Entrevista do filósofo Olavo de Carvalho para o site “Islamidades”

Olavo de Carvalho é filósofo, escritor e jornalista e atualmente escreve para o jornal Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo. É autor de vários livros, incluindo O Jardim das Aflições, O Imbecil Coletivo, O Futuro do Pensamento Brasileiro, entre outros. Também é o fundador do  renomado Seminário de Filosofia.
 
Islamidades: Hoje um dos temas mais debatidos nos meios conservadores é a islamização da Europa. Quase sempre esta discussão é acompanhada de uma multiplicidade de posições ideológicas, desde neoconservadores até eurasianos. O fato incontestável é que a enfermidade espiritual do Velho Continente abriu as portas para a entrada do islamismo como o substituto de um cristianismo “caduco”, incapaz de se apresentar de modo convincente. O surgimento de uma elite islâmica europeia parece ser a concretização daquilo que já estava contido nos escritos de Guénon e Schuon décadas passadas. Até que ponto este processo de islamização é profundo e irreversível?
Olavo de Carvalho: A penetração do Islam no Ocidente não começou com a imigração em massa, nem com o terrorismo, nem com a espetacular agitação política que se viu nas últimas décadas. Ela remonta à ação discreta de René Guénon, iniciada na segunda década do século XX e dirigida a uma elite intelectual altamente capacitada, bem longe dos olhos da mídia, dos “analistas politicos” e da maioria dos orientalistas acadêmicos. Quando Frithjof Schuon fundou  nos anos 50 a tariqa que Guénon  considerou o primeiro resultado significativo do seu trabalho, ela já atraiu intelectuais de primeiríssimo plano, cuja ação permaneceu discreta pelo menos até a década de 90. Foram setenta anos de conquista dos corações e mentes nas altas esferas intelectuais, políticas e financeiras.
Sem isso, a estratégia da ocupação por imigração jamais poderia ter sido levada à pratica. Foi preciso, primeiro, minar a resistência nas altas esferas. O exemplo mais característico é o príncipe Charles da Inglaterra,  que por intermédio de Martin Lins se tornou um discípulo de Schuon pelo menos desde a década de 80 e viria a aparecer, já no nosso século, como o maior protetor dos invasores islâmicos no seu país.
Todo esse processo passou despercebido aos analistas politicos e cientistas sociais, que até então desconheciam praticamente tudo do Islam, mas a promessa de Schuon ao voltar da Argélia e instalar sua tariqa em Lausanne foi bem explícita: “Vou islamizar a Europa”. Disse e fez. Perto dessa ação em profundidade, as ações espetaculares do aiatolá Khomeini e dos terroristas não são senão a espuma trazida pela maré. Se você me pergunta se é possível reverter o processo, respondo que sim, mas é preciso agir desde a camada profunda onde o processo começou.
Islamidades: O islamismo seria capaz de proteger-se do secularismo ocidental? Desde o séc. XIX o mundo islâmico está lutando para se adaptar ao novo contexto mundial. A ascensão do socialismo e nacionalismo árabes, como resposta de sabor europeu aos problemas concretos do Oriente Médio, mostrou-se um completo fracasso. O surgimento de grupos de libertação, como a Irmandade Muçulmana e a Revolução Islâmica no Irã, criavam mais problemas do que soluções. Ademais, desde a consolidação do wahabismo na Arábia Saudita, o “salafismo” se tornou em propulsor de anacronismos em todo o mundo islâmico. Para agravar ainda mais o cenário, o liberalismo ocidental surge como uma proposta sedutora de progresso, e cobrando a secularização da sociedade. Com este quadro formado, e analisando a “Primavera Árabe” e os seus frutos, como entender o complexo movimento de (re)conhecimento e adaptação das nações islâmicas – para não dizer Ummah – ao mundo moderno?
Olavo de Carvalho: As relações entre o Islam e o secularismo ocidental são bastante ambíguas. Por um lado, foi o secularismo que debilitou  a herança cristã da civilização européia, criando um vácuo que o islamismo se oferece gentilmente para preencher. Por outro lado, a ponta de lança mais avancada do secularismo foi precisamente o movimento comunista, que armou, treinou e dirigiu não só os grupos terroristas islâmicos, desde muitas décadas atrás, mas também vários líderes politicos bem conhecidos, como Gamal Abdel Nasser e Yasser Arafat. Sobre esses dois aspectos, o secularismo embora oposto, em aparencia, à ideologia islâmica, foi o grande suporte da sua penetração no ocidente. Existe, embora mais discreto e menos significativo historicamente, o reverso da medalha. Em muitos países islâmicos, a começar pelo proprio Irã, os atrativos da moderna vida ocidental, com a promessa da liberdade sexual e a sedução das drogas, inspiram alguma revolta entre os jovens, criando uma instabilidade que os governos islâmicos têm conseguido eliminar na base da repressão e da violência. As análises usuais não levam em conta essas ambiguidades, preferindo insistir na visão estereotipada de uma oposição esquemática entre “modernidade” e “fundamentalismo”.  A questão complica-se, no entanto, um pouco mais, porque justamente essa oposição, assim concebida, é usada pelos secularistas ocidentais para combater não o Islam, mas o que resta de cristianismo na sociedade européia e americana, de modo que a própria retórica modernista que verbera o “atraso” e o “fanatismo” da civilização islâmica debilita ainda mais a resistência aos invasores.
 
Islamidades: A mística é mais eloquente do que séculos de debates teológicos. No contexto islâmico isto é ainda mais verdadeiro quando levamos em consideração o intercâmbio entre xiitas e sunitas no sufismo. Por mais que complexas concepções doutrinais os separem, como a noção xiita da função esotérica do imamato, no campo místico o diálogo é eloquente e muitas vezes supera  as distinções. Como defendido por  Seyyed Hossein Nasr, “somente o sufismo pode alcançar esta Unidade que abraça estas duas facetas do Islam e consegue transcender as diferenças exteriores”.  A difusão da mística islâmica, ou ao menos a formação de uma elite espiritual sob a sua égide, seria fator fundamental na coesão interna do islamismo?
Olavo de Carvalho: O agressivo globalismo islâmico que aspira ao Califado universal nasce da confluência de duas correntes aparentemente  incompatíveis. Por um lado, é evidente que o esoterismo “sufi”  representa, ao menos virtualmente, a grande força de unificação spiritual das inúmeras correntes religiosas e ideológicas que, numa confusão dos diabos, pululam no Islam. Nesse sentido, ele é de certo modo o cérebro por trás de todo expansionismo islâmico no que ele tem de mais ligado à nostalgia das glórias passadas e ao senso messiânico que inspirou o Islam desde o começo. No século XX a influencia soviética penetrou profundamente no meio islâmico, incentivando a transformação do revanchismo anti-ocidental numa ideologia revolucionária fortalecida pela “teologia da libertaçao” islâmica criada por Said Qutub nos anos 30. É quase inconcebível para o observador ocidental usual atinar com uma aliança entre tradições espirituais esotéricas e o mais brutal movimento revolucionario anti-religioso de todos os tempos, mas ela aconteceu. Até hoje existe, ainda que bem controlada, essa tensão dentro do mundo islâmico, na medida em que o presente governo russo, composto quase que inteiramente de membros da mesma KGB que orquestrou a politização do islamismo seis ou sete décadas atrás, busca hoje integrar as forças islâmicas no seu projeto maior, o Império Eurasiano. Há toda uma zona de mescla, de competição e de colaboração entre “árabes” e “russos”, que até hoje não foi adequadamente mapeada pelos estudiosos. Quem vai usar o outro e quem vai ser usado é uma questão que só as próximas décadas decidirão.
Islamidades: Autores como René Guénon, a.k.a.  Shaykh ‘Abd al-Wahid Yahya, Frithjof Schuon, a.k.a. Shaykh ‘Isa Nur al-Din Ahmad, e Martin Lings, a.k.a. Abu Bakr Siraj Ad-Din, são alguns nomes da filosofia perene, todos convertidos ao islamismo.  Dentro do caldeirão da “unidade transcendente das religiões” a fé islâmica se sobressai como a plenitude das religiões tradicionais. Contudo, o que parecia ser apenas uma dinâmica própria de grupos esotéricos periféricos, tem se mostrado muito mais estruturada do pondo de vista prático, seja através do incremento de obras publicadas, como através da disseminação do esoterismo, principalmente nos EUA e Europa. Ademais, o perenialismo também influenciou, em aspectos que parecem obscuros, o modo como o ecumenismo moderno foi concebido.  Os pressupostos metafísicos comuns nas crenças tradicionais possibilitariam, aos olhos da Escola Perene, um “ecumenismo esotérico”, utilizando o termo consagrado por Schuon em seu livro “Christianity Islam: Perspectives On Esoteric Ecumenism”. Até onde chega a influência do perenialismo na cosmovisão religiosa moderna e na vida intelectual ocidental?
Olavo de Carvalho: O projeto de Guénon e Schuon parece fundar-se no reconhecimento da igual legitimidade de todas as tradições religiosas, porém, na medida em que toma o esoterismo islâmico como a modalidade mais alta e vigorosa de espiritualidade nas condições da época presente, ele corresponde, na prática, a colocar todas as religiões do mundo sobre a orientação discreta de uma elite espiritual islamica. Levei décadas para entender uma coisa tão óbvia. Quando Guénon, nos anos 30, disse que o Ocidente só tinha três saídas – a barbárie, a islamização ou a restauração da Igreja Católica, ele deixou bem claro que esta última alternativa deve ser conduzida sob a direção de autoridades espirituais islâmicas. A única diferença, portanto, entre as duas ultimas alternativas é a que existe entre islamizar a civilização ocidental de maneira ostensiva ou camuflada. A prática mostrou que essas duas alternativas não se excluem absolutamente. Um detalhe interessante é que toda a retórica, tanto guénoniana quanto “perenialista” ( essas duas coisas não são exatamente a mesma) se baseia na afirmação de que o esoterismo foi totalmente perdido de vista no Ocidente pelo menos desde a Renascença, reduzindo-se a religião crista, na modernidade, ao mais raso exoterismo. Daí concluíam esses doutrinários que uma injeção de sufismo era necessária para salvar o Ocidente de si mesmo e reatar os elos da civilização com as suas raízes cristãs mais remotas. Acontece que, no Ocidente, o esoterismo só foi perdido na esfera da cultura acadêmica, mas, fora dela, continuou pujante e vigoroso, inspirando praticamente todos os grandes escritores e poetas do mundo Ocidental. Também é fato que a mais alta “realização metafísica” cuja possibilidade o sufismo de Guénon e Schuon prometia trazer de volta a uma civilização extraviada, jamais foi perdida de vista na tradição católica, como se vê, claramente, pelos livros do padre Juan Gonzalez Arintero, La Evolución Mistica e Cuestiones Misticas.Em suma, o que essa gente prometia era nos dar algo que já tínhamos, com o agravante de que a doação vinha acompanhada da transferência da autoridade da Igreja Católica para as autoridades espirituais islâmicas que a dirigiriam e orientariam desde longe.

Prelúdio de uma Terceira Grande Guerra? Ocidente dá ´ultimato´ à Rússia

Ucrânia (Reuters)

Tropas ucranianas têm sofrido derrotas com o avanço de rebeldes separatistas

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu conversas para discutir “soberania” para o leste da Ucrânia, informou a imprensa local, após a União Europeia ter dado a Moscou um ultimato para reverter suas ações na Ucrânia ou enfrentar novas sanções.

Putin disse que a questão de soberania precisa ser discutida para garantir que os interesses da população local “sejam definitivamente apoiados”. Segundo ele, é impossível prever o fim da crise.

“Isso depende muito da vontade política das atuais autoridades ucranianas”, disse Putin, citado pela agência de notícias russa Itar Tass.

“A Rússia não pode ficar de fora quando pessoas estão sendo alvejadas quase à queima roupa”, disse.

Os comentários de Putin ocorreram após a UE ter dado um prazo de uma semana à Rússia para reverter suas ações no país vizinho.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que o bloco estava trabalhando com urgência em novas medidas contra a Rússia, mas não detalhou quais áreas seriam atingidas pelas restrições adicionais.

“Todos estão conscientes que temos que agir rapidamente”, disse ele, após reunião do bloco europeu em Bruxelas. As propostas deverão estar prontas em uma semana.

A medida foi apoiada pelos Estados Unidos. A UE e os EUA já impuseram congelamentos de bens e restrições de viagens a várias autoridades russas e líderes separatistas no leste da Ucrânia.

As sanções ocidentais também atingem empréstimos a bancos estatais russos e bloqueiam exportações de tecnologia na área da defesa e de produtos derivados do petróleo à Rússia.

Putin repudiou as ameaças da UE, acusando o bloco de “apoiar um golpe de Estado” na Ucrânia.

O Ocidente alega que tropas russas invadiram o território ucraniano para dar apoio e armamento a separatistas que atuam no país. Moscou nega estar ajudando os rebeldes, e acusa forças ucranianas de usarem força e atingirem civis deliberadamente.

Ucrânia (AP)

Confrontos na Ucrânia foram iniciados em abril e já mataram mais de 2.600 pessoas

Forças rebeldes (AP)

Rebeldes pró-Rússia dizem que a ofensiva deles irá continuar

Ucrânia (AFP)

A Ucrânia alega que a Rússia envia armamento a separatistas que atuam no leste

Cerca de 2.600 pessoas já morreram no conflito, iniciado em abril após a anexação pela Rússia da península da Crimeia, no sul da Ucrânia, em março.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse que seu país estava “perto de um ponto sem volta – uma guerra total” com a Rússia.

Tropas cercadas

Rebeldes pró-Rússia têm avançado contra tropas da Ucrânia nos últimos dias nas regições de Donetsk e Luhansk, no leste.

O porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko disse no sábado que tanques russos atacaram a cidade de Novosvitlivk, perto de Luhansk, e “destruíram praticamente todas as casas”. Tropas do governo foram ordenadas a se retirar de Novosvitlivk, disse.

Soldados ucranianos também tentam deixar Ilovaisk, na região de Donetsk, cercada por rebeldes. Relatos dizem que diversos soldados foram mortos em ataques de separatistas.

O líder rebelde Alexander Zakharchenko disse a uma rádio russa que uma nova ofensiva está sendo planejada para criar um corredor entre Donetsk e Luhansk.

No sudeste da Ucrânia, pessoas estão abandonando a cidade portuária de Mariupol, após rebeldes terem capturado Novoazovsk.

Autoridades ocidentais e ucranianas dizem que essa ofensiva tem recebido grande apoio de tropas russas, abrindo uma nova frente. Rússia nega a acusação.

A imprensa russa informou no domingo que 10 paraquedistas russos voltaram para casa em troca de 63 soldados ucranianos capturados e detidos pela Rússia.

Mas como a situação chegou a este ponto? Veja algumas perguntas e respostas sobre a crise na Ucrânia.

Houve uma invasão russa?

Donetsk (AP)

Há cinco meses, os grupos pró-Rússia lutam pela independência de parte do leste do país

Na quinta-feira, a Otan divulgou imagens de satélite que alegou mostrar forças russas dentro da Ucrânia. Seriam mais de 1.000 soldados.

Antes, Poroshenko havia declarado em Kiev que se reuniria com seu conselho de segurança para discutir o que chamou de “invasão russa” a seu país.

Nos Estados Unidos, onde muitos esperavam uma resposta às notícias de envio de tropas russas à Ucrânia, o presidente Barack Obama se recusou a chamar de “invasão” as últimas ações russas, mas responsabilizou Moscou pela violência na região.

Mas a Otan foi contundente na sexta-feira. O secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen, declarou que estava claro que a Rússia “havia cruzado ilegalmente” a fronteira da Ucrânia. E pediu que Moscou interrompesse o que chamou de “ações militares ilegais”.

Os confrontos seguem?

Novoazovsk (AFP)

Cidades do leste ucraniano, como Novoazovsk, estão sob o bombardeio de rebeldes

No início desta semana, o Exército ucraniano conseguiu recuperar o que disse ser “grande parte” do território até então controlado por separatistas ao redor das cidades de Donetsk e Luhansk.

Mas, na quinta-feira, quando teve início a crise se agravou ainda mais, houve relatos de que rebeldes pró-russos haviam tomado a cidade costeira de Novoazovsk e ameaçavam capturar o estratégico porto de Mariupol, no sul do país.

Combates também estariam ocorrendo ao redor de Donetsk e Luhansk.

Este avanço dos rebeldes marcou o início de uma nova frente no conflito entre o governo da Ucrânia e separatistas pró-Rússia.

Posteriormente, em um discurso incomum dirigido aos separatistas pró-Rússia na Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, elogiou o que chamou de êxitos da ofensiva na região. Pediu também o estabelecimento de um “corredor humanitário” para permitir a retirada de unidades do Exército ucraniano cercadas.

Isso significa que a Rússia está ajudando os rebeldes?

Putin e Medvedev (AFP)

O governo russo é alvo de críticas dos líderes europeus e dos Estados Unidos por sua ação no conflito

A Ucrânia indicou que o fato dos rebeldes terem recebido um recado direto de Putin mostra que quem os controla é a Rússia.

E tanto Kiev quanto seus aliados têm reiterado que Moscou está por trás da ofensiva rebeldes no leste do país.

A pergunta que muitos se fazem é: qual o tamanho da ajuda que está sendo orquestrada pelos alto níveis do Kremlin?

Moscou nega que esteja ajudando ou armando rebeldes. Mas um dos líderes rebelde em Donetsk declarou na quinta-feira que entre 3 mil e 4 mil cidadãos russos estariam entre suas forças.

As imagens da Otan publicadas na quinta-feira mostram o que, segundo a organização, há comboios militares russos dentro de território ucraniano.

Por que esse conflito importa para a Europa e o resto do mundo?

Refugiados (Getty)

A violência do combate entre o Exército ucraniano e rebeldes já deixou mais de 300 mil refugiados

Esta é vista como a maior crise de segurança na região desde a Guerra Fria. Há anos, a UE trabalha para estabelecer vínculos com a Ucrânia. Mas a Rússia também tem se esforçado para que a Ucrânia se una a seus tratados de comércio com outras ex-repúblicas soviéticas.

A Ucrânia está situada em uma importante área geopolítica: dividida entre o Ocidente e o Oriente e com tensões internas que não conseguiu resolver desde o colapso da União Soviética, em 1991. A Otan, a UE e os EUA acusam a Rússia de intimidar a Ucrânia e dizem que as táticas que Moscou usa são inaceitáveis.

No entanto, nenhum dos aliados tem respondido às críticas às táticas que a Ucrânia usa contra separatistas, que incluem o bombardeio de áreas civis nos enclaves rebeldes.

Um relatório da ONU do início de agosto indica que 2.119 pessoas morreram no leste da Ucrânia desde o início do conflito. Calcula-se que 115.800 pessoas partiram para outras partes da Ucrânia e cerca de 188.000 foram para a Rússia.

Fonte: BBC

Pastor defende que todo cristão deveria andar armado

Pastor defende que todo cristão deveria andar armado

John Correia (38) é o pastor da Igreja Bíblica de West Greenway, na cidade de Glendale, Arizona. Ele concilia a vocação com a carreira de instrutor de tiro. Membro da Associação Nacional de Rifles, o pastor tem quatro filhos e cada um já tem sua própria arma.

Ex-oficial da Marinha, John acredita que Jesus não se importa que ele carregue numa mão a Bíblia e na outra um rifle semiautomático AR-15.  Na realidade, ele já pregou sobre armas de fogo várias vezes.

A família Correia é formada por ele, sua esposa Laura (38), e seus quatro filhos Phoenix (17) James (15), Sarah (12) e Abby (8).  John conta que apenas a mais velha, Phoenix não se interessa pelo assunto. James já é “aprendiz de instrutor” e a caçula acaba de ganhar sua primeira arma, um rifle cor-de-rosa calibre 22.

familia armada Pastor defende que todo cristão deveria andar armado

A pequena Abby conta que seus coleguinhas a criticam quando ela conta que já tem uma arma. Na verdade, seu pai leva os filhos para caçar com frequência, e aproveita para ensiná-los a atirar, mas também a seres cuidadosos e responsáveis com o manejo das armas. Os filhos estão proibidos de pegar nas armas quando os pais não estão por perto.

O pastor tem 20 armas em casa, incluindo pistolas e rifles de caça. Apesar de reconhecer que a mensagem da Bíblia ensina a “oferecer a outra face”, lembra que as Escrituras falam sobre o uso da força. Ele não vê contradição entre ser pastor e defender que todo cristão deve andar armado.

“Gostaria que todos se dessem bem, que todo mundo fosse bom, mas essa não é a realidade. Até que cheguemos a esse mundo perfeito, quando Jesus voltar, precisamos ser capazes de nos defender. Lucas 22:36 mostra Jesus dizendo: “se não têm espada, vendam a sua capa e comprem uma”, afirma. Dizendo ser uma pessoa pacífica, cita ainda Romanos 12:18: “Façam todo o possível para viver em paz com todos” para explicar que vê as armas apenas como um instrumento de defesa. Afinal, justifica “há algumas pessoas que não desejam estar em paz com você”.

O pastor admite que pessoas já saíram da igreja por que ele defende o uso de armas, mas por outro lado atraiu cristãos que pensam como ele. Acostumado às críticas, afirma que aprendeu a lidar com os que questionam o seu chamado por causa disso.

“O rifle nas mãos de um homem bom é algo bom, um rifle nas mãos de uma pessoa ruim é algo ruim. Então, o que Deus pensa de armas? É apenas uma ferramenta”, declarou ele ao Daily Mail.  Questionado o que o faria abandonar as armas, foi enfático. “Se Jesus me pedir para abrir mão das minhas armas, eu obedeceria, por que meu compromisso com Jesus vem em primeiro lugar”.

Fonte: Gospel Prime

Pastor faz “desafio de Elias” ao califa do Estado Islâmico

 

Um pastor cristão norte-americano está propondo um desafio de fé ao chefe do grupo terrorista Estado Islâmico, o autoproclamado califa Abu Bakr al-Baghdadi. Basicamente é uma repetição do que fez Elias com os profetas de Baal no Monte Carmelo, no Antigo Testamento.

O evangelista Bill Keller (foto), que mantém o site Liveprayer.com, disse que deseja provar ao mundo que os muçulmanos adoram a um falso deus. Ele fez um vídeo onde afirma: “É hora de alguém expor esses instrumentos de Satanás, em vez de se esconder na tenda como o exército de Israel fez quando foi hostilizado por Golias”.

Keller explica que seu desejo é mostrar que “Jesus morreu pelos pecados de todos os homens, incluindo os do Sr. al-Baghdadi”. Por isso, ele deseja ver o califa renunciar ao Islã e aceitar Jesus. Para que isso aconteça, Keller diz estar pronto para dar ao mundo uma demonstração pública do poder divino.

“Eu iriei para o Iraque, a Síria, ou qualquer local que você deseja”, diz Keller. “Cada um levará um animal puro, cortado em pedaços. Armamos as fogueiras. Depois de tudo preparado, você tem uma hora para pedir que Alá faça chover fogo sobre a sua oferta. Se no final daquela hora Alá não responder às suas súplicas, eu invocarei o único e verdadeiro Deus, o Deus da Bíblia… não apenas para lançar fogo sobre a minha oferta, mas também sobre a sua”.

E Keller vai mais além: “Se o seu deus Alá não responder, você… renuncia como líder do Estado Islâmico. Você se aposenta da sua vida de terror e incentiva seus seguidores a viver em paz. Então eu poderei voltar para minha casa nos Estados Unidos. Mas caso seu deus Alá responder às suas súplicas por fogo [e] o meu Deus não, eu renuncio à fé cristã, e você poderá fazer o que quiser e até me matar”.

O desafio de Keller é baseado no relato de 1 Reis 18, em que o profeta Elias derrotou os 450 profetas do deus pagão Baal. O evangelista deseja que esse desafio de fé cause um impacto em todos os muçulmanos do mundo.

“O Islã é uma mentira 1.400 anos de idade, vinda do inferno, nascido da voz de Satanás, literalmente. Maomé estava correto quando disse que era Satanás que inicialmente falou com ele. Ele sonhou com o seu próprio deus, Alá, que tenta ser uma imitação do Deus da Bíblia, e inspirou o seu próprio livro sagrado, o Alcorão, também uma imitação barata, muitas vezes plágio da Palavra de Deus inspirada, inerrante, a Bíblia”

Keller postou o desafio pela primeira vez julho, mas não obteve resposta de Baghadai nem de algum representante do Estado Islâmico, e afirma que o desafio continua de pé.

Fonte: Gospel Prime

Senador Magno Malta contesta resolução do CONAD que quer impedir centros de recuperação de incluir religião no tratamento antidrogas

Malta condena resolução que proíbe religião na recuperação de drogados

O senador Magno Malta (PR-ES) resolveu usar seu espaço no Plenário para denunciar a decisão do Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (CONAD) que quer impedir centros de recuperação de incluir religião no tratamento de usuários de drogas.

A decisão foi anunciada recentemente dizendo que os centros coordenados por entidades religiosas não poderão converter os internos para uma religião como condição para seguir o tratamento.

Magno Malta, que sustenta um centro de tratamento no estado Espírito Santo há 35 anos, ficou inconformado com a resolução principalmente quando o texto diz que o Governo Federal destina 85 milhões por ano para auxiliar essas entidades.

“Os meus internos comem da minha música, dos meus direitos autorais”, afirmou o senador que controla o projeto Bem Viver recuperando milhares de usuários de drogas em mais de três décadas.

Na visão do parlamentar a medida, que se dirige exclusivamente para entidades sustentadas por instituição religiosas, é uma medida bolivariana do atual governo que já tentou aprovar o aborto através de uma resolução e ainda aprovou a chamada lei da palmada.

Magno Malta desafiou que o governo mostrasse os usuários de drogas que foram recuperados por eles, dizendo que os conselhos de psicologia e medicina também não recuperam ninguém. “Sabe qual é o remédio? É Deus de manhã, Jesus meio-dia e o Espírito Santo de noite.”

O texto do CONAD, na visão do senador do PR, é uma forma de impedir que o nome de Jesus seja pregado. “Olha que coisa sutil, que coisa bolivariana, que coisa cubana!”, disse Magno Malta ao ler o trecho que fala diretamente para entidades religiosas que são sustentadas por fiéis.

“É mantido por contribuição de fiéis e eles ainda querem barrar!”. O senador não se conformou com o texto que afirma que incluir a religião no tratamento fere a laicidade do Estado. “Não fere a laicidade do Estado patrocinar a marcha gay, não? Não!”, falou.

O parlamentar aproveitou o momento para deixar o documento em seu site e pedir para que o maior número de pessoas acesse para entender o que querem fazer com as casas de recuperação de usuários de drogas, sendo que muitas delas usam a religião para tratar os internos que saem de lá “lavados no sangue de Jesus”.

Fonte: Gospel Prime

Após derrubar drone israelense, Irã afirma que armará palestinos terroristas

O general Amir-Ali Hajizadeh participa de uma entrevista coletiva em Teerã

Teerã vai acelerar o envio de armas à Cisjordânia, em resposta ao uso de um drone espião israelense no Irã, que foi abatido, anunciou um comandante da Guarda Revolucionária.

“Vamos acelerar o fornecimento de armas a Cisjordânia e nos reservamos o direito de dar qualquer resposta ao envio de um avião não tripulado israelense do tipo Hermes, abatido quando se aproximava da central de enriquecimento de urânio de Natanz”, declarou o general Amir Ali Hajizadeh, segundo o site oficial Sepahnews.com.

A televisão iraniana exibiu imagens de destroços que pareciam corresponder a um avião não tripulado.

O Irã, que não reconhece a existência do Estado de Israel, afirmou nas últimas semanas que forneceu aos combatentes palestinos do Hamas e da Jihad Islâmica a tecnologia necessária para a fabricação de mísseis destinados a bombardear cidades israelenses a partir de Gaza.

“Caso repitam este tipo de ato, daremos uma grande resposta”, advertiu o general Hajizadeh, comandante das forças aéreas da Guarda Revolucionária, o exército de elite do regime islâmico iraniano.

“O drone abatido é do tipo Hermes e foi fabricado pelo regime sionista”, declarou o general.

“É um drone furtivo, capaz de escapar dos radares”, afirmou.

O militar destacou que várias peças intactas do aparelho foram recuperadas e estavam sendo analisadas.

No domingo, a Guarda Revolucionária anunciou tert abatido um “drone espião do regime sionista que tentava se aproximar da central nuclear de Natanz”.

Hajizadeh disse que “o drone decolou de um terceiro país”, sem informar qual.

“Foi localizado pelo sistema de vigilância do exército e depois abatido por míssil terra-ar da Guarda Revolucionária”, completou o comandante.

Procurado pela AFP, o exército israelense afirmou que “não comenta informações da imprensa”.

A unidade de Natanz é o principal centro de enriquecimento de urânio do Irã, onde estão instaladas mais de 16.000 centrífugas. Outras 3.000 estão na central de Fordoo, escondidas entre as montanhas e mais difíceis de destruir.

Israel ameaçou várias vezes atacar as instalações nucleares iranianas.

Fonte: AFP, via Yahoo!

Veja o “selfie” mais perigoso de todos os tempos!

Um australiano está dividindo opiniões por vídeos postados no Youtube. Terry Tufferson filmou o que parece ser um tornado, no meio de um deserto australiano. O tornado parece pegá-lo em cheio, no exato momento em que ele, após gravar um selfie (isso mesmo!) com o mostro de vento, corre e pula para dentro do carro. Parte da câmera parece pegar o tornado passando por sobre o carro. Confira o vídeo

Em um outro vídeo maluco, o australiano pula nas águas de um lago que, ao que tudo indica, tem ligação com o mar. De repente, um gigante tubarão branco aparece, nadando bem próximo do aventureiro. Confira:

Seriam vídeos verdadeiros, ou o resultado de elaboradas filmagens e computação gráfica? Dê sua opinião!