas, desempenham um papel essencial no combate ao EI.

Os novos sodados marcharam e saltaram sobre pneus em chamas diante de uma fileira de autoridades curdas e assírias em Fishkabur, no nordeste do Iraque, perto da fronteira turca e síria, constatou a AFP.

A grande maioria dos cristãos iraquianos vivia na planície de Nínive, uma região que se estende da capital do Curdistão iraquiano, Erbil, até Mossul, segunda cidade do Iraque, tomada pelo EI em junho, mas o avanço dos jihadistas em agosto fez fugirem dezenas de milhares deles.

“Uns 600 irmãos cristãos da planície de Nínive participaram da formação, que consistia principalmente de um treinamento físico, cursos de arte militar e exercícios de tiro”, explicou o comandante da academia militar, general Abu Baker Ismail. “Todos os participantes são voluntários, querem libertar sua terra dos jihadistas e depois protegê-la”.

Esta nova brigada, denominada “Os Guardiães do Tigre”, foi fundada com base no que sobrou de uma força assíria criada em 2004 para proteger as igrejas da região.

Os cristãos do Iraque nunca tinham formado milícias e, após a invasão americana de 2003, adotaram um perfil discreto em um momento em que o país mergulhava na violência sectária ou deixaram o país.

Mas aqueles que ficaram decidiram tomar as armas nos últimos meses. Várias milícias cristãos se formaram assim e, embora não respondam ao comando militar dos peshmergas, são apoiados pelas autoridades do Curdistão.

Clérigos cristãos participam da cerimônia de formatura da primeira brigada cristã criada para combater o Estado Islâmico, em Fishkhabur, no Iraque, na quinta (12) (Foto: AFP Photo/Safin Hamed)
Clérigos cristãos participam da cerimônia de formatura da primeira brigada cristã criada para combater o Estado Islâmico, em Fishkhabur, no Iraque, na quinta (12) (Foto: AFP Photo/Safin Hamed).
Nota: G1