A destruição da inteligência

Aprender, imitar e introjetar o vocabulário, os tiques e trejeitos mentais e verbais da escola de pensamento dominante na sua faculdade é, para o jovem estudante, um desafio colossal e o cartão de ingresso na comunidade dos seus maiores, os tão admirados professores. A aquisição dessa linguagem é tão dificultosa, apelando aos recursos mais sutis da memória, da imaginação, da habilidade cênica e da autopersuasão, que seria tolo concebê-la como uma simples conquista intelectual. Ela é, na verdade, um rito de passagem, uma transformação psicológica, a criação de um novo “personagem”, apoiado no qual o estudante se despirá dos últimos resíduos da sentimentalidade doméstica e ingressará no mundo adulto da participação social ativa. É quase impossível que essa identificação profunda com o personagem aprendido não seja interpretada subjetivamente como uma concordância intelectual, ao ponto de que, no instante mesmo em que repete fielmente o discurso decorado, ou no máximo faz variações em torno dele, o neófito jure estar “pensando com a própria cabeça” e “exercendo o pensamento crítico”. A imitação é, com certeza, o começo de todo aprendizado, mas ela só funciona porque você imita uma coisa, depois outra, depois uma infinidade delas, e com a soma dos truques imitados compõe no fim a sua própria maneira de sentir, pensar e dizer.

No aprendizado da arte literária isso é mais do que patente. O simples esforço de assimilar auditivamente a maneira, o tom, o ritmo, o estilo de um grande escritor já é uma imitação mental, uma reprodução interior daquilo que você está lendo. A imitação torna-se ainda mais visível quando você decora e declama poemas, discursos, sermões ou capítulos de uma narrativa. Porém nas suas primeiras investidas na arte da escrita é impossível que você não copie, adaptando-os às suas necessidades expressivas, os giros de linguagem que aprendeu em Machado de Assis, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Balzac, Stendhal e não sei mais quantos. Esse exercício, se você é um escritor sério, continua pela vida a fora. Quando conheci Herberto Sales – que Otto Maria Carpeaux julgava o escritor dotado de mais consciência artística já nascido neste país –, ele estava sentado no saguão do Hotel Glória com um volume de Proust e um caderninho onde anotava cada solução expressiva encontrada pelo romancista, para usá-la a seu modo quando precisasse. Já era um homem de setenta e tantos anos, e ainda estava praticando as lições do velho Antoine Albalat.[1] É assim, por acumulação e diversificação dos recursos aprendidos, que se forma, pari passu com a evolução natural da personalidade, o estilo pessoal que singulariza um escritor entre todos. T. S. Eliot ensinava que um escritor só é verdadeiramente grande quando nos seus escritos transparece, como em filigrana, toda a história da arte literária.

Em outros tipos de aprendizado, a imitação é ainda mais decisiva. Nas artes marciais e na ginástica, quantas vezes você não tem de repetir o gesto do seu instrutor até aprender a produzi-lo por si próprio! Na música, quantas performances magistrais o pianista não aprende de cor até produzir a sua própria! Nas ciências e na tecnologia, o manejo de equipamentos complexos nunca se aprende só em manuais de instrução: o aluno tem de ver e imitar o técnico mais experiente, num processo de assimilação sutil que engloba, em doses consideráveis, a transmissão não-verbal. [2] 

Por que seria diferente na filosofia? Compreender uma filosofia não se resume nunca em ler as obras de um filósofo e julgá-las segundo uma reação imediata ou as opiniões de um professor. É impregnar-se de um modo de ver e pensar como se ele fosse o seu próprio, é olhar o mundo com os olhos do filósofo, com ampla simpatia e sem medo de contaminar-se dos seus possíveis erros. Se desde o início você já lê com olhos críticos, buscando erros e limitações, o que você está fazendo é reduzir o filósofo à escala das suas próprias impressões, em vez de ampliar-se até abranger o “universo” dele. Erros e limitações não devem ser buscados, devem surgir naturalmente à medida que você assimila novos e novos autores, novos e novos estilos de pensar, pesando cada um na balança da tradição filosófica e não da sua incultura de principiante. Não seria errado dizer que, entre outros critérios, um professor de filosofia deve ser julgado, sobretudo, pelo número e variedade dos autores, das escolas de pensamento, das vias de conhecimento que abriu em leque para que seus estudantes as percorressem.[3] 

Não é preciso mais exemplos. Em todos esses casos, a imitação é o gatilho que põe em movimento o aprendizado, e em todos esses casos ela não se congela em repetição servil porque o aprendiz passa de modelo a modelo, incorporando uma diversidade de percepções e estilos que acabarão espontaneamente se condensando numa fórmula pessoal, irredutível a qualquer dos seus componentes aprendidos. Mas o que acontece se, em vez disso, o aluno é submetido, por anos a fio, à influência monopolística de um estilo de pensamento dominante, aliás muito limitado no seu escopo e na sua esfera de interesses, e adestrado para desinteressar-se de tudo o mais sob a desculpa de que “não é referência universitária”? Se durante quatro, cinco ou seis anos você é obrigado a imitar sempre a mesma coisa, e ainda temendo que o fracasso em adaptar-se a ela marque o fim da sua carreira universitária, a imitação deixa de ser um exercício temporário e se torna o seu modo permanente de ser – um “hábito”, no sentido aristotélico.

É como um ator que, forçado a representar sempre um só personagem, não só no palco mas na vida diária, acabasse incapaz de se distinguir dele e de representar qualquer outro personagem, inclusive o seu próprio. Pirandello explorou magistralmente essa situação absurda na peça Henrique IV, onde um milionário louco, imaginando ser o rei, obriga os empregados a comportar-se como funcionários da côrte, até que eles acabam se convencendo de que são mesmo isso.

Toda imitação depende de uma abertura da alma, de uma impregnação empática, de uma suspension of disbelief em que o outro deixa de ser o outro e se torna uma parte de nós mesmos, sentindo com o nosso coração e falando com a nossa voz. Se praticamos isso com muitos modelos diversos, sem medo das contradições e perplexidades, nossa mente se enriquece ao ponto do nihil humanum a me alienum, daquela universalidade de perspectivas que nos liberta do ambiente mental imediato e nos torna juízes melhores de tudo quanto chega ao nosso conhecimento. Não é errado dizer que o julgamento honesto e objetivo depende inteiramente da variedade dos pontos de vista, contraditórios inclusive, que podemos adotar como “nossos” no trato de qualquer questão. Em contrapartida, o enrijecimento da alma num papel fixo abusa da capacidade de imitação até corrompê-la e extingui-la por completo, bloqueando toda possibilidade de abertura empática a novos personagens, a novos estilos, a novos sentimentos e modos de ver.

Habituado a tomar como referência única o conjunto de livros e autores que compõe o universo mental da esquerda militante, e a olhar com temerosa desconfiança tudo o mais, o estudante não só se fecha num provincianismo que se imagina o centro do mundo, mas perde realmente a capacidade de aprendizado, tornando-se um repetidor de tiques e chavões, caquético antes do tempo. Quem não sabe que, no meio acadêmico brasileiro, a receita uniforme, há mais de meio século, é Marx-Nietzsche-Sartre-Foucault-Lacan-Derrida, não se admitindo outros acréscimos senão os que pareçam estender de algum modo essa tradição, como Slavoj Zizek, Istvan Meszaros ou os arremedos de pensamento que levam, nos EUA, o nome de “estudos culturais”?

 

Daí a reação de horror sacrossanto, de ódio irracional, não raro de repugnância física, com que tantos estudantes das nossas universidades reagem a toda opinião ou atitude que lhes pareça antagônica ao que aprenderam de seus professores. Não que estejam realmente persuadidos, intelectualmente, daquilo que estes lhes ensinaram. Se o estivessem, reagiriam com o intelecto, não com o estômago. O que os move não é uma convicção profunda, séria, refletida: é apenas a impossibilidade psicológica de desligar-se, mesmo por um momento, do “eu” artificial aprendido, cuja construção lhes custou tanto esforço, tanto investimento emocional.

Justamente, a convicção intelectual genuína só pode nascer da experiência, do longo demorado com os aspectos contraditórios de uma questão, o que é impossível sem uma longa resignação ao estado de dúvida e perplexidade. A intensidade passional que se expressa em gritos de horror, em insultos, em afetações de superioridade ilusória, marca, na verdade, a fragilidade ou ausência completa de uma convicção intelectual. A construção em bloco de um personagem amoldado às exigências sociais e psicológicas de um ambiente ideologicamente carregado e intelectualmente pobre fecha o caminho da experiência, portanto de todo aprendizado subseqüente.

A irracionalidade da situação é ainda mais enfatizada porque o discurso desse personagem o adorna com o prestígio de um rebelde, de um espírito independente em luta contra todos os conformismos. Poucas coisas são tão grotescas quanto a coexistência pacífica, insensível, inconsciente e satisfeita de si, da afetação de inconformismo com a subserviência completa à autoridade de um corpo docente. No auge da alienação, o garoto que passou cinco anos intoxicando-se de retórica marxista-feminista-multiculturalista-gayzista nas salas de aula, que reage com quatro pedras na mão ante qualquer palavra que antagonize a opinião de seus professores esquerdistas, jura, depois de ler uns parágrafos de Bourdieu para a prova, que a universidade é o “aparato de reprodução da ideologia burguesa”. Aí já não se trata nem mesmo de “paralaxe cognitiva”, mas de um completo e definitivo divórcio entre a mente e a realidade, entre a máquina de falar e a experiência viva.

Se, conforme se observou em pesquisa recente, cinqüenta por cento dos nossos estudantes universitários são analfabetos funcionais[4] – não havendo razão plausível para supor que a quota seja menor entre seus professores mais jovens –,  isso não se deve somente a uma genérica e abstrata “má qualidade do ensino”, mas a um fechamento de perspectivas que é buscado e imposto como um objetivo desejável.

Não que a presente geração de professores que dá o tom nas universidades brasileiras tenha buscado, de maneira consciente e deliberada, a estupidificação de seus alunos. Apenas, iludidos pelo slogan que os qualificava desde os anos 60 do século XX como “a parcela mais esclarecida da população”, tomaram-se a si próprios como modelos de toda vida intelectual superior e acharam que, impondo esses modelos a seus alunos, estavam criando uma plêiade de gênios. Medindo-se na escala de uma grandeza ilusória, incapazes de enxergar acima de suas próprias cabeças, tornaram-se portadores endêmicos da síndrome de Dunning-Kruger[5] e a transmitiram às novas gerações. Os cinqüenta por cento de analfabetos funcionais que eles produziram são a imagem exata da sua síntese de incompetência e presunção.

Notas:

[1] V. Antoine Albalat, La Formation du Style par l’Assimilation des Auteurs (Paris, Alcan, 1901).

[2] V. sobre isso as considerações de Theodore M. Porter em Trust in Numbers. The Pursuit of Objectivity in Science and Public Life,  Princeton University Press, 1995, pp. 12-17.

[3] Digo isso com a consciência tranqüila de haver cumprido esse dever. Ao longo dos anos, introduzi no espaço mental brasileiro mais livros e autores essenciais  do que todos os corpos docentes de faculdades de filosofia neste país, somados aos “formadores de opinião” da mídia popular. Em vez de me agradecer, ou de pelo menos ter a sua curiosidade despertada pela súbita abertura de perspectivas, estudantes e professores, com freqüência, me acusaram de “citar autores desconhecidos” – dando por pressuposto que tudo o que é ignorado no seu ambiente imediato é desconhecido do resto do mundo e não tem a mais mínima importância.

[4] V. http://www.folhapolitica.org/2014/02/pesquisador-conclui-que-mais-da-metade.html.

[5] Efeito Dunning-Kruger: incapacidade de comparar objetivamente as próprias habilidades com as dos outros. “Quanto menos você sabe sobre um assunto, menos coisas acredita que há para saber.” V. David McRaney, You Are Not So Smart, London, Oneworld Publications, 2012, pp. 78-81.

Fonte: MsM

Querem ressuscitar o experimento de Urey-Miller. Mas, precisa?…

Neste artigo publicado recentemente na Angewandte Chemie International Edition, os autores tentam ressuscitar o experimento morto de Urey-Miller sobre a origem da vida:
A Plausible Simultaneous Synthesis of Amino Acids and Simple Peptides on the Primordial Earth†
Eric T. Parker1, Dr. Manshui Zhou1, Dr. Aaron S. Burton2, Dr. Daniel P. Glavin3,Dr. Jason P. Dworkin3, Prof. Dr. Ramanarayanan Krishnamurthy4, Prof. Dr. Facundo M. Fernández1,* andProf. Dr. Jeffrey L. Bada5,*
Article first published online: 25 JUN 2014
DOI: 10.1002/anie.201403683
Keywords:
amino acids; cyanamide; mass spectrometry; peptides; polymerization
Stanley Miller, 1999.
Source/Fonte: James Sugar
Abstract
Following his seminal work in 1953, Stanley Miller conducted an experiment in 1958 to study the polymerization of amino acids under simulated early Earth conditions. In the experiment, Miller sparked a gas mixture of CH4, NH3, and H2O, while intermittently adding the plausible prebiotic condensing reagent cyanamide. For unknown reasons, an analysis of the samples was not reported. We analyzed the archived samples for amino acids, dipeptides, and diketopiperazines by liquid chromatography, ion mobility spectrometry, and mass spectrometry. A dozen amino acids, 10 glycine-containing dipeptides, and 3 glycine-containing diketopiperazines were detected. Miller’s experiment was repeated and similar polymerization products were observed. Aqueous heating experiments indicate that Strecker synthesis intermediates play a key role in facilitating polymerization. These results highlight the potential importance of condensing reagents in generating diversity within the prebiotic chemical inventory.
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As críticas antigas de Jonathan Wells do experimento de Urey-Miller ainda se aplicam:
(1) Os pesquisadores ainda usaram os gases errados: metano, amônia, e vapor de água. Há décadas, os geoquímicos não têm considerado a probabilidade de que esses gases foram abundantes na atmosfera da Terra primitiva.
(2) Os pesquisadores ainda ignoraram a presença de oxigênio, que destrói os produtos desejados. Wells explicou que o oxigênio, provavelmente, era abundante devido à fotodissociação da água na atmosfera. O oxigênio permaneceria enquanto que o hidrogênio escaparia rapidamente para o espaço.
(3) Mesmo que traços de quantidades de amônia ou metano e outros gases redutores estivessem presentes, eles teriam sido destruídos rapidamente pela radiação ultravioleta.
(4) Nenhum aminoácido tem sido criado em experimentos de descarga de faíscas usando uma atmosfera real de nitrogênio, dióxido de carbono e vapor de água, mesmo na ausência de oxigênio.
(5) Os aminoácidos produzidos eram racêmicos (misturas de formas dextrogiras e levogiras). Fora as raras exceções, a vida usa somente a forma levogira.
Os astrobiólogos precisam explicar como que o primeiro replicador isolou uma mão daquela mistura, ou como inicialmente obteve função de formas misturadas de aminoácidos, e depois mais tarde converteu-as em formas únicas de mãos. Nenhuma dessas possibilidades é plausível para processos naturais não guiados – especialmente quando a seleção natural não estaria disponível até que a replicação exata fosse alcançada.
(6) Reações cruzadas indesejáveis com outros produtos gerariam alcatrão, destruindo os aminoácidos. Somente isolando os produtos desejados (uma forma de interferência do investigador – alguém poderia chamar de design inteligente) é que eles poderiam reivindicar sucesso parcial.
(7) Os aminoácidos tendem a se desfazer em água e não a se juntar. Sob as melhores condições com cianamida, Bada e Parker somente obtiveram dipeptídeos. Ciclos repetidos de molhar e secar teriam que ser imaginados para a polimerização, mas muitos astrobiólogos hoje em dia pensam que a vida se originou nas fontes hidrotermais profundas.
(8) Os reagentes desejados seriam extremamente diluídos nos oceanos sem plausíveis mecanismos de concentração. Mesmo assim, eles se dispersariam sem os vasos plausíveis como as membranas celulares, para mantê-los próximos.
(9) Os polipeptídeos sem vida não iriam a lugar nenhum sem um código genético para conduzi-los.
(10) Os experimentos de Urey-Miller não podem falar da origem de outras moléculas complexas necessárias para a vida: ácidos nucleicos, açúcares e lipídios. Algumas dessas moléculas complexas exigem condições muito diferentes do que as retratadas para a síntese de aminoácidos: e.g., um ambiente deserto com boro para a síntese da ribose (essencial para o RNA).
O experimento de Urey-Miller sobre a origem da vida pode ser uma teoria bonita para alguns, mas como Thomas Huxley bem salientou, muitas teorias bonitas foram mortas somente por um fato feio. Nós acabamos de lhe apresentar dez fatos feios que matam o ícone do experimento de Urey-Miller.
Este morto não vai ressuscitar!

(Baseado em material publicado por teóricos do DI).

Veja o que pensam os candidatos à Presidência sobre aborto e drogas


Veja o que pensa os candidatos à Presidência sobre aborto e drogas

O aborto foi um dos temas decisivos na campanha eleitoral de 2010, principalmente no segundo turno. Polêmico, o tema divide a opinião da sociedade e coloca os candidatos em uma posição defensiva para não perder o voto dos eleitores. Outros temas são tão polêmicos como o aborto e prometem ganhar destaque nas eleições de 2014: descriminalização da maconha e o ensino religioso obrigatório. Para saber o que pensa cada um dos candidatos à Presidência do Brasil, o UOL entrou em contato com eles e fez uma lista com o que cada um pensa sobre esses três assuntos. Vamos retransmitir o que pensa os quatro candidatos que estão nos primeiros lugares das pesquisas eleitorais e que terão mais tempo na imprensa: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Pastor Everaldo Pereira (PSC), mas você pode acessar o UOL e conferir a lista de todos os candidatos que responderam a entrevista do site.

Descriminalização do aborto

Dilma Rousseff (PT)

É contra. “Defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto”, afirmou em 2010, quando era candidata ao Planalto.

Aécio Neves (PSDB)

É contra. “Sou a favor da legislação atual, sem mudanças”, afirmou o tucano em entrevista a uma revista em junho de 2013.

Eduardo Campos (PSB)

É contra. Considera a legislação adequada e não vê razões para seja alterada a lei. “Como cristão, cidadão e pai de cinco filhos, minha vida já responde à pergunta”, disse em entrevista em uma missa em Aparecida (SP) em abril.

Pastor Everaldo Pereira (PSC)

É contra. “Defendo os princípios cristãos, defendo a vida a partir da concepção, e sou a favor de todas as leis civis e penais que defendam o direito à vida. A criminalização do assassinato de vida intrauterina é tão importante quanto a criminalização do assassinato de vida extrauterina. As exceções que hoje constam no direito brasileiro já são mais do que suficientes para regular a questão”.

Descriminalização da maconha

Dilma Rousseff (PT)

Afirmou ser contra nas eleições de 2010, quando era candidata. Na campanha atual, não se pronunciou.

Aécio Neves (PSDB)

É contra. A posição difere daquela adotada por FHC, seu padrinho político.

Eduardo Campos (PSB)

É contra. “O debate que nós precisamos neste instante fazer é focar o combate ao tráfico e, no tráfico, sobretudo, do crack, que é a droga que está arrasando, exterminando, a vida de muitas famílias Brasil afora”.

Pastor Everaldo Pereira (PSC)

Não respondeu diretamente. Disse que “devemos reforçar o combate ao tráfico e ao consumo de drogas, pois está comprovado cientificamente que essas substâncias criam dependência química, distúrbios psicológicos e até psiquiátricos. Mais do que se preocupar com a descriminalização da maconha, o desgoverno atual deveria se preocupar com o crescimento do tráfico de drogas e a explosão de cracolândias”.

Ensino religioso obrigatório

Dilma Rousseff (PT)

Não se pronunciou sobre o assunto.

Aécio Neves (PSDB)

Não se pronunciou sobre o assunto.

Eduardo Campos (PSB)

Não se pronunciou sobre o assunto.

Pastor Everaldo Pereira (PSC)

É contra. “Somos a favor da descentralização do ensino público e liberdade educacional, respeitando-se um conteúdo onde o foco, nos ensinos fundamental e médio, deva ser o ensino de língua portuguesa e matemática. Escolas que tenham interesse em oferecer ensino religioso devem ser livres para fazê-lo, sem obrigatoriedade, mas com liberdade”.

Fonte: GP

Astros musicais querem ser reconhecidos como “deuses”

Astros da música querem ser reconhecidos como deuses

Embora muitos ainda tenham dúvidas, os astros da música pop têm mostrado cada vez mais como parecem estar transformando a admiração dos fãs em um tipo de religião. É inegável que existe muitas referências espirituais em músicas de sucesso ao longo dos anos. Será a música pop a “religião do novo milênio”? Provavelmente não, mas há muitos anos que todo artista de sucesso passa a ser chamado de ídolo…

O rapper Andre Johnson adotou recentemente como nome artístico Christ Bearer [o que carrega Cristo]. Ele realizou um ritual bizarro em abril, quando cortou o próprio pênis e se jogou do segundo andar de um prédio em Hollywood. Em entrevista ao site do canal E! justificou: “Cortei meu pênis porque estava ali a raiz dos meus problemas. A solução dos meus problemas foi entender que sexo é para os mortais, e eu sou um deus. Fazer sexo me trazia problemas, mas eu estou aqui para ser um deus”.

Questionado se tinha a intenção de cometer suicídio quando pulou da janela, disparou:  “Foi a minha resposta aos demônios. Eles estavam fazendo de tudo para me pegar, mas permanecer vivo só fortaleceu meus pensamentos.” Por conta da repercussão de seu “feito”, as vendas de suas músicas aumentaram.

Engana-se quem pensa que ele é o único cantor famoso que vê a si mesmo como um deus. Nos últimos anos, o rapper Kanye West começou a falar de sua carreira como uma missão divina. Recentemente, lançou um disco onde “encarna” Jesus, assumindo o nome de Yeezus. Para quem acha loucura o rapper afirmar ser o “novo Jesus”, seus fãs criaram uma religião chamada de “Yeezianity”. Para eles, Kanye é “um ser divino enviado por Deus, para guiar a humanidade à uma nova era”.

A cantora Beyoncé, e seu esposo, o rapper Jay-Z, em diversas ocasiões tiveram seus nomes ligados ao movimento religioso Illuminati, que defende uma Nova Ordem Mundial. Os dois astros nunca vieram a público falar sobre o assunto, mas um grupo de fãs da cantora organizou uma “igreja” para adorá-la. O nome oficial é Igreja Nacional de Bey, e a seita responde pelo nome de beyism. Com sede em Atlanta, na Geórgia, seus fiéis reúnem-se aos domingos, em cultos onde são cantadas músicas de Beyoncé.  A cantora também nunca se pronunciou sobre isso.

A cantora pop inglesa Lilly Allen pegou carona na ideia de querer encarnar uma divindade. Ela mostrou isso quando lançou o vídeo da música “Sheezus”, que dá nome ao seu novo disco. Trata-se de um trocadilho com a palavra (she) e Jesus, ou seja, um “Jesus mulher”. Curiosamente, em 2011 a mesma Lilly Allen falava em como havia se convertido, largado as drogas e que frequentava uma igreja cristã na Inglaterra. Sua versão 2014 a mostra no vídeo clipe com uma imagem que lembra Satanás. Além disso, uma cruz invertida é projetada em sua testa durante alguns segundos. A letra da música pede “Se entreguem para mim, eu sou a sua líder/ Me deixe ser a Deusa”.

Quem não ganhou igreja (ainda) mas tem forte ligação com a religião é Lady Gaga. Ela já se disse ser tanto “instrumento de Deus” quanto “perseguida pelo diabo”. Em vários momentos, teve embates com cristãos por causa de suas músicas, como “Judas”, que cita passagens bíblicas e “G.U.Y”, onde fazinvocações pagãs e aparece “ressuscitando” Jesus. Além disso, ela já defendeu que cantores tem o direito de falar sobre o evangelho, não só os religiosos. Também já afirmou ter o desejo de se tornar pastora só para realizar cerimônias religiosas com temática gay.

Fonte: GP

Sudão proíbe a construção de novas igrejas cristãs

Sudão é de maioria muçulmana, mas garante liberdade religiosa (Foto: ThinkStock)

O Conselho de Igrejas do Sudão criticou as autoridades do país pela proibição à construção de novas igrejas. No fim de semana, um ministro do governo sudanês disse que os cristãos já tinham igrejas o bastante. O secretário-geral do Conselho disse à BBC que o anúncio veio depois que uma igreja foi demolida, perto da capital, Cartum, neste mês por urbanistas da cidade.

O Sudão é um país de maioria muçulmana, mas oficialmente permite a liberdade religiosa. Após a separação do Sudão do Sul, em julho de 2011, muitos dos habitantes cristãos do Sudão se mudaram para o sul. Shalil Abdullah, ministro de Orientação e Doações, havia dito sábado que as igrejas que sobraram já eram suficientes para os cristãos que permaneceram no Sudão.

Rev Kori El Ramli, o secretário-geral do Conselho de Igrejas do Sudão, disse ter ficado surpreso com a medida, uma vez que líderes da Igreja sempre tiveram um bom relacionamento com as autoridades. “Estamos crescendo, precisamos de mais igrejas”, disse ao programa de rádio da BBC Focus on Africa.

‘Postura ameaçadora’
Ramli opinou que os urbanistas estão forçando os cristãos a sairem de uma área de favela da cidade de Omdurman – a igreja que foi demolida ficava nesse bairro. A decisão significaria que a área para onde as pessoas estão sendo realocadas – no norte da cidade – não teria igrejas, disse.

“Queremos que o governo nos dê novos espaços para que possamos construir uma nova igreja”, disse o clérigo. “Somos cidadãos e a Constituição diz que há liberdade de religião e de culto. Estamos usando isso para conseguir os nossos direitos”. As autoridades recentemente parecem estar assumindo uma posição mais ameaçadora em relação aos cristãos, acrescentou.

Uma oficina realizada pelo Conselho na Universidade do Sudão na segunda-feira foi interrompida por agentes de inteligência que os acusaram de evangelizar, disse.

Houve comoção internacional em maio, quando a Justiça do Sudão condenou à morte por enforcamento uma mulher muçulmana acusada de apostasia – abandono da religião – depois que ela se afastou do islã para se casar com um cristão.

As autoridades consideraram que a sudanesa era muçulmana, porque seu pai era muçulmano. Mas ela fora criada como cristã ortodoxa, a religião da mãe, pois teria tido um pai ausente durante a infância. Em junho, a sudanesa condenada à morte foi libertada e a sentença de morte foi anulada.

Fonte: G1

Você realmente conhece os FATOS da luta de Israel contra o terrorismo palestino do Hamas?

A guerra urbana é um desafio árduo, pois os terroristas frequentemente estão localizados em áreas densamente habitadas. Para limitar as baixas civis, as Forças de Defesa de Israel utilizam ataques cirúrgicos nas posições terroristas.

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Durante os três primeiros dias da Operação Protective Edge, as Forças de Defesa de Israel (IDF) fizeram uso ostensivo de táticas para evitar baixas entre civis na Faixa de Gaza. Conforme a operação progride, a IDF está coletando mais evidências de que o Hamas utiliza-se de áreas densamente habitadas na Faixa de Gaza e da população civil para a sua própria proteção.

Quando o Hamas dispara seus foguetes para Israel, eles sistematicamente exploram os civis palestinos como escudos humanos para proteger alvos militares em Gaza. O Hamas estoca explosivos e munições dentro e ao redor de escolas, mesquitas, residências bem como em outras construções civis.

Estas imagens, obtidas pela Força Aérea Israelense, mostram como o Hamas posiciona suas plataformas de lançamento de mísseis, paiol de munições e centros de comando em áreas circundadas por construções civis.

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De modo a limitar as baixas entre transeuntes, a IDF utiliza diversas táticas, incluindo bombardeios de precisão contra esconderijos de armas, túneis, e outros alvos terroristas.

Em 9 de julho as Forças de Defesa de Israel atacaram túneis de terroristas na Faixa de Gaza. O bombardeio de precisão causou explosões secundárias dentro dos túneis, destruindo os explosivos estocados no interior e provando assim que esses túneis continham armas escondidas próximas ao lar de palestinos.

O vídeo a seguir mostra um bombardeio de precisão num sítio terrorista localizado próximo a uma escola, a qual não sofreu danos.

Uma das táticas das Forças de Defesa de Israel é atingir construções alvo com bombas sonoras e não letais, com o objetivo de avisar os civis de que eles estão na vizinhança de um esconderijo de armamentos ou de algum outro tipo de alvo. Este método é utilizado para permitir que todos os moradores saiam da área antes que a IDF atinja o local com armamento real.

Este vídeo mostra como o Hamas explora os esforços das Forças de Defesa de Israel para evitar baixas entre civis. Em 9 de julho, palestinos fugiram de um alvo ligado ao Hamas depois que ele foi atingido com um tiro de aviso. Alguns momentos depois, outros moradores correram para o telhado para atuar como escudos humanos. O avião israelense cancelou o bombardeio para evitar mortes desnecessárias.

Apesar desses desafios, a IDF continuará a atuar contra o terrorismo do Hamas como forma de defender seus cidadãos.

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Forças de Defesa de Israel bombardeiam casas em Gaza utilizadas para ações militares
Quando casas são utilizadas para propósitos militares, elas podem se tornar alvos militares legítimos segundo a lei internacional.

Em 8 de julho, as Forças de Defesa de Israel (IDF) iniciaram a Operação Protective Edge para restaurar a segurança da população civil de Israel sofrendo com o disparo constante de foguetes desde a Faixa de Gaza. Durante a operação, a IDF atingiu um certo número de casas que são utilizadas com propósitos militares por toda Gaza.

O Hamas conduz suas atividades militares profundamente dentro das áreas residenciais de Gaza. Ao adotar esta tática, ele explora o desejo e os esforços das Forças de Defesa de Israel no sentido de evitar que civis palestinos sejam feridos. Em muitos casos, o Hamas utiliza a residência dos seus próprios comandantes para ações militares, nas quais suas famílias e outros civis podem estar habitando.

Essas casas podem ser utilizadas para a estocagem de armas, como centros de comando e controle ou centros de comunicação. O vídeo a seguir de uma missão da IDF fornece evidências claras que os terroristas palestinos estocam armamentos nas áreas residenciais. Logo após o bombardeio inicial da IDF sobre o alvo, explosões secundárias imensas revelam que, de fato, a IDF atingiu um paiol de armamentos localizado próximo à casa de palestinos.

Quando casas são utilizadas para propósitos militares, elas podem se tornar um alvo militar legítimo segundo a lei internacional. A IDF direciona seus ataques apenas contra alvos militares legítimos tal como eles são definidos pelas regras relevantes da lei internacional. De modo a determinar os alvos militares com acurácia, a IDF emprega métodos avançados, incluindo múltiplos níveis de inteligência, o envio de aviso legal, e um treinamento extensivo dado aos comandantes operacionais.

Mesmo quando uma residência é considerada um alvo militar segundo a lei internacional, as Forças de Defesa de Israel fazem grandes esforços para minimizar danos em potencial à população civil ao redor. Por exemplo, a IDF pode utilizar cobertura visual em tempo real para se assegurar se há presença de civis no alvo. A IDF também escolhe cuidadosamente o armamento e a munição que será utilizada e que venha a minimizar qualquer dano a civis. Em algumas situações a IDF também fornece um alerta antecipado antes de bombardear um alvo.

Muitos dos esforços das Forças de Defesa de Israel neste sentido vão além das suas obrigações legais e da prática de outras forças militares operando em áreas urbanas. Lamentavelmente, o Hamas faz uso das muitas tentativas da IDF de fornecer alerta antecipado utilizando civis como escudos humanos com o objetivo de impedir ataques.

Além disso, quando um comandante da IDF determina que um ataque esteja propenso a causar danos colaterais que venham a ser excessivos em relação à vantagem militar prevista, o ataque não é realizado.

Quando organizações terroristas como o Hamas deliberadamente utilizam a casa de civis com propósito terrorista, torna-se inevitável que alguns civis acabem feridos quando a IDF atuar contra estes alvos. O Hamas faz uso dessas situações para alegar que as Forças de Defesa de Israel buscam machucar intencionalmente a população civil de Gaza, no entanto, falham ao não reconhecer que intencionalmente coloca esses civis palestinos em grave perigo ao camuflar suas atividades de terror por trás dos civis.

As Forças de Defesa de Israel continuarão conduzindo suas operações em total conformidade com a lei internacional, inclusive com ataques direcionados apenas a alvos militares legítimos, e irá continuar com seus esforços para minimizar os ferimentos dos civis palestinos. Contrastando com este esforço, o Hamas dispara indiscriminadamente contra a população civil de Israel, e comemora quando civis israelenses são machucados. Tais ações são crimes de guerra. A IDF continuará a defender seus cidadãos desse tipo de atividades terroristas.

Fontes: MsM, IFD

Saiba o que é um califado islâmico

Desde o surgimento do islamismo, pelas mãos de Maomé (570-632), o mundo viu a ascensão de um império que reunia política e religião. A partir do sétimo século, a expansão dos princípios religiosos muçulmanos alterou a formação dos países. Mesmo após a morte de Maomé, a sobrevivência do seu legado se deu com a criação do cargo de “califa”, palavra de origem árabe que significa “sucessor”. O primeiro a receber esse título foi o sogro de Maomé, Abu Bakr (570-634).

O trabalho do califa é continuar a “obra de Deus” iniciada por Maomé. Abu Bakr usou mão de ferro para derrotar seus oponentes e concluir a unificação da Península Arábica. Com isso, consolidou um exército islâmico poderoso, que se dedicava a firmar os ensinamentos do Alcorão. Em dois anos de governo, Abu Bakr estava com tropas prontas para expandir ainda mais as fronteiras do império. Umar ibn al-Khattab (586-644) foi o segundo califa. A expansão territorial comandada por ele conquistou as províncias bizantinas do Egito e da Síria. Em toda região conquistada estabeleciam as regras corânicas para a vida, fortalecendo assim o islamismo. Em 638 ele conquistou a região de Israel para o império.

Após Muawiyyah, o quinto califa a ser escolhido, a hereditariedade passou ser a forma de sucessão.  Já haviam se estabelecido as divisões dentro do Islã, principalmente os sunitas e xiitas. O império islâmico continuou avançando e com isso ocorreram várias mudanças políticas e comerciais, que culminaram na criação do chamado Império Otomano, de dominação turca.

A partir de 1517, o sultão otomano também era chamado de “Califa do Islã”. Foi durante os 600 anos do Império Otomano que o califado atingiu sua extensão máxima, conquistando parte da Europa, todo o Oriente Médio, o norte da África e chegando até o sul da Rússia. Após  sua derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o governo otomano viu seu território ser partilhado, sendo extinto oficialmente em 1924.

Desde então o mundo não ouvia mais a palavra “califado” para se referir a um domínio religioso islâmico que ultrapassa fronteiras geopolíticas. Mas recentemente a organização terrorista conhecida como ISIS retoma o conceito e quer ser chamado apenas de Estado Islâmico. Abu Bakr al-Bagdadi, seu líder, passou a se designar “califa de todos os muçulmanos”. Atualmente eles dominam grandes faixas de território da Síria Oriental indo até o norte do Iraque. Eles já anunciaram novas aquisições de território e preparam seu avanço para países vizinhos.

A-Bagdado afirma ser um “sucessor” de Maomé, mas para a maioria dos muçulmanos, o cargo deveria ser do rei da Arábia Saudita, chamado de “Guardião dos Dois Lugares Sagrados”, pois naquela nação estão as principais cidades sagradas para os islâmicos: Meca e Medina.

Nos últimos anos, muitas facções rivais tentaram reunir o mundo islâmico, sempre reivindicando manter a sucessão legítima do profeta Maomé.  A Irmandade Muçulmana, apoiado pela Turquia e Qatar, é uma dessas facções, que chegou a subir ao poder no Egito, mas saiu enfraquecida. A Al-Qaeda, nos tempos que era comandada por Osama bin Laden, também tinha a esperança de ser reconhecido como tal.

Com o fortalecimento do Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS), que ultimamente passou a se denominar apenas Estado Islâmico, o ressurgimento do califado é uma ideia que assusta os outros países árabes da região.

Na tentativa de demonstrar seu poder, o ISIS tem derramado muito sangue, executando cristãos (decapitados e crucificados) além de traidores muçulmanos, que eles consideram apóstatas ou rivais.

abu bakr al baghdadi Saiba o que é e como surgiu o califado islâmico

Abu Bakr al-Baghdadi divulgou um vídeo na internet onde afirmava: “Me obedeçam tanto quanto eu obedeço a Deus.” Pregando uma ideologia jihadista, tem conseguido atrair apoiadores em diferentes partes do Oriente Médio e seu discurso é de restauração dos “áureos tempos” do Islã, o que inclui o desaparecimento de Israel enquanto nação independente. Essa unidade muçulmana defendida por ele pode ser o catalisador de uma guerra global, caso continue avançando.

O Estado Islâmico se fortaleceu com a guerra civil na Síria, atraindo militantes de vários países do mundo, o que está ajudando a disseminar suas ideias sobre esse novo califado. Para os EUA, ele representa um perigo real. Desde 2011, o governo de Obama oferece uma recompensa de US$ 10 milhões para quem der informações que levem à morte ou captura de al-Baghdadi.

Fonte: Gospel Prime

A goleada das goleadas

Nossa decadência parece não ter limites. A última fronteira foi cruzada – fomos humilhados no que éramos considerados deuses, e o país do futebol assistiu à goleada das goleadas. Tudo parece culminar para a aniquilação completa das virtudes no Brasil. Este é o castigo final para o país que não se prepara para nada. No período de uma década algumas nações do mundo foram capazes de gerar mudanças profundas e positivas em suas histórias. Em quase doze anos o PT não só paralisou o Brasil, mas empurrou-o para trás. Os governos petistas foram tão competentes como nossa seleção, e temos tomado gol atrás de gol.

1 x 0 – Educação

Quando o PT começou a governar o Brasil éramos o último colocado no exame PISA, ocupando o 40o lugar. Durante esses doze anos vários países foram adicionados à lista de participantes, e o Brasil conseguiu se manter nas últimas colocações, sempre próximo à 60posição. Não houve melhoras, nem conquistas, nem planos, nem ações, nem nada. A educação brasileira foi tratada pelos governos petistas com o maior descaso possível.


2 x 0 – Inflação

O país que havia enfrentado uma inflação absurda e que conseguiu estabilizar a moeda através do Real viu a demolição sistemática dos pilares que sustentavam nossa economia. Se na área da educação houve abandono, aqui foi pior: houve a ação do pior tipo, com as piores consequências. Os governos petistas, especialmente o de Dilma Rousseff, abandonaram as práticas econômicas saudáveis, e hoje temos uma inflação anual que caminha novamente para dois dígitos.

3 x 0 – Liberdade de Expressão

Por trás do governo existe um partido que tem em seu DNA a censura e o desrespeito à única garantia contra governos despóticos. Por mais que Lula e Dilma falem em respeito à imprensa, o PNDH, o Marco Civil da Internet e as tentativas de regulação da mídia mostram que o discurso presidencial é nada além de vazio.

4 x 0 – Propriedade Privada

Quilombolas, indígenas, MST e MTST são alguns exemplos de como a propriedade privada no Brasil está deixando de ser algo concreto para se tornar um conceito difuso e circunstancial. Muitos proprietários rurais estão perdendo suas terras injustamente, num verdadeiro gol contra do PT, que escolheu mimar os ditos movimentos sociais que formam hoje a maior força civil armada do Brasil.

5 x 0 – Diplomacia

O Itamaraty já foi considerado exemplo mundial de excelência em diplomacia. Por questões ideológicas os governos petistas abandonaram esta excelência e passaram a flertar com tiranos e déspotas de todos os tipos. As relações com as nações europeias e com os EUA foram mantidas em fogo brando, enquanto Irã, Cuba e Venezuela foram contemplados com nossos maiores esforços e nossa maior atenção. Em vez de fortalecer o Brasil diante dos grandes optaram por tentar nos alçar à liderança dos párias.

6 x 0 – Segurança

O Brasil chega a 2014 com a marca impressionante de 56.000 assassinatos por ano. Somos responsáveis por 10% de todas as mortes violentas do planeta. Morrem no Brasil, em um ano, mais pessoas do que em guerras inteiras. Chechênia, Angola, Iraque, Israel-Palestina – nada é páreo para o Brasil petista. A leniência na aplicação das leis, o desarmamento da população e o sentimento geral de impunidade foram o solo perfeito para essa experiência macabra.

7 x 0 – Corrupção

O partido que pregava a virtude conseguiu fazer tudo de forma oposta ao que se propunha. Não só se aliou a diversos inimigos políticos antigos, que de abomináveis passaram a excelentíssimos, como implementou o Mensalão. Mas isso não seria suficiente. Em vez de expulsar os criminosos de sua estrutura, o PT defendeu e ainda defende seus membros condenados, afrontando a mais alta corte judicial do país e, por extensão, todos os brasileiros que ansiavam por justiça.

7 x 1 – ?

Esta seleção manchou uma história de glória com a maior das vergonhas. Em vez de apenas perder, conseguiu entrar para a história pela porta de trás, batendo recordes negativos. Fizeram com a camisa amarela de cinco estrelas o que o governo atual faz com nossa democracia: mancharam para sempre. Somente muitos anos de trabalho sério poderão reverter um resultado tão ruim, na política e no futebol.

Fica a pergunta: será que marcaremos nosso gol em outubro, e demitiremos toda a “comissão técnica”?

Fonte: MsM - Artigo publicado no Correio Popular, de Campinas.

Robô-escriba reproduz Torá com perfeição

Robô-escriba reproduz Torá com perfeição

Durante séculos os escribas judeus reproduziam manualmente o texto da Tanach, livros sagrados para os judeus que formam o que chamamos de Antigo Testamento. A Torá é a parte mais importante, com os 5 primeiros livros, chamados de Escritos de Moisés.

Agora a tecnologia permite que um robô faça o mesmo trabalho sem ter de lidar com os erros humanos. Nesta quinta (10) ele começou a escrever o texto integral da Torá em hebraico antigo no Museu Judeu de Berlim. Empunhando uma pluma especial, o braço do robô escreve durante dez horas por dia na mesma velocidade que um homem faria. Ele foi programado para manter o estilo original dos escribas, chamados de sofers.

Cilly Kugelmann, diretora do museu alemão, anunciou o robô com destaque durante a exposição “Die Erschaffung der Welt” [A criação do mundo]. O Museu Judeu de Berlim hospedará a mostra da maior coleção privada do mundo de manuscritos judaicos.

Segundo foi divulgado, o robô terminará de escrever todas as 304.805 letras que formam a Torá “em apenas três meses”. Um escriba experiente não conseguiria fazê-lo em menos de nove. O rabino Reuven Jaacobov elogiou a iniciativa, dizendo que além de ser “muito lindo” servirá para divulgar melhor esta tarefa que há milhares de anos é tradição entre os judeus. Mas ele ressalta que para uma Torá ser santa, é preciso que sejam feitas orações enquanto se escreve o texto, para lhe dar o sentido espiritual.

Jan Zappe, um dos criadores do programa, explica que a tinta é abastecida uma vez por semana e o rolo de pergaminho terá 80 metros no término do trabalho.  Seu robô foi apresentado pela primeira vez em 2007 e fez demonstrações parecidas em outros lugares do mundo, escrevendo em espanhol, português e alemão. Em 2012 transcreveu o conteúdo da Bíblia toda usando uma caneta. Ao total, foram nove meses para escrever em mais de 2.000 páginas as cerca de cinco milhões de letras e sinais do texto sagrado.

Fonte: GP

Futuro robótico: os robôs tomarão as vagas de trabalhos de seres humanos?

Reuters

Alguns especialistas acreditam que robôs podem substituir humanos em determinadas tarefas

Carros que dirigem sozinhos, serviços de entregas feitos por robôs, softwares cuidadores de idosos e “serpentes” cirurgiãs. A automação promete ganhos milionários para as empresas do setor, mas o que acontece com as pessoas que executam as mesmas tarefas que esses robôs? A nova tecnologia vai ajudá-los a trabalhar de forma mais eficiente ou vai colocar seus empregos em risco?

A discussão ainda é polêmica entre acadêmicos, com alguns convictos de que passar o trabalho para as máquinas aumentará o desemprego, enquanto outros acreditam que a automação vai trazer prosperidade. Bob, por exemplo, é um guarda de segurança robô que patrulha o local de trabalho, monitorando as salas em 3D e relatando anomalias.

Ele é fruto da imaginação de cientistas da Universidade de Birmingham, que insistem que a máquina irá “apoiar os seres humanos e aumentar as suas capacidades”, apesar das preocupações de que a tecnologia poderia, eventualmente, substituir os agentes de segurança humanos.

O Exército dos Estados Unidos, por sua vez, está analisando a substituição de milhares de soldados por veículos de controle remoto para tentar evitar cortes radicais de tropas.

Ascensão dos robôs

Carl Frey, pesquisador da Universidade de Oxford que estudou a ascensão de trabalho computadorizado, ganhou as manchetes quando previu que a automação colocaria até 47% de empregos americanos em “alto risco”.

Sua previsão foi atacada como sendo exagerada por Robert Atkinson, presidente da Fundação Tecnologia da Informação e Inovação, com sede nos Estados Unidos.

Mas Frey mantém sua previsão, insistindo que o número não é tão chocante quando se considera que o processo pode levar duas décadas.

Os dois discordam sobre os números, mas concordam que mais máquinas estão chegando ao local de trabalho.

No ano passado, o número de robôs industriais vendidos no mundo atingiu um recorde de 179 mil, de acordo com a Federação Internacional de Robótica.

Alemanha, Japão e Estados Unidos tornaram-se grandes investidores em tecnologia automatizada, mas há sinais claros de intensificação do uso de máquinas mesmo em países onde o trabalho fabril, que costuma ter salários baixos, é comum.

A China, por exemplo, se tornou no ano passado o maior comprador mundial de robôs industriais. E, de acordo com Frey, as máquinas estão entrando na Índia também.

“A Nissan usa robôs industriais para a produção de seus carros no Japão”, diz ele, “mas nós já estamos vendo exemplos do mesmo tipo de empresas tornando-se automatizadas na Índia.”

Empresas em todo o mundo estão investindo em tecnologias que podem automatizar uma nova gama de postos de trabalho.

Na Alemanha, por exemplo, a empresa de robótica Kuka está testando uma câmera de TV sem cinegrafista para transmissão ao vivo que promete oferecer uma imagem livre de trepidação. A BBC já usa um sistema de câmera robótica diferente em seus estúdios.

Enquanto isso, no Japão, a fabricante de robótica Yaskawa produziu uma robô de dois braços que pode montar produtos em linhas de produção com destreza semelhante à humana.

Rethink Robotics

O robô Baxter foi criado para trabalhar na linha de produção.

A Foxconn, uma montadora de iPhones com base na China que emprega mais de um milhão de pessoas, disse à BBC que está investindo em tecnologias de automação para ajudar a absorver sua intensa carga de trabalho.

Mas não são apenas as máquinas físicas que estão em ascensão – software “bots”, que simulam ações humanas repetidas vezes, também estão remodelando o local de trabalho.

Em março, o Los Angeles Times publicou automaticamente uma notícia de última hora, graças a um algoritmo que gera uma pequena reportagem quando ocorre um terremoto.

E o aplicativo de chamada de taxi Uber, tem a vantagem sobre os concorrentes de combinar automaticamente carros vazios com passageiros sem a necessidade de operadores humanos.

Travis Kalanick, fundador do Uber, já afirmou que poderá reduzir os custos ainda mais quando substituir a frota por veículos sem condutor.

Empregos ‘em risco’

Frey diz que o desenvolvimento tecnológico só vai acelerar nos próximos anos.

Seu estudo de 2013 descobriu que, de uma amostra de 702 ocupações, quase metade corria o risco de ser informatizada.

Alguns trabalhos, como dentista, dependem de capacidade de diagnóstico avançada e, assim, são menos suscetíveis de substituição por uma máquina. Também são seguras profissões como treinadores esportivos, atores, trabalhadores da área social, bombeiros e, mais obviamente, padres.

Mas datilógrafos, agentes imobiliários e vendedores estão entre as ocupações consideradas com alta probabilidade de automatização no futuro, afirma.

“Fiquei um pouco surpreso quando chegamos ao número de 47%”, ele disse à BBC.

Getty Images

A empresa japonesa Kokoro criou um robô-recepcionista para escritórios.

“Mas a linha entre o homem e a máquina está se tornando cada vez mais tênue. Estamos vendo alguns trabalhos que já foram automatizados, mas ainda não na dimensão em que acreditamos que eles estarão nas próximas décadas.”

Anos de expansão

O professor Atkinson observa que há “um verdadeiro temor de que nós estejamos rumando para a automatização de tanto trabalho que não haverá mais nada para as pessoas fazerem”. Ele diz acreditar, no entanto, que essas preocupações sejam exageradas.

“Nossas estimativas internas são de que, na melhor das hipóteses, um terço dos empregos atuais poderia ser automatizada com a tecnologia existente hoje.”

“Mas um dos erros que as pessoas fazem nesta teoria é que não fazem qualquer distinção entre as funções e os empregos.”

“Uma máquina pode fazer uma determinada função, mas os trabalhos da maioria das pessoas envolvem várias funções diferentes. Você não pode automatizar todas as tarefas com uma única máquina.”

Ele acrescenta que a automação só irá melhorar a vida das pessoas: “Meu argumento é que quando uma empresa reduz os custos, a receita extra irá inevitavelmente voltar para os acionistas e empregados. Isso aumenta os gastos do consumidor e cria mais empregos.”

Frey concorda que tal cenário utópico é possível, mas argumenta que as empresas devem se planejar com antecedência para alcançá-lo.

“Os últimos 20 anos nos ensinaram que alguns locais se adaptaram bem à revolução do computador e alguns não.”

“Muitos estudos têm mostrado como os computadores substituíram o trabalho em muitas das antigas cidades industriais, mas, ao mesmo tempo, esses computadores têm criado uma série de ocupações em outros lugares.”

“Alguns prosperam com as mudanças, e outros não. Tudo depende de como você se adapta”.

Fonte: BBC