“Irmão matará irmão”: muçulmanos refugiados jogam ao mar cerca de 12 cristãos também refugiados


Imigrante desembarca no porto de Palermo, na Sicília, após ser resgatado pela guarda costeira italiana.

PALERMO — Eles queriam chegar à Europa para viver em territórios mais prósperos e contar com um sistema de proteção social fundado na tolerância religiosa, mas agora estão presos suspeitos de, no meio do caminho, terem atirado 12 pessoas no Mar Mediterrâneo somente por elas serem cristãs. Trata-se de uma nova tragédia humana entre as várias que já ceifaram as vidas de estimadas 450 pessoas esta semana. Apenas nesta quinta-feira, 41 pessoas morreram afogadas entre a Líbia, em guerra civil, e a Europa, que fecha suas fronteiras enquanto diminui as operações de busca.

Segundo depoimentos, os 15 migrantes muçulmanos presos jogaram os cristãos no mar depois de uma briga no barco que os transportava na noite de 14 de abril. Os 15 foram acusados de homicídio múltiplo motivado por ódio religioso. Os 12 migrantes cristãos — que se acredita serem da Nigéria e de Gana — estão dados como mortos. Um número não identificado de cristãos conseguiu sobreviver. Os atacantes seriam de Mali, Senegal, Costa do Marfim e Guiné-Bissau.

Barco inflável se esvazia no mar

De acordo com a versão dada à polícia por dez pessoas que se encontravam na embarcação, os imigrantes começaram uma briga por diferenças religiosas. As testemunhas, entre os quase cem migrantes levados a Palermo, na Itália, a bordo do cargueiro panamenho Ellensborg, afirmaram ainda que deixaram a Líbia num bote de borracha na terça-feira. A confusão a bordo ocorreu no dia seguinte à noite. Segundo um comunicado da polícia italiana, “os motivos para o ressentimento estão ligados à fé”. Outros cristãos que sobreviveram contaram ter escapado de ser lançados ao mar formando uma corrente humana.

Citando fontes, a imprensa italiana, afirma que a polícia recolheu “provas consistentes” para reconstruir os fatos. Entre elas estariam fotografias tiradas a bordo que permitiram o reconhecimento de alguns acusados. O pedido de prisão foi feito pelo Ministério da Justiça da Itália porque o crime ocorreu em águas internacionais.

O episódio de intolerância foi acompanhado das tragédias que se repetem com cada vez mais intensidade este ano e que, segundo organizações humanitárias, tendem a aumentar com a chegada do verão europeu — quando as temperaturas mais quentes favorecem a travessia do Mediterrâneo.

Das estimadas 450 pessoas mortas nesta semana, 41 se afogaram nesta quinta, segundo quatro sobreviventes resgatados e levados para o porto de Trapani, na Sicília. Eles estariam em um barco inflável, que se esvaziou rapidamente. No começo desta semana, cerca de 400 pessoas morreram quando um barco tombou, segundo sobreviventes.

As tragédias ocorrem pelas péssimas condições das viagens por rotas ilegais e em barcos precários. Os traficantes de imigrantes tiram vantagem, por exemplo, do colapso da Líbia e cobram até US$ 1.000 (cerca de R$ 3.000) para cada migrante que transportam ilegalmente. No meio da viagem, há ainda o risco de conflito com guardas costeiros que ameaçam confiscar os barcos. Os traficantes, que antes abandonavam os veículos, agora têm reagido com tiros de metralhadoras para não perderem as embarcações.

A Organização Internacional para Migração (OIM) estima em 20 mil o número de migrantes que chegaram este ano apenas à Itália, país que concentra as operações. Apesar do número total ser menor do que no mesmo período do ano passado, segundo a OIM, as vítimas fatais da travessia aumentaram em quase nove vezes, chegando a 950. Um dos motivos, segundo organizações humanitárias, é a falta de monitoramento apropriado, que facilitaria o resgate de migrantes à deriva.

Fonte: O Globo

Opinião: “Filmes de vampiros incentivam jovens a mexerem com o oculto”, afirma especialista do Vaticano

O sucesso dos belos e sedutores vampiros, protagonistas de campeões de bilheteria como a série de filmes “Crepúsculo” está levando muitos jovens ao redor do mundo a mexer com “forças ocultas”, alertou uma das maiores autoridades em possessão demoníaca do Vaticano durante um curso sobre exorcismo.

“Há aqueles que tentam transformar as pessoas em vampiros e fazê-las beber o sangue de outras, ou incentivá-las a ter relações sexuais especiais para obter poderes especiais”, disse o professor Giuseppe Ferrari na reunião em Roma, complementando o que ouviu dizer que o número de tais possessões está aumentando globalmente, conforme noticiou o jornal britânico “The Independent”. “Esses grupos são atraídos pelos chamados belos vampiros jovens que temos visto tanto nos últimos anos.”

Ferrari, que dirige o Grupo de Pesquisa e Informação Sócio-Religiosa, afirmou, ainda, que o exorcismo só devem ser realizados por sacerdotes devidamente treinados. Embora o Vaticano afirme que a possessão demoníaca seja rara, com muitos casos suspeitos que acabam sendo de pessoas com doenças mentais, o Papa Francisco exortou dioceses para garantir que sigam lei católica e tenham pelo menos um exorcista treinado em cada.

Já o padre exorcista suíço Cesare Truqui disse à publicação que o curso desta semana, com a presença de exorcistas, sacerdotes e leigos, era vital, a fim de sensibilizar e aprimorar as habilidades dos padres na luta mal.

“O ato de realizar o exorcismo é pouco conhecido entre os sacerdotes. É como treinar para ser um jornalista sem saber como fazer uma entrevista “, disse ele, observando também que dioceses da Itália e de outros locais estavam passando por uma onda de relatos de sintomas de possessão.

Em 2012 verificou-se que a diocese de Milão, a maior do mundo, tinha instalado uma hotline de exorcismo para lidar com a demanda. Monsenhor Angelo Mascheroni, chefe exorcista de Milão, disse que a sua diocese havia dobrado o número de exorcistas de seis para 12 de lidar com o aumento de 100% no número de pedidos de ajuda ao longo dos últimos 15 anos.

Padre Cesare afirmou ter visto pessoas possuídas falar diferentes línguas e exibir força sobrenatural, incluindo uma “mulher pequena, que não conseguiu ser presa por três homens fortes”.

Fonte: O Globo

Você sabe quantas palavras as mulheres falam na Bíblia?

MARY BIBLE

Há 93 mulheres que falam na Bíblia e 49 delas têm nome. Estas mulheres juntas falam um total de 14.056 palavras – cerca de 1,1 por cento do total de palavrasencontradas no livro sagrado.

Essa descoberta é da Reverenda Lindsay Hardin Freeman, sacerdotisa Episcopal, que há três anos embarcou em um projeto inédito: contar todas as palavras ditas por mulheres na Bíblia. Com a ajuda de outras três mulheres da sua comunidade religiosa – bem como de marcadores, anotações e planilhas – Freeman desmembrou meticulosamente a nova versão internacional da Bíblia.

“Eu queria saber o que realmente foi dito por mulheres na Bíblia”, disse Freeman ao The Huffington Post. “Fiquei surpresa ao ver que ninguém havia feito isso antes.”

As mulheres se reuniam no porão da Igreja Episcopal Trindade, em Excelsior, Minnesota, onde Freeman servia como reitora na época em que iniciou o projeto. Seu trabalho era identificar cada mulher que aparecesse falando na Bíblia, contar quantas palavras ela pronunciava e verificar qual era o seu papel principal. Seus esforços culminaram em um livro, Bible Women: All Their Words and Why They Matter (“As Mulheres da Bíblia: Todas as Suas Palavras e Por Que Fazem a Diferença”, em tradução livre), publicado em setembro de 2014.

Algumas das mulheres bíblicas são proeminentes e bem conhecidas, como a mãe de Jesus, Maria, que proferiu apenas 191 palavras. Maria Madalena disse 61 palavras, enquanto Sarah, esposa de Abraão, 141. Muitas das personagens femininas na Bíblia passam pelo que Freeman chamou de um “enorme trauma”, e em grande parte elas foram silenciadas ao longo dos séculos.

“Nós, por algum motivo, nos esquecemos do testemunho das mulheres na Bíblia pelos últimos milhares de anos e todas as contribuições que elas fizeram para a fé e para a história do mundo”, disse Freeman. “Finalmente agora estamos descobrindo suas histórias.”

Freeman também é a autora de The Scarlet Cord: Conversations With God’s Chosen Women (“A Corda Escarlate: Conversas com as Mulheres Escolhidas por Deus”, em tradução livre), onde analisa as histórias de 12 mulheres da Bíblia.

Greg Carey, professor de “O Novo Testamento” no Seminário Teológico de Lancaster, concordou com Freeman e disse que o livro dela realiza “um serviço valioso” ao elevar as histórias dessas mulheres.

“A Bíblia foi escrita por homens, em grande parte para os homens e as contribuições das mulheres estão espalhadas escassamente em suas páginas”, disse Carey ao HuffPost. “Ao trazer essas mulheres e suas histórias a um lugar só, Freeman abre uma oportunidade para que nós as vejamos como um todo.”

Freeman dedicou um capítulo do seu livro para cada livro da Bíblia, e os capítulos estão divididos em seções para cada mulher que aparece em um determinado livro. Em Gênesis, por exemplo, Freeman e sua equipe descobriram falas de 11 mulheres, em comparação com 50 homens.

Ler e analisar as narrativas dessas mulheres fez que as suas histórias ganhassem vida, disse Freeman, e também a ajudou a começar a vê-las como “vizinhas”, com sábias e importantes mensagens para oferecer.

“Eu acho que elas têm muito a compartilhar conosco sobre o que significa acreditar e ter fé”, refletiu Freeman, observando o impacto do trabalho na sua equipe. “Nós fomos transformadas; o nosso pequeno grupo de quatro pessoas se transformou”, ela disse. “Choramos e rimos com essas histórias. Nossa fé aumentou”.

Fonte: Brasilpost

Novo presidente da Nigéria, o islâmico Muhammadu Buhari, que é a favor da “sharia”, afirmou que vai “acabar com o Boko Haram em questão de meses”. Você acredita?

Em meio aos ataques terroristas realizados pelo Boko Haram, a Nigéria elegeu seu novo presidente, o muçulmano Muhammadu Buhari que teve cerca 15 mil votos, dois mil a mais do que presidente anterior, Goodluck Jonathan que tentava a reeleição.

Aos 72 anos, o novo presidente é ex-general do exército e chegou a governar o país entre janeiro de 1984 e agosto de 1985 após um golpe militar realizado em dezembro de 1983.

Muitos nigerianos lembram de Buhari por sua campanha contra a corrupção, mas também por abusos aos direitos humanos, motivo que o levou a ser deposto e preso.

Muçulmano da etnia Fulani, o novo presidente fez campanha prometendo colocar fim aos terroristas do Boko Haram “em questão de meses”, deixando claro que não irá negociar com o grupo e não poupando crítica a Jonathan que não conseguiu controlar os rebeldes.

Por ter sido um general, a população – principalmente do Norte do país, acredita que ele poderá enfrentar o Boko Haram usando seus conhecimentos militares, um dos pontos que o fez se destacar nessas eleições.

Essa foi a segunda vez que Buhari enfrentou Jonathan, nas eleições passadas eles se enfrentaram nas urnas e o político cristão acabou vencendo.

Mahamadu Buhari é a favor da Sharia, lei islâmica que tem motivado os terroristas do Boko Haram a matar cristãos em diversas cidades e a destruir vilarejos para montar um califado. Os cristãos do sul sempre impediram que ele fosse eleito, cargo que Buhari vem disputando desde 2003.

Fonte: Gospel Prime

China vira campeã de atentados aos Direitos Humanos e repressão da Internet

Policial impede fotos durante prisão de manifestantes
Policial impede fotos durante prisão de manifestantes

O presidente comunista chinês, Xi Jinping, acaba de ganhar o indesejável prêmio de maior violador dos direitos humanos, segundo se depreende de um balanço da ONG Human Rights Watch (HRW).

O argumento em favor da premiação foi que o governo chinês por ele presidido lançou desde março de 2013 “um ataque espetacular contra os direitos humanos fundamentais, com uma ferocidade inédita há anos”, escreveu o diário de Paris “Le Figaro”.

O relatório anual da HRW afirma ainda que, “sob o presidente Xi, a China deu rapidamente marcha atrás nas reformas que haviam sido efetivadas em matéria de direitos humanos e também na promessa feita pelo Partido Comunista de ‘governar o país de acordo com a lei’”.

Segundo Sophie Richardson, diretora na China do HRW, “a repressão das vozes críticas é a pior dos últimos dez anos e não parece que esteja perto de parar”.

Em 2014, o governo socialista restringiu ainda mais a pouca liberdade de que desfrutavam a mídia, os internautas, os universitários e os artistas.

Pequim não tolera a menor crítica ao Partido Comunista Chinês (PCC), o único legal no país, cuja hegemonia totalitária não pode ser posta em dúvida, nem mesmo no caso de um ato individual.

A caçada aos “desvios ideológicos” está aberta, observou “Le Figaro” de Paris. As autoridades reprimem a sociedade civil, perseguem e prendem os militantes dos direitos, advogados e dissidentes.

Policiais fazem treinos dissuasórios na estação de trem de Yiwu, no estado de Zhejiang
Policiais fazem treinos dissuasórios na estação de trem de Yiwu, no estado de Zhejiang

O Partido abriu processos ou prendeu milhares de funcionários públicos ou membros do Partido, encarcerando-os com frequência segundo o sistema de detenção extrajudicial conhecido comoshuanggui.

Xi declarou guerra a valores universais – liberdade, democracia, direitos – respeitados pela humanidade, mas considerados por ele como uma ameaça ao regime comunista. Os chineses devem se conformar a obedecer firmemente às arbitrariedades ideológicas marxistas e socialistas.

Xi e sua equipe ficarão no poder até por volta de 2023, mas desde que assumiu a presidência, observou aAFP, já prendeu ou condenou centenas de críticos.

“A China continua sendo um Estado autoritário que viola sistematicamente direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, associação, reunião e religião”, acrescentou Human Rights Watch.

Xi impulsiona uma muito publicitada campanha anticorrupção, que na prática “veio sendo conduzida por modos que minam o Estado de Direito”.

Cao Shunli, falecido na prisão em 2014, foi preso em 2013 após viajar a Genebra a fim de participar de uma sessão da ONU sobre os direitos humanos na China.

A decisão de “negar uma genuína democracia em Hong Kong” é outro dos sinais ditatoriais denunciados.

“La Nación”, de Buenos Aires, também informou que a Administração do Ciberespaço de China, órgão que controla o movimento na Internet e os meios de comunicação virtual, baixou mais normas obrigando os usuários a se identificarem ante as autoridades e proibindo a divulgação de conteúdos “que desafiem o sistema político do país”.

O mencionado organismo, controlador do ciberespaço chinês e responsável pela aplicação das novas normas, é o rosto visível da máquina repressiva do mundo virtual.

As empresas tecnológicas lembram os bloqueios anteriores de serviços online e das redes privadas virtuais que driblam os filtros policiais na Internet.

China aperta o Grande Firewall para censurar  a maior comunidade de usuários de Internet
China aperta o Grande Firewall para censurar
a maior comunidade de usuários de Internet

630 milhões de usuários da Web serão atingidos. Eles já não podem acessar serviços como o Facebook, Twitter e Instagram. Os fornecedores de acesso serão especialmente vigiados e punidos pelas atividades de seus usuários.

Lu Wei, funcionário tido como a mão direita do presidente Xi, ficou encarregado do cancelamento de contas com nomes fictícios para, segundo ele, combater aqueles que danificam seriamente os valores do socialismo, disse Xu Feng, um dos diretores da Administração do Ciberespaço da China, citado pelo site da Bloomberg.

As novas proibições se aplicam a blogs, foros de discussão e outros espaços virtuais onde os cidadãos chineses se expressam publicamente, sem o controle dos meios do Estado.

Os usuários considerados indesejáveis ficarão sem contas. Empresas nacionais como Tencent, WeChat e o popularíssimo Weibo, o Twiter chinês, padecerão o enrijecimento dos controles sobre seus clientes.

Weibo já anunciou que acatará a decisão.

Xu ameaçou que aqueles que forem pegos pelo sistema sofrerão o peso das leis, mas não especificou quais serão as penalidades.

Nove categorias de novos crimes foram definidas, mas todas são suficientemente vagas e confusas para punir qualquer um.

“O que mais o governo quer controlar?” perguntou um micro-blogueiro. “Futuramente não poderemos dizer nada que vá contra o governo”.

Parece sonho do PT…

Fonte: Pesadelo Chinês

Os três tipos de “outsiders”

Que o advento do capitalismo colocou a economia no centro e no topo da existência é algo que ninguém pode negar, e é óbvio que a esse tipo de vida só se amoldam com algum conforto interior os entusiastas do dinheiro e os conformistas mais medíocres e sonsos. Todos os outros, por mais gratos ao progresso técnico e ao conforto material, sentem que no mundo capitalista algo de muito essencial e precioso lhes foi roubado: não adianta você dispor de todos os meios se a vida não tem outra finalidade senão produzir mais meios.

Se o capitalismo obteve mais sucesso nos EUA do que em qualquer outro lugar foi apenas porque aí, desde o início, o esforço de produzir e lucrar veio associado à ética cristã da ajuda ao próximo e ao sonho heróico da conquista do território – dois objetivos de vida mais do que suficientes para animar o espírito de um povo. O capitalismo puro, reduzido ao esquematismo de uma fórmula econômica, tal como se viu nos romances de Balzac e nas análises de Karl Marx que eles inspiraram, jamais existiu nos EUA até o fim da II Guerra. O que existiu foi um capitalismo vivificado e embelezado pela religião cristã e pelo espírito de aventura. Tão logo o primeiro desses fatores começou a debilitar-se no cenário cultural e o segundo perdeu todo sentido no território já integralmente dominado, o capitalismo americano deixou de ser um ideal para se tornar uma máquina de auto-reprodução que prescinde de qualquer outra justificativa além da própria capacidade de reproduzir-se e crescer ilimitadamente. David Riesman, no clássico The Lonely Crowd (1950), assinala que, a partir desse momento, um novo tipo de personalidade-padrão passou a predominar na sociedade americana em substituição ao homem devoto da era colonial e ao self made man dos tempos heróicos: o homenzinho trêmulo e  obediente, perfeitamente ajustado ao mecanismo do qual espera proteção e segurança – oOrganization Man (1956), como o chamou William H. Whyte Jr. em outro livro clássico. Não espanta que desde então a burocracia estatal interferisse cada vez mais na economia e até na vida pessoal dos cidadãos, descaracterizando o capitalismo americano e transformando-o cada vez mais num tipo incipiente de socialismo, onde os interesses do Estado convergem com o das grandes corporações no sentido de realizar, por via burocrática, o império da organização econômica como único padrão e critério de julgamento, a que todos os valores religiosos, morais e culturais devem se submeter. Na mesma medida, uma ética coletivista passa a predominar sobre o ideal da responsabilidade individual, e a crítica cultural de esquerda ao capitalismo, forçando sob esse pretexto a redução de tudo às exigências da economia que ela mesma condena, se torna uma profecia auto-realizável.

Nos EUA, essa situação construiu-se sobre os escombros da tradição cristã e do espírito aventureiro. Nos países onde não encontrou semelhantes fatores de resistência, esse resultado se obteve de maneira muito mais rápida e direta, em muitos deles com o agravante do subdesenvolvimento, onde o misto de capitalismo incipiente, ineficiência e permanente exasperação socialista reduz a vida a uma “luta contra a pobreza”, que é a versão favelada da luta pela prosperidade.

Seja nesses países, seja no capitalismo americano esvaziado de seus valores culturais, onde quer que a economia subjugue dessa maneira as outras dimensões da vida social, o resultado é aquele tipo de existência sem sentido no qual só se sentem à vontade, de um lado, os mais materialistas, que regem o espetáculo e, de outro lado, os mais burrinhos, incapazes de aspirar a qualquer coisa mais alta que uma sobrevivência protegida.

É aí que começam a brotar, em número cada vez maior, os desajustados, os revoltados, os outsiders.

Há basicamente três tipos de outsiders. Para abreviar, vou chamá-los de “o fracassado”, “o gênio” e “o militante”.

O primeiro é o desajustado em sentido estrito, incapaz de jogar o jogo e até de assimilar as regras. Por mais que tentem ajudá-lo, fracassa nos estudos, no trabalho e na vida social, caindo logo para a loucura, o vício, o crime. Em muitos países – o Brasil, por exemplo – esse tipo representa mais de dez por cento da população.

O segundo compreende muito bem as regras e sabe usá-las, mas prefere jogar o seu próprio jogo. Buscando no interior da sua alma a raiz do espírito que vivifica e fortalece, ele pode enfrentar no início o isolamento e a rejeição, mas acaba sempre obrigando a sociedade a aceitá-lo como ele é, e não raro a render-lhe homenagem, mesmo a contragosto. Gênios, sobretudo literários, existiram antes do capitalismo, é claro, mas não eram outsiders. Passaram a sê-lo no tempo de Baudelaire e Flaubert, ou, nos EUA, uns poucos a partir da I Guerra e em massa a partir da II.

O terceiro é um misto, feito de versões diluídas e atenuadas dos outros dois. Tem a fraqueza do primeiro, sem o seu derrotismo, e a ambição do segundo, sem a sua força. Não compreende a sociedade mas não aceita que ela o esmague. Junta-se portanto a outros milhares iguais a ele, buscando no apoio do grupo as forças que o gênio encontra em si próprio. Incapaz de transformar-se, jura que vai transformar o mundo.

O número de correligionários é o fator decisivo na vida dos militantes. Quando em minoria, reúnem-se para compensar o isolamento grupal com a reiteração histérica do discurso crítico, que lhes infunde um sentimento forçado de superioridade. Quando se tornam maioria dominante, esse sentimento se transmuta em critério de normalidade, impondo-se à sociedade inteira e marginalizando como doentes ou criminosos aqueles que ainda permanecem normais no sentido antigo.

A pletora de gênios literários que floresceu no mundo desde o século XIX conferiu ao outsider um prestígio quase sacral, que dos gênios se estendeu por osmose aos loucos e aos militantes, como se a doença de uns e a auto-hipnose grupal dos outros fossem formas de genialidade.

As modalidades de existência mais capengas que existem tornaram-se modelos de perfeição humana.

* * *

Talvez o sinal mais patente de que a militância revolucionária é uma forma inferior e mórbida de existência é a absoluta impossibilidade que um escritor revolucionário tem de enxergar como seres humanos normais, sem deformações sádicas ou grotescas, os que não compartilham das suas crenças. A literatura mundial está repleta de personagens revolucionários tratados com simpatia e compreensão por escritores conservadores e reacionários como Balzac, Dostoiévski, Bernanos, Joseph Conrad ou o nosso Octávio de Faria. Um reacionário que não seja mau ou ridículo é algo que simplesmente inexiste na literatura comunista. Isso mostra, da maneira mais patente, que a visão do mundo revolucionária é uma fantasia histérica, em que a percepção direta do ser humano tal como ele aparece na vida real é sufocada sob o peso do estereótipo ideológico.

Fonte: MsM

Jean Wyllys quer legalizar o aborto no Brasil

Se depender do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) o aborto será legalizado no Brasil. O parlamentar apresentou o projeto de lei 882/15 que prevê a legalização do aborto até 12 semanas de gestação no Sistema Único de Saúde (SUS) se a mulher assim o quiser.

“Precisamos tornar essa pauta uma política pública, independente de ser contra ou a favor da interrupção voluntária da gravidez indesejada”, defendeu Jean Wyllys. O deputado chegou a gravar um vídeo buscando apoio para sua nova prioridade na Câmara Federal.

Na justificativa do PL, Wyllys ataca indiretamente os grupos pró-vida declarando que “os discursos contra a legalização do aborto estão contaminados por mentiras, falácias e hipocrisia”. O deputado mobilizou todas as suas redes sociais para defender o aborto.

Wyllys disse também que o projeto de lei foi elaborado com a participação e colaboração de “diferentes entidades, coletivos e pessoas, especialistas na matéria e militantes dos movimentos sociais”, mas não informou os nomes e instituições que apoiam o projeto.

Para o senador Magno Malta, presidente da Frente Parlamentar Em Defesa da Família e da Vida, a vida começa na concepção e por isso aborto é assassinato. Ele chamou a atenção dos evangélicos para a retomada da agenda da morte no Congresso Nacional.

“Não podemos relativizar as coisas. Aborto é assassinato. E uma forma cruel de assassinato, porque o bebê não tem chance alguma de defesa. A vida quem dá é Deus. Não são os deputados ou especialistas que podem dizer quem merece viver ou não”, criticou.

Fonte: Gospel Prime